Excesso de peso e transtornos alimentares podem causar infertilidade
No Brasil, 43% dos adultos estão acima do peso e, desse total, 11% estão obesos. Entre os jovens de 18 a 24 anos, o percentual está na casa dos 21%. Já os transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia nervosas, atingem entre 0,5% e 1% da população feminina mundial entre 14 e 39 anos. Além de uma série de doenças resultantes da alimentação inadequada como diabete, câncer e problemas cardiovasculares, entre outros, essas pessoas correm, ainda, o risco de se tornarem inférteis.
Como também causa problemas hormonais, a obesidade está diretamente ligada a problemas de fertilidade. Nas mulheres, o responsável por esse processo é o estrógeno, hormônio sexual fabricado pelo ovário. Se há excesso de gordura, o corpo produz quantidades anormais de estrógeno, processo que termina por diminuir drasticamente as chances de gravidez. O sobrepeso causa disfunções na ovulação: quando está obesa, a mulher pode apresentar ciclos anovulatórios (ausência de ovulação) ou ovulação inadequada, com produção hormonal anormal.
De acordo com o médico Marcello Valle, especialista em Reprodução Humana pela Universidade de Paris e diretor de uma clínica particular de reprodução assistida, é comum em mulheres com sobrepeso a presença de irregularidades menstruais - principalmente ciclos irregulares, com intervalos muito curtos, com menos de 15 dias, ou muito longos, com menstruações a cada dois ou três meses. Anorexia e bulimia nervosas também contribuem para a ocorrência da infertilidade.
"Nessas mulheres, o corpo não produz estrógeno suficiente, provocando a falência dos ciclos reprodutivos. O índice de massa corporal muito baixo, comum em quem sofre desses transtornos alimentares, também pode comprometer a ovulação. Se os hormônios estiverem escassos por conta da pouca gordura corporal, a ovulação não ocorre de maneira normal, levando à infertilidade", conclui.
Depressão faz paciente enxergar o mundo na cor cinza
Um novo estudo científico parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora.
O estudo, realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry", indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.
Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.
A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro. Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.
Pintores correm mais risco de terem câncer de bexiga, indica estudo
Pessoas que trabalham como pintores profissionais podem ter um maior risco de desenvolver câncer de bexiga, segundo estudo francês que será publicado na edição de agosto da revista científica Occupational and Environmental Medicine. Avaliando quase 3 mil casos de câncer de bexiga em pintores, que foram relatados em 41 estudos, os pesquisadores da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer observaram que, quanto mais tempo uma pessoa trabalha como pintor profissional, maiores os riscos de desenvolver a doença.
De acordo com os pesquisadores, comparados à população geral, os pintores teriam 30% mais chances de ter câncer de bexiga, independentemente do hábito de fumar - principal fator de risco para a doença. E, em alguns estudos, outras profissões relacionadas à pintura também foram associadas a maiores riscos, incluindo pedreiros, vidraceiros, aplicadores de papel de parede, artistas e decoradores. "As evidências neste caso são claramente bem definidas e consistentes. Os riscos em excesso são encontrados em todos os continentes, em ambos os sexos, com diferentes definições de 'pintor' e após o ajuste por tabagismo" destacou o especialista Paolo Vineis, do Imperial College, em Londres, que não participou do estudo.
Os especialistas ressaltam, entretanto, que ainda não estão claros quais agentes nas tintas podem estar associados ao maior risco de câncer, pois a revisão realizada envolve grande variedade de trabalhos, diferentes níveis de exposição e diversas composições de tinta, que foram modificadas ao longo dos anos. Por isso, mais estudos são necessários para confirmação.
É
proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico
ou impresso, sem autorização
escrita do Jornal de Uberaba.