Janeiro – Anunciada, inclusive no Jornal Nacional da TV Globo, a invenção de dispositivo de iluminação para racionamento de energia elétrica pelo borracheiro Alfredo Mozart, estabelecido na av. João XXIII.
5 de Fevereiro – Falece aos 95 anos de idade, o arcebispo d. Alexandre Gonçalves Amaral, o bispo mais jovem ordenado no país e, ao falecer, o mais antigo do mundo, que teve dinâmica atuação à frente da Diocese e depois Arquidiocese de Uberaba.
25 de Fevereiro – O ensaio de André Azevedo, aluno do primeiro período de jornalismo do Curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, publicado no jornal Revelação (ano V, nº 196), denuncia a destruição do patrimônio arquitetônico e artístico uberabense sob o sugestivo título “Arquitetura do Desprezo – Escombros da Memória Coletiva”.
1º de Março – No artigo publicado em Lavoura e Comércio, sob o título “182 Anos. E Aí?”, Carlos Alberto Pereira diverge das loas e ufanias dirigidas à cidade no seu dia, expondo: “Percebo que a nossa cidade anda com sua auto-estima um pouco baixa e meio sem rumo [....] nos bons tempos, nossos líderes e seu povo se orgulhavam em batizá-la com expressões poéticas e carinhosas, ressaltando as suas qualidades [....] Em parte, ainda penso como os de antigamente, pois é verdade que vivemos numa cidade com boa qualidade de vida, temos um clima agradável, a localização geográfica é privilegiada e o nosso povo é ordeiro e passivo. Passivo!!! Talvez esteja aí o grande nó. É uma passividade em excesso, que, ao invés de ajudar, está atrapalhando [....] Se temos tantas coisas boas como geografia, posição estratégica, clima e etc., por que não crescemos? Por que só assistimos as empresas passando em nossas rodovias e se instalando nas cidades vizinhas? Por que estamos temerosos vendo cidades como Araxá, Ituiutaba e Patos de Minas ‘fungando no nosso cangote’? É preciso atitudes, mas atitudes positivas de união de forças, de auto-estima forte, de visão aberta e moderna e, principalmente, de comprometimento de uns com os outros.”
8 de Março – Lançado no Centro Cultural Cecília Palmério, da Universidade de Uberaba, o livro São Paulo aos Coríntios na Passagem do Século – Reflexão Sócio–Teológica, de autoria da professora Dirce Miziara.
16 de Março – Lançado em Belo Horizonte no espaço Itaú Cultural a antologia poética Fenda – 16 Poetas Vivos, organizada pelo crítico e poeta Anelito de Oliveira, contendo poemas dos uberabenses Jorge Alberto Nabut e Guido Bilharinho.
12 de Abril – Inaugurado o Museu de Arte Decorativa pela Prefeitura Municipal de Uberaba na casa José Maria dos Reis, tendo como diretor Jorge Alberto Nabut.
19 de Abril – Lançado o romance Cangalha, de José Humberto Silva Henriques, no Museu de Arte Decorativa.
Abril – O advogado uberabense, natural de Patrocínio, Unias Silva, é nomeado juiz do Tribunal de Alçada de Minas Gerais, seguindo tradição inaugurada na segunda metade do século XX por Lauro Fontoura e prosseguida por Lamartine Cunha Campos e Ronaldo Cunha Campos, que, na vaga de advogados, também pertenceram àquela Corte de Justiça e ao Tribunal de Justiça do Estado.
15 de Maio – Proposta no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade no 2650 visando anular o artigo 7°, da lei n° 9.709/98, que determina seja o plebiscito visando a criação de Estados procedido tanto na área a ser emancipada quanto na área que sofrerá desmembramento. Porém, como o ministro relator Sepúlveda Pertence, mineiro, é favorável à tese jurídica defendida na ADIN, mas, contrário à emancipação do Triângulo, a ação permanece paralisada até sua aposentadoria.
Maio – Lançado o CD Mundo de Meu Querer de composições musicais de autoria de Luís Manuel da Costa Filho e Estela Maris Ramos da Costa.
Junho – Publicada no caderno de economia do jornal Estado de Minas a relação dos municípios do Estado que adotam política de incentivo para atrair empresas, constando, do Triângulo, apenas as cidades de Araxá e Uberlândia.
30 de Junho – Falece em Uberaba, aos 92 anos de idade, Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier), um dos maiores líderes espíritas do mundo e o mais famoso e respeitado, nacional e internacionalmente, médium brasileiro de todos os tempos.
3 de Julho – Portaria municipal no 336 instaura processo administrativo para apuração de eventuais infrações disciplinares (mero eufemismo) ocorridas no Arquivo Público de Uberaba.
