A partir da próxima semana, oficina do bloco feminino destinada à promoção de cursos dentro da Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira deverá adquirir itens indispensáveis na penteadeira de uma mulher, como esmaltes coloridos, escovas e secador de cabelos. É que a partir de segunda-feira, as internas da unidade prisional iniciam cursos de capacitação profissional nas áreas de manicure/pedicure e cabeleireira.
A oficina deverá se tornar um verdadeiro salão de beleza nos próximos seis meses com o curso que será ministrado por professores da Escola de Artes Dr. Odilon Fernandes. Conforme o diretor da penitenciária, Itamar da Silva Rodrigues Júnior, esse curso pertence a uma parceria entre a penitenciária e a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), por intermédio de Marize Alves Ranuzi, diretora da Escola Estadual Menervino Cesarino, que funciona dentro do presídio.
"Serão aproximadamente 22 mulheres que terão possibilidade de se profissionalizar. Nossa intenção é que o detento saia daqui sabendo alguma profissão para que não retorne ao crime. Por isso, ações como essas, tanto de capacitação profissional quanto de educação, são de extrema importância para o processo de reestruturação", afirma.
A escola estadual funciona há quatro anos e oferece ensino desde as séries iniciais até a conclusão do segundo grau. O sistema educacional, afirma Itamar, é o mesmo usado na metodologia de "Educação para Jovens e Adultos", e a estrutura funcional, assim como nas demais escolas, conta com pedagogos, professores e bibliotecários. "O que muda é que o ensino é ministrado dentro de uma área de segurança", destaca.
A diretora Marize destaca que o curso é voltado para incentivar nas internas o empreendedorismo, uma vez que ainda existe muito preconceito no mercado de trabalho quanto à contratação ex-detentos. "Dessa forma, nós a preparamos para que possam ser donas do próprio negócio", afirma a diretora.
Na penitenciária também funcionam cursos profissionalizantes voltados aos presos do sexo masculino. Uma das idealizadoras do projeto, a pedagoga Giselle Abreu de Oliveira, é quem coordena o Núcleo de Ensino e Profissionalização da penitenciária.
Além dos cursos de panificação, marcenaria, manicure e cabeleireiro, Itamar adianta que, no próximo mês, os detentos também terão aulas de informática.
A Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira conta hoje com um total de 709 presos, dos quais 36 são mulheres. Já na escola são 250 alunos matriculados para o segundo semestre, sendo 22 mulheres. (JB) |