Clima ficou tenso, ontem, em frente às obras de expansão da Fosfertil, no Distrito Industrial III, entre a Polícia Militar e os manifestantes, que são funcionários do Consórcio Fértil, formado pelas construtoras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Promon Engenharia.
Um caminhão propague foi apreendido dos 1.200 funcionários do Consórcio Fértil, aproximadamente 850 trabalhadores terceirizados aderiram à greve. Esses funcionários, que trabalham na execução das montagens dos equipamentos, voltaram a pé em forma de protesto para a cidade, onde passaram pela praça Rui Barbosa, seguindo para o Ministério do Trabalho. A greve foi anunciada na terça-feira, dia 27.
Conforme José Geraldo Domingues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Montagem Industrial do Estado de Minas Gerais (Sitramont-MG), que se deslocou para a cidade de Uberaba para dar apoio aos manifestantes, ele se reuniu com autoridades da Gerência Regional do Ministério do Trabalho para debater sobre o contexto de trabalhadores da categoria de Montagens Industriais no Estado. "Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 20%, pagamento da periculosidade, 30% do adicional de periculosidade, cartão alimentação, ajuda de custo R$ 300,00/mês, convênio médico e odontológico à família, folga de campo no mínimo de cinco dias, horas itineres (hora de percurso), retorno de férias, segurança no transporte, segurança dentro da empresa, pois os trabalhadores estão submetidos a risco, não há rota de fuga e trabalham com cheiro forte que causa problemas respiratórios", explica.
Domingues conta que o funcionário Wellington Rodrigues de Souza foi preso pela manhã, sendo liberado por volta de 13h, mas a greve continua. "Não adianta a empresa resistir, os trabalhadores não vão abrir mão das reivindicações. Só aceito acordo coletivo firmado entre as empresas e o Sitramont-MG", finaliza. (SN) |