Última atualização: 08/09/2010 às 09:05
 
  
 |  Home |  Assinatura |  Dúvidas |  História |  Contato |  Anuncie | 
CADERNO A
CADERNO B
CLASSIFICADOS
 
28/07/2010 às 08:08
 
Lavoura toma espaço da pecuária no Brasil
A participação da lavoura na riqueza do campo no Brasil deu um salto entre 1996 e 2006, saindo de 45,4% para 75,1% do valor bruto da produção rural. O dado inclui a silvicultura. Já a participação da pecuária recuou de 35,6% para 20% no mesmo período. Os números fazem parte de análise dos economistas Mauro de Resende Lopes, Ignez Vidigal Lopes e Daniela de Paula Rocha, do Centro de Economia Agrícola (CEA) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dois estudos por eles realizados em cima dos Censos Agropecuários de 1995/1996 e de 2006.
Em termos absolutos, o valor nominal da lavoura mais do que quadruplicou em dez anos, saindo de R$ 23,3 bilhões em 1996 para R$ 108,1 bilhões em 2006. A pecuária, por sua vez, teve um aumento bem menor no período, de R$ 18,3 bilhões para R$ 28,8 bilhões. "O que deu uma força muito grande para a produtividade na lavoura foi a combinação dos avanços da tecnologia biológica e mecânica", diz Lopes.
Entre 1996 e 2006, a área plantada total de grãos no Brasil teve um aumento de 24,2%, de 38,5 milhões para 47,9 milhões de hectares, enquanto a produção cresceu 95,9%, de 73,6 milhões para 144,1 milhões de hectares. Esse aumento de produtividade fica claro em algumas culturas, como a do milho, na qual houve um recuo de 5,9% na área plantada entre as safras 1995/1996 e a estimativa para 2009/2010, mas com um aumento de 65% na produção - de 32,4 milhões para 53,5 milhões de toneladas.
Já no caso da pecuária, Lopes observa que, 'apesar de grandes avanços na genética e no manejo, a taxa de abate, ligada à produtividade, quase não aumentou'. A taxa de abate mede a relação entre os animais abatidos e o total do rebanho. Segundo tabela elaborada pelo Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a taxa de abate brasileira foi de 20,25% em 1996 e de 20,56% em 2006, permanecendo quase inalterada.
 
Ministério da Agricultura investiu R$ 95,6 bilhões na safra 2009/2010
Entre julho de 2009 e junho de 2010, os produtores brasileiros tiveram acesso a R$ 95,6 bilhões em investimentos feitos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As informações foram divulgadas na sexta-feira (23) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA).
"O resultado é bastante positivo, ainda mais se considerarmos que, no ano passado, houve uma retração dos financiamentos privados por causa da crise financeira internacional", afirma o diretor de Economia Agrícola do ministério, Wilson Araújo.
Os produtores empresariais tiveram acesso à maior fatia do dinheiro investido, contando com R$ 84,4 bilhões destinados a custeio, comercialização e investimentos. Os números representam uma alta de 28,7% em relação ao ciclo agrícola anterior.
A SPA também destacou os desembolsos voltados à classe média rural. No período, foram R$ 3,16 bilhões pelo Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural), número 390% superior ao registrado na safra 2008/2009.
A contratação de recursos para investimentos em práticas sustentáveis na lavoura também apresentou desempenho expressivo, de R$ 475,3 milhões - crescimento de quase 200% nas liberações do Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa).
Outro financiamento muito procurado pelos agricultores foi o Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK), linha de crédito com condições especiais, criada em 2009 em razão da crise financeira mundial. Somente para aquisição de máquinas e equipamentos foram desembolsados R$ 4,5 bilhões. Até então, esses equipamentos eram financiados pelos programas de Modernização da Frota de Tratores, Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra). Araújo lembra que o programa é temporário, mas ainda pode ser contratado até dezembro. Os recursos são financiados em um prazo de 10 anos, a juros de 5,5% ao ano.

Próxima Safra - Desde 1º de julho, os produtores agrícolas podem contratar crédito para safra 2010/2011. O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para o novo ciclo terá à disposição do segmento empresarial R$ 100 bilhões. Para atender aos médios produtores são R$ 5,65 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), sucessor do Proger Rural. Outra prioridade do governo, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) tem uma linha de financiamento com R$ 2 bilhões. Outros R$ 16 bilhões serão direcionados à agricultura familiar.
 
