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24/06/2009 às 08:15
 
Dentes estão recebendo mais atenção do mercado odontológico
Sandro Neves

A odontologia vem inovando com materiais odontológicos avançados, métodos eficazes e outros recursos para proporcionar um sorriso agradável. O desejo de parecer atraente já não é mais considerado um sinal de vaidade. Em um mundo competitivo dos pontos de vista econômico e social, uma aparência agradável é uma necessidade. No mercado odontológico, os dentes estão recebendo cada vez mais atenção.
Cirurgiã dentista que atende na área de periodontia e plástica periodontal, Valéria Ferro Borges avalia que atualmente a busca pela beleza vem se intensificando cada vez mais por grande parte da população. "Para muitos, a estética perfeita é indispensável para compor uma realização pessoal propriamente dita. Com a odontologia não é diferente. A procura de um sorriso perfeito faz com que se busque, na ciência, técnicas capazes de satisfazer aos anseios da população", diz.
"Muitas pessoas, ao procurarem ajuda de um profissional da odontologia, mais precisamente um cirurgião dentista, se mostram insatisfeitas com a aparência do sorriso, salientando que há um desconforto visual ao sorrirem e observarem seus dentes com aspectos de estarem com a coroa clínica mais curta, comparando-a ao padrão que gostariam de que estivesse, trazendo consigo fotos de pessoas sorrindo e tentando explicar que seus dentes deveriam ser maiores comparados com as fotos. Eles reclamam também de uma gengiva mais proeminente, que ao sorrirem se destaca mais que os próprios dentes. Podemos dizer que estamos frente a um sorriso gengival", conta.

Patologias - Valéria relata que, frente a estes questionamentos, a explicação é que existem fatores a serem enumerados para tal insatisfação, como inflamação gengival e erupção passiva, onde o dente fica com a coroa clínica reduzida, ou seja, o dente se apresenta com a sua coroa coberta por grande parte de gengiva, tornando-o com aspecto menor que o padrão esperado e com um largo sorriso gengival. O crescimento gengival durante o tratamento ortodôntico prejudica muitas vezes o próprio uso do aparelho, bem como traz uma aparência que repele aos olhos do paciente quando o mesmo, observando-se por um espelho, nota uma gengiva crescida, dentes pequenos e papilas interdentais avolumadas.
Borges relata que a hiperplasia gengival medicamentosa, ou seja, quando o paciente faz uso de anticonvulsivos, como Dilantin, Fenitoína, Ciclosporina, Nifedipina, apresentam um crescimento no volume gengival. "Para a correção do sorriso gengival e aumento significante do volume da gengiva, surgiram técnicas cirúrgicas apropriadas para devolverem a beleza do sorriso com proporção e harmonia. Tais técnicas são denominadas cirurgia plástica periodontal. Antes da correção plástica, é preciso avaliar o paciente quanto à saúde periodontal e quais fatores levaram ao aparecimento do crescimento gengival. Assim feito, o profissional indicará a cirurgia correta para cada caso, proporcionando a estética da beleza tão esperada em um simples - porém belo - sorriso", finaliza Borges.
 
