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Economia & Negócios
 
30/11/2005 às 00:03
 
Miséria no Brasil está no menor nível desde 1992, aponta estudo da FGV
A média de redução da miséria verificada nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso foi de 2,9%
A média de redução da miséria verificada nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso foi de 2,9%
A conjugação de crescimento econômico com uma melhor distribuição de renda levou à queda significativa da miséria no Brasil em 2004. O percentual de pessoas que viviam com uma renda inferior a R$ 115 por mês passou de 27,26%, em 2003, para 25,08%, no ano passado, o menor nível desde 1992 (35,87%) revela o estudo "Miséria em queda: Mensuração, Monitoramento e Metas", divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso significa que 2,629 milhões de brasileiros deixaram de ser miseráveis, aproximadamente a população de uma cidade como Salvador, terceira maior do país. Mesmo assim, o Brasil ainda tem hoje 44,7 milhões de miseráveis, mais que a população da maioria dos países do mundo. A média de redução da miséria verificada nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso foi de 2,9%. De 1993 a 1998, a miséria caiu 4,5%, enquanto de 1998 a 2002, 1,8%.
 
IGP-M sobe menos em novembro, mas fica acima do esperado
A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou em novembro devido a uma menor alta dos custos de combustíveis, mas superou a previsão do mercado pressionada pelo aumento dos alimentos. O IGP-M subiu 0,40%, seguindo a alta de 0,60% em outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ontem.
Economistas previam variação de 0,30%, com as estimativas oscilando de 0,27% a 0,35%. O Índice de Preços no Atacado (IPA) subiu 0,40% em novembro, ante 0,72% no mês passado. O IPA industrial teve alta de 0,21%, contra 1,21% em outubro, enquanto o IPA agrícola avançou 0,99% em novembro após cair 0,81%.
Os preços no atacado do subgrupo combustíveis passou de salto de 7,17% em outubro para variação positiva de 0,30% agora, mas os de alimentos in natura passaram de queda de 1,7% no mês passado para alta de 1,5% em novembro.
Entre os itens individuais, as quedas mais significativas que contribuíram para a desaceleração do avanço do IPA geral foram milho (-7,89%), suínos (-7,46%), ovos (-4,58%), aves (-2,3%) e leite in natura (-1,59%).
Tiveram forte alta os custos de bovinos (+4,36%), café em coco (+8,91%) e batata-inglesa (+59,23%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) elevou-se em 0,46%, comparado com 0,42% em outubro.
Os custos do grupo Alimentação no varejo avançaram 0,99% depois de terem caído 0,26% em outubro. Os preços de hortaliças e legumes e de frutas interromperam a queda de outubro e subiram, respectivamente, 6,71% e 2,77%.
Por outro lado, os de Transportes desaceleraram o aumento para 0,59% neste mês contra 2,24% no passado. A menor alta do IPC deveu-se às quedas de leite longa vida (-2,7%), feijão carioquinha (-6,71%) e alho (-3,6%).
Por outro lado, pressionaram a inflação no varejo as altas de batata-inglesa (+36,19%), energia elétrica (+1,33%), tomate (+12,88%) e ônibus urbano (+0,69%).
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) teve variação positiva de 0,29%, ante 0,28% no mês anterior. No ano, o IGP-M acumula alta de 1,22% e nos últimos 12 meses, de 1,96%.
 
