Última atualização: 09/09/2010 às 08:41
 
  
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29/07/2010 às 08:56
 
Carinho da mãe na infância ajuda na vida adulta
Um estudo feito nos Estados Unidos indica que pessoas que recebem carinho em abundância de suas mães quando bebês são mais capazes de lidar com as pressões da vida adulta.
A pesquisa, divulgada pela publicação científica Journal of Epidemiology and Community Health, foi feita com 482 moradores do Estado americano de Rhode Island (nordeste do país) que foram avaliados quando crianças e na vida adulta.
Os cientistas disseram que os abraços, beijos e declarações de afeto da mãe aparentemente têm efeito em longo prazo e tendem a gerar um vínculo sólido com o bebê, contribuindo para a saúde emocional das pessoas.
Segundo os pesquisadores, o vínculo sólido entre mãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral.

Interação - Como parte do estudo, psicólogos avaliaram a qualidade das interações entre mães e seu bebê de oito meses durante uma consulta de rotina.
O psicólogo analisou quão bem a mãe respondia às emoções e necessidades da criança, atribuindo uma "nota de afeição" à mãe baseada nas características da interação.
Do total de 482 casos, uma em cada dez mães apresentou níveis baixos de afeição em relação ao bebê. A maioria (85%, ou 409 mães) demonstrou níveis normais de afeição, e 6% (27) mostraram níveis bastante altos.
Trinta anos mais tarde, os pesquisadores entraram em contato com as crianças, agora adultos, e as convidaram a participar de uma pesquisa sobre seu bem-estar e emoções.
Eles preencheram questionários que incluíam perguntas sobre sintomas específicos, como ansiedade e hostilidade, e também sobre níveis gerais de estresse. Também foi perguntado aos participantes se eles achavam que suas mães tinham lhes dado afeto, com respostas variando entre "concordo enfaticamente" e "discordo enfaticamente".
Ao analisar os dados, os pesquisadores verificaram que as crianças cujas mães se mostraram mais afetuosas aos oito meses de idade apresentavam os menores índices de ansiedade, hostilidade e perturbação geral.
Houve mais de sete pontos de diferença nos índices de ansiedade entre os participantes cujas mães haviam mostrado níveis baixos ou normais de afetividade e aqueles cujas mães mostraram níveis altos de afetividade.
A equipe de pesquisadores concluiu que crianças que receberam grandes doses de afeição das mães se revelaram mais capazes de lidar com todos os tipos de estresse.
Em particular, participantes cujas mães eram calorosas pareceram lidar melhor com a ansiedade do que os que tinham mães frias. "É surpreendente que uma observação rápida do calor maternal na infância esteja associada com perturbações nos filhos 30 anos mais tarde", disseram os autores do estudo.
A equipe acrescenta, no entanto, que a influência de outros fatores, como personalidade, criação e escolaridade, não pode ser excluída.
 
É preciso estar em Sintonia
Especialistas ressaltam, no entanto, que é importante saber quando parar: o excesso de afeto maternal, especialmente se a criança já está mais crescida, pode ser perturbador e embaraçoso para ela.
A psicóloga e escritora Terri Apter, da faculdade Newnham College, na cidade de Cambridge, na Inglaterra, estudou os efeitos dos relacionamentos entre mãe e criança e disse que é importante para a mãe ser receptiva ao bebê, além de lhe dar afeto.
"Bebês não nasceram sabendo como regular suas emoções. Eles aprendem ao ficar estressados e ser acalmados."
"E uma mãe receptiva vai perceber as pistas e saber quando a criança já recebeu o suficiente".
Ou seja, vai saber não apenas quando dar carinho e quando parar, concluiu Apter.
 
Adultos de 20 a 24 anos também terão direito a vacina contra hepatite B
Adultos de 20 a 24 anos terão direito a tomar vacina contra hepatite B de graça a partir do ano que vem. Atualmente, a imunização está prevista no sistema público apenas para a faixa etária de 0 a 19 anos. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde ontem, Dia Mundial de Combate a Hepatites Virais. De 1999 a 2009, mais de 96 mil brasileiros contraíram o vírus, a maioria adultos jovens.
A ampliação vai representar um aumento de 163% na quantidade de vacinas compradas pelo governo contra a hepatite B, ou 87 milhões de doses, em relação a este ano. A primeira etapa de aquisição prevê a compra de 54 milhões de doses ainda em 2010, segundo a pasta.
A vacina para hepatite B passou a ser oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na década de 1990. Ela é oferecida em três doses, tanto para crianças, quanto para adolescentes. Uma vez imunizado contra hepatite B, o paciente também está protegido de ser infectado pelo vírus D.

Exames - O Ministério também anunciou que vai intensificar a oferta de exames para as gestantes que fazem o pré-natal no SUS. Todos os recém-nascidos de mães portadoras do vírus vão receber tratamento para evitar o desenvolvimento da doença, que consiste em vacina e imunoglobinas.
A pasta também aproveita a data para lançar um edital para realização de ações de enfrentamento das hepatites, em parceria com a Unesco, com o intuito de articular melhor os serviços do SUS, estimular o diagnóstico precoce e promover mobilizações contra a doença.
 
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