Juventude rural precisa de condições para permanecer no campo
A juventude rural brasileira não deseja deixar o campo e seguir para os grandes centros urbanos, mas as condições impostas no interior do país forçam a saída desses jovens, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Ao participar da cerimônia de abertura do 2º Festival Nacional da Juventude Rural, a secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Contag, Maria Elenice Anastácio, lembrou que quase 8 milhões de jovens trabalham no campo - 3 milhões deles permanecem analfabetos. Há problemas também na área de saúde, crédito, estradas e moradia. "Não somos a minoria, como é dito nas estatísticas. Somos marcados pela invisibilidade. Pregaram, ao longo dos anos, que a juventude é o futuro. Porém, esse futuro depende do presente que estamos ofertando para essa juventude", disse.
Segundo Maria Elenice, é preciso que haja melhorias no acesso ao crédito e garantia de preço mínimo para o que é produzido pelos jovens. Para o secretário Nacional da Juventude, Beto Curi, há avanços na área, como a sanção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 42/08, a chamada PEC da Juventude. A proposta inclui os jovens como público-alvo de políticas públicas.
Ele citou ainda o ProJovem Campo, que oferece qualificação profissional e escolarização a jovens agricultores familiares de 18 a 29 anos, que não concluíram o ensino fundamental. "O Brasil começa a recuperar a dívida histórica que tem com os jovens. Ampliar escolas técnicas, universidades, ampliar os direitos aos jovens. É dessa forma que vamos avançar no tema juventude como política pública de estado", concluiu Curi.
 
ABCZ recebe homenagem do Mapa
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai homenagear a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) durante as comemorações dos 150 anos do Mapa. O presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes, receberá a homenagem hoje, no Ministério da Agricultura, em Brasília-DF, a partir das 10h. A solenidade terá também Momento Cívico e pronunciamento do ministro Wagner Rossi.
Uma segunda solenidade está marcada para as 15h30, com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, que ocorrerá no Clube do Exército, comemorará, além dos 150 anos do Mapa, o Sesquicentenário do Ministério dos Transportes.
 
O vento sopra em favor da pecuária. Bom momento para refazer o rebanho
Maria Lucia de Abreu Pereira

Os pecuaristas convivem há alguns meses com relativa estabilidade nos preços do boi gordo, que se mantêm na faixa dos R$ 80,00 a arroba do Índice Esalq/USP. Essa situação de acomodação reverte um longo período de perdas financeiras e de abate de fêmeas, que cortou na pele o patrimônio dos produtores e tirou vários projetos do mercado.
Os analistas especializados informam que o cenário positivo da pecuária deve se manter nos próximos anos. Tomara. Como argumento, utilizam não apenas a redução do abate de matrizes mas também o cenário externo, com exportação crescente ano após ano.
A própria FAO divulgou recentemente que o mundo precisará de mais carne nas próximas décadas. Isso significa que nossas exportações deverão crescer além do programado. Além disso, temos de ter produção para atender à demanda.
Essa conjunção de fatores na ponta da cadeia lança um tremendo desafio para os pecuaristas, que respondem pela base da produção. Isso porque é dessa classe a responsabilidade para ter os animais prontos para o abate e que suprirão as necessidades dos frigoríficos nos próximos meses.
Mas, atenção: o mercado está muito mais exigente. Se os pecuaristas quiserem aproveitar os bons preços do boi gordo e, ainda, receber bonificações por qualidade, é preciso oferecer ao frigorífico animais jovens (no máximo 30/36 meses de idade), pesados (entre 16 e 22 arrobas), com bom rendimento de carcaça e cobertura de gordura (mais de 3 mm).
Somente com o uso de boa genética é possível ter animais com essa configuração prontos para o abate na idade e no peso certos. Se a escolha dos reprodutores (machos e fêmeas) for mal feita, o gado não chegará às condições exigidas pelos frigoríficos no momento correto. E, aí, é prejuízo na certa, pois os animais ficarão na fazenda mais tempo e, assim, consumirão mais alimentos, aumentando os custos.
É nesse cenário que ganham espaço as chamadas raças adaptadas, como bonsmara e senepol. Elas representam uma excelente opção genética para a produção de bois jovens, pesados e com boa qualidade de carne. Além disso, como estão perfeitamente adaptadas às condições tropicais, são resistentes e podem ser usadas sem restrição em todas as regiões do País.
O momento é favorável ao investimento em animais de raças adaptadas. Afinal, está iniciando a temporada de leilões de touros e matrizes e a estação de monta começará em breve. Com preços do boi gordo em bom patamar e genética de qualidade em oferta, a combinação de fatores é perfeita para os pecuaristas que apostam na produção de bezerros pesados e precoces.

Maria Lucia de Abreu Pereira é proprietária da Fazenda Mariópolis (Itapira, SP), que seleciona as raças bonsmara e senepol
 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Agronegócios
07/09/2010
  Exportações de carne da Argentina caem pela metade
  Embrapa fará multiplicação genética e pesquisas com a raça indubrasil
 LEIA MAIS
 
02/09/2010
  Húmus líquido é alternativa mais ecológica para agricultores
  Fazendeiros querem receber pelo peso vivo do boi
 LEIA MAIS
 
01/09/2010
  Porto de Santos fica congestionado no embarque de açúcar
  Arroz gaúcho conquista Denominação de Origem
 LEIA MAIS
 
 

 
 
NOTÍCIAS DIÁRIAS
Cadastre-se e receba nossas notícias diárias.
COLUNAS
  Abracadabra
  Bastidores
  Carlos Paiva
  Claúdio Humberto
  Cultura
  Gente, Coisas & Fatos
 
BUSCA
HORÓSCOPO
 
 
CAPA
 
 
 
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização
escrita do Jornal de Uberaba.
 
  © Jornal de Uberaba - Todos os direitos reservados
.