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14/06/2009 às 16:17
Redução de IPI aquece mercado de insumos para construção civil
 
Para amenizar o reflexo da grande crise mundial, o Brasil tomou algumas medidas internas, com a intenção de melhorar a movimentação do mercado. A redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) foi uma destas ações. É o caso dos carros, eletrodomésticos brancos e materiais de construção, que estão no mercado com um preço reduzido ao consumidor. Há pouco tempo, 30 itens da construção civil tiveram o IPI reduzido, com uma queda de 8,5% dos preços. A mudança vem melhorando as vendas e aumentando o número de construções.
Em lojas de materiais de construção, é comum aumentar as vendas nesta época do ano, devido ao término do período chuvoso, já que iniciar uma obra no verão (época das chuvas) pode trazer um custo maior em materiais e a obra pode ficar parada. "Sempre temos um aumento a partir do mês de maio, mas com a queda do IPI as coisas estão bem melhores. As vendas subiram cerca de 15% a mais que o comum", relata o comerciante no ramo Antônio Carlos Silva.
No ano passado, as 138 mil lojas de materiais de construção de todo o país registraram um faturamento de R$43,23 bilhões - 9,5% a mais que em 2007.
A redução no preço foi em itens como o cimento, tintas e cerâmica. Os produtos incluídos na cesta de redução do imposto representam de 15% a 20% da obra. A baixa no preço final ao consumidor já está em prática para cimento, argamassa e aditivos do concreto. A cada 25 sacas de cimento, o consumidor está ganhando uma, se comparados os valores antes e depois da decisão do governo federal de baixar o imposto.
"Sem dúvida esta medida trouxe algum benefício para os envolvidos no setor. Assim que os preços passaram por uma redução, a população ficou empolgada e a demanda aumentou, consequentemente houve crescimento do consumo. Porém, agora já esta estável, por serem poucos os produtos reduzidos. Mesmo assim a mudança tem valor significativo. As pessoas estão aproveitando para construir", explica o engenheiro civil Antônio Arnaldo Júnior.
Já segundo o comerciante Antônio Carlos, o reajuste trouxe outros benefícios para a loja, além de um lucro maior. "Esta situação movimentou o mercado, podemos investir em mais funcionários para atender a demanda de procura.Assim abrimos novas vagas de emprego", afirma o comerciante.
A expectativa é que estes produtos com o IPI reduzido continuem assim por mais algum tempo. "Imagino que o governo ainda permaneça com esta ideia por mais 90 dias. Pois, por mais que a minha expectativa no início da mudança tenha sido maior, a situação na área de construção civil deu uma alavancada", estima Antônio Arnaldo.
 
Geórgia Santos
 
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