Carboidratos e gordura ajudam a melhorar humor, diz pesquisador
O prazer sentido ao devorar uma guloseima depende, na verdade, do teor energético que ela contém. Parece piada de mau gosto, mas é isso mesmo: quanto mais calorias ingeridas, mais feliz você fica - ao menos até o momento de enfrentar a balança. "Estímulos com carboidratos e gordura provocam um aumento claro nos níveis de dopamina, que é um dos neurotransmissores envolvidos na melhora dos estados de humor", explica o professor Ivan de Araújo, pesquisador brasileiro que trabalha no Laboratório de Neurobiologia da Alimentação da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
Araújo conduziu uma pesquisa para investigar justamente o impacto de alimentos calóricos sobre as alterações de humor. "Fizemos um estudo com camundongos mutantes, que não detectam o gosto doce. E, mesmo entre eles, houve um aumento de dopamina após a ingestão de açúcares. Esse é, portanto, um efeito direto: o sinal de recompensa que o cérebro recebe vem do ganho metabólico, energético, e não do sabor palatável."
Não é à toa que passar por dietas costuma gerar um tremendo mau humor. Desista de tentar enganar o corpo, pois o cérebro perceberá a diferença entre o iogurte tradicional e o diet. "O cérebro detecta a falta de energia, resultando em mudanças de humor. A longo prazo, a substituição arbitrária do alimento convencional pelo diet leva à queda do ritmo metabólico, pois o corpo entende que deve estocar energia. Ou seja: vai ficar mais difícil emagrecer."
Também não é por acaso que alguns remédios usados como coadjuvantes no emagrecimento estimulam a ação dos neurotransmissores. É ocaso da fluoxetina, que eleva o nível de serotonina - evitando que o paciente deseje buscá-la na geladeira. A síntese da serotonina - que determina o bom astral em conjunto com a dopamina e a noradrenalina - depende do triptofano, um aminoácido. "O corpo não o produz, ele vem da alimentação. Caso contrário, há impacto na síntese da serotonina, induzindo a estado depressivo", conta Araújo.
 
Depressão pode ser causada por falta de ácido fólico, diz especialista
Apesar de a recente pesquisa do Laboratório de Neurobiologia da Alimentação da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, verificar que as alterações de humor estão mais relacionadas ao ganho energético - e não ao sabor -, a felicidade nem sempre depende de calorias. Alguns nutrientes, como o ácido fólico de verduras, ajudam a espantar o mau humor. "Em 40% dos casos de depressão, a causa é a falta de ácido fólico", diz Daniela Jobst, especialista em nutrição funcional e bioquímica do metabolismo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Daniela conta que o dado foi divulgado no 16º Simpósio Internacional do The Institute for Functional Medicine, na Flórida, do qual participou neste mês. "A parede do intestino produz 80% dos neurotransmissores que agem no cérebro. Nutrição e humor têm uma íntima relação." Além do ácido fólico, selênio, magnésio e cálcio também podem interferir no alto astral sem estragar a dieta.
O ácido fólico pode ser encontrado em folhas de tom verde escuro, como o espinafre. O vegetal é rico nessa substância, que confere ânimo porque atua na produção dos neurotransmissores e faz a manutenção dos níveis de serotonina. Por causa disso, é conhecido como "antidepressivo natural" entre os nutricionistas. A professora Patrícia Brocardo, doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Carlos, constatou que o ácido fólico exerce função antidepressiva, atuando em vários sistemas de neurotransmissores.
Segundo Patrícia, "já existem estudos clínicos mostrando a eficácia do ácido fólico aliado a antidepressivos clássicos. Ou seja: consigo reduzir a dose do antidepressivo e, com isso, diminuir seus efeitos colaterais quando associo ácido fólico ao tratamento". Feijão, ervilha, brócolis, aspargo, frutas cítricas, grãos, fígado e verduras cruas também são fontes fartas de ácido fólico. Para um resultado mais efetivo é indicado associá-lo à vitamina B12, presente em atum, carne bovina, leite e ovos.
 
Solidão pode acelerar processo de envelhecimento
Uma vida social ativa pode ajudar a reduzir os efeitos do envelhecimento, particularmente retardando o declínio físico, segundo estudo da Universidade Rush, nos EUA. Analisando 906 idosos por cinco anos, os especialistas notaram que cada ponto a menos no escore de atividade social estava associado a um declínio 33% mais rápido da função motora - incluindo força muscular, coordenação, destreza e equilíbrio. Os resultados indicaram que aqueles com vida social menos ativa tinham um declínio físico equivalente a ser cinco anos mais velho. Segundo os autores, isso representaria 40% maior risco de morte e 65% maior risco de incapacidade.
 
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