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Daniel Jorge de Oliveira afirma que inicialmente é realizada uma criteriosa avaliação no paciente |
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Sandro Neves
O mal de Parkinson é uma patologia neurológica que compromete os movimentos das pessoas. Essa enfermidade também é conhecida por parkinsonismo primário ou paralisia agitante. Apesar das novas descobertas nos últimos anos, a causa da doença de Parkinson permanece desconhecida pelos cientistas e especialistas. Incurável e progressiva, essa enfermidade neurológica causa tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.
No mundo das pessoas famosas que adquiriram o mal de Parkinson, o astro canadense de “De Volta para o Futuro”, Michael J. Fox, o Papa João Paulo II, o pugilista Muhammad Ali, o ditador nazista alemão Adolf Hitler, o músico inglês Ozzy Osbourne entre outros.
O fisioterapeuta Daniel Jorge de Oliveira explica que o primeiro sinal, geralmente, é que o paciente demora mais tempo para fazer coisas que antes realizava com mais desenvoltura, como tomar banho, vestir, cozinhar ou escrever. Essa lentidão torna-se cada vez mais acentuada, acompanhada da perda do controle dos movimentos. O tremor típico afeta os dedos, mãos, queixo, cabeça ou pés, podendo ter diferentes intensidades ou acontecer apenas em um dos lados do corpo.
Sintomas - Oliveira explica que os sintomas são: movimentação trêmula involuntária, redução da força muscular, sensação de cansaço, caligrafia menos legível, fala monótona e menos articulada, depressão, lapsos de memória, dificuldade de concentração, deglutição e mastigação comprometidas, dores musculares, rigidez muscular, acinesia, marcha lenta, alteração no equilíbrio.
“Uma pequena área do cérebro chamada substância negra contém células que produzem uma substância química chamada dopamina (DP). A DP ocorre quando neurônios (principal tipo de célula constituinte do sistema nervoso) de certa área do cérebro, a substância negra, morrem ou tornam-se não funcionantes. O cérebro usa dopamina para ajudar a enviar mensagens para a área do cérebro que controla os músculos. Se as células da substância negra param de funcionar, menos dopamina é produzida”, esclarece.
Daniel avalia que uma parte importante de qualquer programa terapêutico é a manutenção de um grau ideal de saúde geral e de eficiência neuromuscular por programas de exercícios, atividade, repouso planejado; uma fisioterapia bem executada pode ser de grande auxílio para se alcançar tais objetivos. “Além disso, o paciente com freqüência necessita de muito apoio emocional para lidar com o estresse da doença e compreendê-la”, afirma.
Tratamento – Oliveira salienta que inicialmente é realizada uma criteriosa avaliação no paciente, para que se determine o real nível de comprometimento, por esta ser uma patologia degenerativa e progressiva. “O tratamento fisioterapêutico adequado é de suma importância para minimizar e retardar a evolução da patologia, proporcionando a este paciente uma maior qualidade de vida e funcionalidade. A hidroterapia proporciona ao paciente portador da doença de Parkinson: redução da rigidez; melhoria ou manutenção da mobilidade das articulações; melhoria da postura pelo encorajamento dos movimentos de extensão; aumento da expansão torácica; reeducação da marcha”, diz.
Daniel relata que na conduta fisioterapêutica devem ser utilizados exercícios respiratórios, técnicas de reexpansão e técnicas de desobstrução brônquica, caso seja necessário. “Exercícios de relaxamento, balanço suave com técnicas rítmicas que enfatizem a estimulação vestibular lenta, exercícios para amplitude de movimento, devem ser realizados exercícios ativos ou passivos diversas vezes ao dia, alongamento manual ou mecânico”, completa.