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10/11/2008 às 20:00
Tucano não acredita em perseguição em ações contra o prefeito
 
O presidente municipal do PSDB, Luiz Cláudio Campos, descarta as alegações do prefeito Anderson Adauto (PMDB) de que estaria sendo perseguido diante dos últimos acontecimentos jurídicos, principalmente nas decisões feitas pelo Juiz Lènin Ignachitti, que pediu o afastamento dele do cargo e o condenou por improbidade administrativa pela foto na agenda escolar.
O tucano ainda nega que o prefeito esteja vivendo um "inferno judicial". Para ele, as decisões jurídicas apenas refletem na conduta da vida pública de Anderson Adauto. "O que está acontecendo é o cumprimento do papel do judiciário", avalia.
Ele analisa que esta tática de Anderson Adauto em se defender sempre alegando suspeição ao juiz e ao promotor a cada decisão desfavorável é uma atitude controversa.
Porém, ele ressalta que não foi a Justiça que motivou as ações. "O que realmente existe é uma análise do juiz do trabalho exercido pela promotoria. É algo inimaginável ter uma orquestração unânime em todo esse histórico desta situação. Um afrontamento a um poder constituído. A defesa mais consistente não é atribuir perseguição", comenta. O dirigente lembra ainda que existe uma série de questionamentos a que ainda serão dados o cumprimento na Justiça.
Enquanto oposição, ele defende que as representações partidárias devem estar atentas para que a cidade não viva o processo de banalização das instituições, principalmente do Poder Judiciário. "Não podemos deixar imperar a crença de que tudo ficará impune", fala.
Luiz Cláudio lamenta que Uberaba esteja vivendo um momento emblemático porque um agente político está tendo visibilidade nacional dos seus feitos, e, na maioria deles, vinculados em questões de Justiça.
Com este entendimento, o tucano repensa o processo de reeleição na reforma política. Ele exemplifica processo eleitoral e várias denúncias de uso da máquina pública pelo prefeito que ainda tramitam na Justiça Eleitoral. Também compara a sentença condenatória de improbidade por promoção pessoal do prefeito como propaganda eleitoral extemporânea com uso indevido da máquina pública. "Os administradores têm de ter a consciência exata de ser o prefeito e ser o candidato", conclui. (DB)
 
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