Representantes das duas pedreiras se defendem e afirmam que não existe nenhuma irregularidade. O vereador Valdir Elias Barbosa, que é responsável pelo setor de Recursos Humanos da pedreira Beira Rio, afirmou que a maior preocupação da empresa é com o meio ambiente.
"Recuperamos grande parte do rio, plantamos ipês, aroeiras, serras d'água. Na área que trabalhamos a percentagem maior é de reservas. Plantamos mais de duas mil árvores na beira do córrego Lajeado, a pedido do Instituto Estadual de Florestas, e a previsão é de plantar mais mil árvores neste ano. Estamos preservando a nascente e onde não existe água estamos recuperando. A maioria da fazenda é de área verde. Nosso intuito é preservar o meio ambiente", explica.
Ainda segundo Barbosa, a área onde as dinamites são explodidas fica longe da água e não existe risco de contaminação. "A área fica a mais de 600 metros da água e a água que cai da rocha não vai para o meio ambiente e não deixa nenhum resíduo."
Questionado se a empresa tem licença ambiental, o vereador afirma que tem licença da Feam. "Quanto ao funcionamento da empresa, sim. Estamos renovando a área de preservação ambiental." Quanto à análise da água, Barbosa diz que é feita geralmente a cada quatro meses, "dependendo do volume, mas nunca os resultados acusaram contaminação".
Sobre a área de mineração desativada, Valdir Elias afirma que é uma área da Fepasa, que "foi usada muitos anos atrás. Era uma área utilizada pela Brageto e Leão. A responsabilidade desta área para fazer a preservação é da Fepasa. Eles usaram a área e depois mudaram para outro local", informa o vereador.
Copari - A reportagem também entrou em contato com a pedreira Copari. Um senhor, chamado Oswaldo, afirmou que a empresa está regular e lembrou que o IEF vai sempre no local para fiscalizar e pediu para ligar para o proprietário, Adelmo Lucas, no escritório.
No escritório, outra pessoa atendeu, reafirmou que está tudo regular, que a Copari tem licenciamento. "O licenciamento já foi aprovado e encaminhamos os papéis para os órgãos competentes. Está tudo regular. Já encaminhamos a licença para a Feam, mas quem vai poder responder é o sr. Adelmo." Questionado há quanto tempo a pedreira funciona, afirmou que somente o proprietário poderia falar. A reportagem ligou para o celular do sr. Adelmo diversas vezes, mas em todas estava fora de área. No escritório afirmaram que ele retornaria para a reportagem, mas não ligou até o fechamento desta página. (MGS) |