A reportagem do JORNAL DE UBERABA esteve no local onde funcionam as atividades mineradoras e constatou as denúncias do produtor rural. Nas paredes das pedreiras pôde-se verificar que onde antes havia mina, água ainda insiste em minar.
Próximo ao local, foi detectada uma área onde já aconteceu a exploração de pedras, mas foi abandonada, deixando rastro de destruição, nos paredões antes explorados. Também percebe-se o desmatamento da mata e até uma estrada aberta recentemente entre a mata, demonstrando a degradação ambiental. Galhos e troncos de árvores estão à vista, em meio a barranco de terra e pedras.
Olhando o mapa de Uberaba, vê-se que recentemente no local da estrada havia uma densa mata, agora inexistente.
A reportagem do JU também flagrou trabalhador armando dinamite, com muitas bananas espalhadas pelo chão e diversas caixas com o produto em uma carreta. Isso aconteceu no final da tarde de terça-feira, dia 10. A explosão ocorreu na manhã de quarta, mais uma vez espalhando muita poeira ao redor.
A equipe do JU andou pelas imediações das pedreiras juntamente com o sociólogo e presidente da ONG ContraCorrente, Evandro Souza, que procurou a reportagem para fazer a denúncia. Em toda a extensão que a equipe andou somente pôde verificar destruição ambiental, muita poeira e até a sujeira do córrego Lajeado, um dos afluentes do rio Uberaba. A captação está pouco abaixo do córrego.
"Isso é muito grave e tem de ser verificado. Temos de fazer a denúncia ao Ministério Público, abrir uma ação popular ou ação civil pública. Com certeza a população está sendo prejudicada e estas atividades estão comprometendo o uso da água. É preciso tomar medidas urgentes", afirma Souza. (MGS) |