O deputado Paulo Piau sai em defesa de suas declarações contra as mulheres invasoras da Via Campesina.
Para ele, a repercussão negativa do que foi dito "não passa de uma intriga eleitoral por conta das eleições municipais de Uberaba". Segundo ele, não houve, em nenhum momento, proposta de agressão às mulheres. O deputado ainda assegura que as colocações foram conceituais. "Foi uma forma de protestar perante um crime cometido por mulheres", diz.
Conforme esclarece, as mulheres agiram de forma criminosa ao invadirem uma área de pesquisa de milhos trangênicos, causando um prejuízo de R$ 200 milhões. Tais pesquisas, segundo ele, foram aprovadas por duas comissões técnicas compostas por professores universitários, pesquisadores da Embrapa e, ainda, aprovadas por ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Paulo Piau também comenta que a motivação do grupo possui interesses internacionais em detrimento do desenvolvimento do país. "Não é um movimento nacional. Estas mulheres são financiadas por grupos estrangeiros que não querem o avanço do Brasil em pesquisas científicas", explica.
Ele acrescenta que suas declarações serão mantidas e apenas tiveram repercussão negativa em Uberaba. Diz que respeita as mulheres do país, mas não admite atos criminosos. "É preciso que estes atos sejam apurados e as mulheres paguem pelo que fizeram. Elas devem ir para a cadeia. Eu defendo o meu país, independentemente de motivações políticas, como fui interpretado unicamente em uma cidade provinciana como Uberaba", coloca.
Quanto ao pedido de retratação feito pela vereadora Marilda Ribeiro Resende (PT), Paulo Piau desafia a parlamentar questionando se ela aprova atos fora da lei, como foi o caso deste grupo de mulheres que invadiu uma área privada. (DB) |