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22/11/2005 às 08:40
 
Crescem para nove as suspeitas de aftosa no Paraná
Ministério ainda não marcou uma data para apresentar o laudo final da febre aftosa
Ministério ainda não marcou uma data para apresentar o laudo final da febre aftosa
Comunicado do diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jorge Caetano Júnior, enviado para a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), eleva o número de propriedades suspeitas de ter gado com febre aftosa no Paraná de quatro para nove - quatro em Loanda, duas em Amaporã, duas em Maringá e uma no município de Grandes Rios.
Até sexta-feira (18-11), mais de 90% das amostras enviadas pelos paranaenses tinham sido objeto de exames que deram resultados negativos. No entanto, o ministério ainda não marcou uma data para apresentar o laudo final que pode fazer com que o Paraná retorne a sua condição de livre de aftosa com vacinação, o que lhe permitiria retomar as exportações e abrir as barreiras sanitárias impostas por outros estados.
Amostras - Em nota divulgada sexta-feira, no seu site, o Mapa negou a informação de que teria havido fraude na coleta de amostras enviadas pela Secretaria de Agricultura do Paraná ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Belém do Pará, para exames de suspeita de febre aftosa em quatro municípios do estado.
”O Mapa nega de forma veemente que tenha ocorrido fraude na coleta de amostras enviada ao Lanagro pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) paranaense. Em nenhum momento essa possibilidade foi cogitada”, diz a nota. Ela acrescenta que “decisões técnicas adotadas pelo Mapa sobre esse caso tem embasamento científico e seguem rigorosamente.
 
Qualidade do fumo preocupa agricultores do Sul de SC
O excesso de chuva e a baixa temperatura prejudicaram as 6 mil famílias produtoras de fumo no Sul de Santa Catarina. O prejuízo, provocado pelo enfraquecimento da lavoura, já chega a R$ 2 mil por hectare, o que compromete 10% da safra.
A produção, que em 2004 chegou a 40 mil toneladas, este ano não deverá ultrapassar 36 mil toneladas. De acordo com o coordenador regional da Associação dos Fumicultores do Brasil, Guido Ripplinger, as plantações aumentaram 7%, mas não refletiram na produção.
Na tentativa de recuperar as lavouras e minimizar o prejuízo, os agricultores investiram em adubos e fertilizantes, entretanto, a água da chuva em excesso enfraqueceu a ação dos produtos.
- A temperatura ideal para o fumo varia entre 25°C e 35°C, mas estivemos bem abaixo. Combinado ao excesso de chuva, as plantas apresentaram mudança anormal de coloração. O fumo amarelou de maneira irregular e isso prejudica o agricultor na venda (devido à classificação de qualidade das folhas) - explica Ripplinger.
Em dezembro, inicia-se a negociação do produto, outra etapa de preocupações. O preço enfrenta defasagem desde 2003, quando os custos de produção aumentaram 80% e o reajuste do fumo foi apenas de 32%. A Afubra estima que todos os anos a margem de lucro do setor fumageiro sofre queda de 12%. José Serafim, 43 anos, de Araranguá, investiu R$ 30 mil na lavoura, mas já calcula perda de R$ 14 mil. Pessimista, ele cogita substituir o fumo.
- É a primeira vez, em 40 anos de trabalho, que vejo um clima tão irregular. Os custos de produção de fumo são altos, não posso correr o risco de falir - diz o produtor que, além dos três filhos, contratou seis funcionários para a colheita.
 
Embrapa confirma focos de ferrugem em Mato Grosso
A maior autoridade em ferrugem asiática do País, o fitopatologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), José Tadashi Yorinori, confirmou a existência de focos da doença em várias plantações de soja de Mato Grosso, desde a região Norte até o Sul. Ele esteve percorrendo as lavouras de soja nas áreas de maior produção e constatou que a ferrugem - doença que ataca as folhas e impede o desenvolvimento da planta durante o período de enchimento do grão - chegou mais cedo para aterrorizar a vida dos sojicultores.
O pesquisador da Embrapa Soja de Londrina (PR) visitou plantações em Diamantino (Médio Norte), Campo Novo (Norte) e Primavera (Leste/Sul) e retornou desolado da viagem. A constatação da ferrugem levou Tadashi a proferir uma palestra a produtores, técnicos e pesquisadores de Mato Grosso para falar sobre as causas, conseqüências e estragos causados pela ferrugem da soja.
O especialista, que estuda a ferrugem asiática e o nematóide do cisto desde a década de 70, lembrou que só é possível encontrar uma solução para as pragas da soja “se houver união dos agricultores, que possibilitem um melhor controle e consciência na produção”.
Ele disse que a visita às lavouras de Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis e Diamantino mostrou “o quanto é séria a incidência da doença e o quanto é importante os produtores se conscientizarem dos riscos que a doença oferece à plantação de soja”.

Lucas - Pesquisadores da Fundação Rio Verde também detectaram a presença da ferrugem asiática no município de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá), um dos primeiros a plantar soja em Mato Grosso. Foi o segundo foco descoberto na região.
De acordo com o fitopatologista da fundação, Mauro da Costa, a amostra colhida apresentou baixa severidade da doença.
 
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