Vale Rio Doce compra 93% da Canico por US$750 mi
Depois de dois meses de espera e após elevar a oferta inicial em quase 20%, a Companhia Vale do Rio Doce conseguiu adquirir o controle da mineradora canadense Canico, pagando cerca de 750 milhões de dólares.
A mineradora brasileira, maior produtora de minério de ferro do mundo, informou ontem que adquiriu 93% do capital ordinário da produtora de níquel Canico, por 20,80 dólares canadenses a ação, um investimento de cerca de 750 milhões de dólares.
Na noite de segunda-feira, informou a Vale, foram adquiridos 42.117.999 ações ordinárias, representando desembolso de cerca de 876 milhões de dólares canadenses (748,7 milhões de dólares norte-americanos). A companhia estendeu para dia 8 de dezembro o prazo de compra de ações da Canico no mercado, que vencia na segunda-feira, com objetivo de adquirir o capital integral da empresa.
"O pagamento pela aquisição dessas ações deverá ser realizado até 10 de dezembro de 2005", informou a Vale em um comunicado.
Apesar de bem recebida pelo mercado, a compra já era esperada desde que a Vale aumentou, no início de novembro, a proposta de 17,50 para 20,80 dólares canadenses por ação, feita em setembro, recebendo o aval do Conselho de Administração, que indicou aos acionistas que deveria aceitar a oferta.
"Foi boa (a compra), foi positivo para a empresa, porque colabora para confirmar o crescimento (da produção)", avaliou o analista do ABN Amro Pedro Galdi. "Não tem novidade e a ação não deve se mexer hoje em função disso", afirmou a analista da corretora BES Securities Elaine de La Rocque.
O principal ativo da Canico é uma mina da commodity no Brasil, Onça-Puma, no Pará, que fica próximo à mina de Vermelho da Vale, também de níquel. O presidente da Mineração Onça-Puma Brasil, Júlio Carvalho, se encontrará esta manhã com o presidente da Vale, Roger Agnelli, no Rio de Janeiro, segundo informou Carvalho.
A mina da Canico terá capacidade nominal de produção de 57 mil toneladas de níquel e seu desenvolvimento demandará investimentos de 1,1 bilhão de dólares da Vale. O início da operação está previsto para 2008.
A Vale afirmou que pretende recompor o Conselho de Administração da Canico, de forma a refletir a nova estrutura acionária da companhia e, após adquirir quantidade suficiente de ações da empresa, deslistar as mesmas da Toronto Stock Exchange.
 
Setor de calçados esportivos recebe mais cheque sem fundos
Com índice de cheques devolvidos de 6,65%, o segmento de calçados esportivos foi o campeão de inadimplência no mês de outubro, segundo levantamento feito pela Telecheque, empresa especializada na concessão de crédito no varejo. Houve aumento de 20,1% em comparação com o indicador de outubro de 2004 (5,54%), porém foi registrada queda de 1,6% em relação a setembro deste ano (6,76%). O segmento de roupas unissex, que registrou o maior índice de inadimplência de setembro, ficou na segunda posição, com indicador de cheques devolvidos de 5,79%. Este índice foi 36,1% superior em relação ao mesmo período do ano passado (4,26%) e 15,6% inferior frente ao mês anterior (6,87%). Na seqüência apareceram as lojas de cosméticos e perfumarias (4,74%), com crescimento da inadimplência de 11,1% em comparação com setembro (4,27%) e diminuição de 2,4% frente a outubro de 2004 (4,86%).
 
Serviços de informação oferecem os melhores salários, diz IBGE
A Pesquisa Anual de Serviços 2003 indica que o segmento de serviços de informações oferece o maior salário médio mensal do setor de serviços, com 8 salários mínimos. Este segmento foi responsável também pela maior receita operacional líquida, de R$ 100,3 bilhões e pela maior produtividade (R$ 253,3 mil). O segmento de serviços de informação inclui atividades como telecomunicações, serviços audiovisuais, atividades de informática, agências de notícias e serviços de jornalismo. Em relação à geração de empregos, o segmento ocupou a quinta colocação entre os sete grupos analisados, o equivalente a 396,1 mil postos de trabalho. O setor de telecomunicações representa apenas 3,9% do total de empresas do segmento de serviços de informação, mas foi responsável por 67,7% da receita operacional líquida.
 
Brasil deve crescer mais de 3% entre 2005 e 2007, diz OCDE
A economia do Brasil manterá um crescimento acima de 3% nos próximos dois anos, impulsionada pela demanda doméstica, afirmou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ontem. A OCDE previu que o avanço do Produto Interno Bruto (PIB)s brasileiro irá desacelerar para 3,2% neste ano ante 4,9% em 2004. Em 2006, a expansão deve ser de 3,7% e em 2007, de 3,9%. O organismo acrescentou que o país caminha para cumprir a meta de inflação de 4,5% em 2006. "As expectativas de inflação estão em tendência decrescente, abrindo caminho para o cumprimento da meta de 4,5%", afirmou a OCDE.
 
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