4 de Julho – Falece aos 86 anos de idade o médico Humberto de Oliveira Ferreira, que além da alta competência profissional pediátrica, notabilizou-se por estudos científicos referentes à doença de Chagas.
5 de Julho – Falece o industrial, comerciante e agropecuarista José Formiga do Nascimento, o Zote, que entre seus empreendimentos alinham-se o Nacional Expresso, a usina de açúcar Delta, o motel Zote e o hotel Del Rei, além de fazendas.
12 de Julho – Lançado no asilo São Vicente o CD Doces Momentos, de músicas românticas, sertanejas, forró e som acústico, da dupla Décio e Ramon.
17 de Julho – Falece o comerciante Miguel Jorge Dib, fundador e proprietário da legendária loja São Geraldo e pai do arquiteto Demilton Dib, entre outros filhos.
Julho – Pesquisa efetuada pela Fundação Getúlio Vargas, sob encomenda da revista Você S.A. e publicada como matéria de capa na edição desse mês, sob o título “As 100 Melhores Cidades Para Fazer Carreira”, coloca Uberaba em 35o (trigésimo quinto) lugar em todo o país, vindo antes de, entre outras, Maringá, Piracicaba, Contagem, Blumenau, Franca, Uberlândia, Montes Claros e Governador Valadares.
30 de Julho – Inauguradas na Univerdecidade as novas instalações da Faculdade de Educação de Uberaba – FEU, mantida pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Uberaba – Fumesu. É também indicada a data de 5 de setembro seguinte para o evento.
6 de Agosto – Realizada pela Fundação Cultural a partir desse dia em sua galeria de arte na Univerdecidade o 2o Panorama das Artes Plásticas de Uberaba com participação de 61 (sessenta e um) artistas entre convidados e selecionados.
19 de Agosto – A Escola Agrotécnica Federal transforma-se em Centro Federal de Educação Tecnológica – Cefet, implantando os cursos superiores na modalidade de tecnologia: Desenvolvimento Social, Irrigação e Drenagem e Meio Ambiente.
22 de Agosto – Falece em Uberaba Nei Martin Junqueira, proprietário e diretor da TV Regional (ex TV-Uberaba), tendo exercido importantes atividades empresariais (reflorestamento, Fosfertil, comunicação), e sem-número de atividades comunitárias de relevância (presidente do Jóquei Clube de Uberaba, construindo o Jóquei Parque, secretário da ABCZ, governador do Rotary Clube) e políticas (presidente do diretório municipal da Arena, candidato a deputado federal e, pela primeira vez em Uberaba, a suplente de senador) e, finalmente, presidente e líder desde 1987 até seu falecimento da campanha emancipacionista do futuro Estado do Triângulo (ou de Minas do Oeste, como sugerem alguns).
Agosto – O Quarteto Adoração, formado dos uberabenses evangélicos Alexandre de Oliveira, Eduardo Meneses Teles, Jeziel Assunção e José Carlos Garcia lança o terceiro CD.
Agosto – Editado como encarte da revista Destaque In nº 46, de Sacramento, o ensaio O Vale e a Bacia do Rio Grande – Passado e Presente, do biólogo paulista M.P. de Godói.
1º de Setembro – Em artigo publicado no Jornal da Manhã, intitulado “Acorda, Uberaba!”, Hugo Prata, divergindo do coro dos contentes e indiferentes, invectiva com amargura: “Uberaba passa por uma fase difícil e triste. Aos poucos, perdeu sua importância econômica e política no cenário nacional. Passou a fase eufórica de Meca do Zebu, de Capital Mundial do Zebu, de Capital do Triângulo e outras ufanias [....] Hoje, nossa cidade perdeu a auto-estima e a identidade. Deixou de se amar. Os uberabenses estão amorfos e indiferentes. Dependemos em tudo de Uberlândia. Com uma apatia impalúdica, assistimos à vizinha cidade conquistar cada vez mais espaço. As redes regionais de nossos serviços públicos e de utilidade, como Cemig, Correios, Receita Federal, Compensação Bancária, lá se localizam. Um simples reparo na rede elétrica ou telefônica tem que ser solicitado à nossa irmã [....] Uberabenses, com uma indiferença verminótica, não se interessam por nada. Uberaba parou. Não temos mais esportes, artes, comércio ou política. Às vezes, temos a impressão de que Uberaba tem donos que cuidam muito do quintalzinho deles e pouco do nosso. Continuamos reclamando apenas do óbvio, do calor, do mosquito, aceitando a violência, o mau-cheiro do córrego das Lajes, as enchentes e a inutilidade de nossos vereadores.” |