Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Bairros

ACESSIBILIDADE: A A A A

Atletas movimentam a avenida do Universitário

11/08/2017

O incentivo ao esporte no bairro Universitário movimenta o comércio de microempreendedores na avenida Nenê Sabino e na praça Pôr do Sol. A avenida principal abriga o Aeroporto de Uberaba - Mário de Almeida Franco, a Universidade de Uberaba (Uniube), o Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) e o Centro de Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). Além disso, faz parte do mapa do projeto da PMU, a Ciclovida - Lazer na Faixa, no qual uma faixa exclusiva é liberada para os ciclistas aos domingos e feriados, das 8h às 13h. 

O circuito de 6 km da Nenê Sabino dá acesso às avenidas Santos Dumont, Pedro Salomão, Dos Advogados, Maranhão e à rua Antônio Rios, ligando os bairros Santa Marta, Olinda, Universitário, Santa Maria e Parque das Américas. No quadrilátero que abriga todos esses bairros encontram-se prédios importantes e pontos turísticos da cidade, tais como o Fórum Melo Viana, a Igreja Nossa Senhora Aparecida e o Cicloparque. 

Em frente ao aeroporto está o mapa com todo o trajeto. Muitos atletas aproveitam a extensão da avenida para caminhar durante a semana. Os adeptos da caminhada sabem da importância da hidratação antes, durante e depois dos exercícios. Em vista disso, o gerente de vendas Marlos de Paulo Silveira (33) investe na promoção da loja de seu sogro, uma barraca de sucos naturais. 

“É um ponto privilegiado, em frente ao aeroporto e com a ciclovia em volta, temos um grande fluxo de pedestres e veículos. Quem vem caminhar sempre dá uma paradinha por aqui, toma um suco ou come uma fruta”, relata. Entre os itens mais vendidos na barraca estão a água de coco, o suco de laranja, as fatias de abacaxi e melancia, e o caldo de cana. A barraca está no mesmo local há 33 anos e funciona 24 horas por dia. O gerente trabalha no local faz 17 anos, e afirma que nos últimos tempos tem se empenhado para oferecer variedade nos produtos ofertados. 

Os fins de tarde nas proximidades da universidade são marcados pela chegada dos estudantes e pelo ir e vir daqueles que caminham pela avenida. Nota-se também uma grande concentração na praça Pôr do Sol, ambiente que se tornou mais seguro com o posto da Polícia Militar e mais movimentado devido à academia ao ar livre, ao parquinho para as crianças e às quadras esportivas. A aposentada Regina dos Santos (45) é de Campo Florido e vem com frequência visitar o neto. O passeio na Praça Pôr do Sol é obrigatório na agenda deles.  

“Essa pracinha é uma maravilha, aqui é tudo de bom. Eu moro longe daqui, faço questão de vir para cá e ficar brincando com o meu netinho”, expõe.  Ela conta que procura frequentar o local antes das 18h, pois após este horário a pracinha fica lotada, o que dificulta para ela olhar o netinho. 
Regina acredita que a única questão a ser melhorada na pracinha é a variedade de produtos vendidos nas barraquinhas. “Ainda faltam algumas coisas, às vezes eu mesma trago de casa para o meu neto, pois aqui encontramos sempre as mesmas coisas”, revela. Mas o senhor Hélio José de Paiva (57) garante que essa questão está com os dias contados para ser resolvida, pelo menos lá na sua barraca de água de coco. 

Ele é microempreendedor individual e tem a barraca há 9 anos no local. “O pessoal vem fazer caminhada aqui na parte da tarde e a gente fica aqui vendendo para eles, sempre tem alguém aqui tomando”, comemora. O sucesso das vendas tem sido tanto que o empresário acredita estar na hora de expandir, para atender melhor os seus clientes. “Daqui a alguns dias a gente vai começar a vender mais coisas. Vou vender refrigerante, água e a cervejinha, que o povo pede muito, também”, revela. 
O vendedor estima que as melhorias serão feitas dentro de quatro semanas e admite que a estratégia é uma forma para ganhar mais dinheiro. “Ficar só na venda do coco gelado às vezes acaba gerando prejuízo. Na época do frio, por exemplo, as vendas caem bastante e a gente fica sem saber o que fazer”, explica. O senhor Hélio ainda ressalta a presença do posto policial na praça, que, na opinião dele, foi essencial para que as barraquinhas passassem a ter mais segurança para atuar no local.