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JJúnior garante que a sua pré-candidatura à prefeitura não se trata de especulação política

22/05/2016

Enerson Cleiton

O pré-candidato a prefeito pelo PTB de Uberaba, o empresário Hermany Andrade Júnior – JJúnior revela alguns projetos políticos para melhorar a qualidade de vida da população

JJúnior recebeu no encontro de ontem na Casa do Folclore o presidente do PTB Estadual deputado Dilzon Melo

JJúnior conta com o apoio da esposa Karina Mota ao apresentar seu nome para pré-candidatura a prefeito

 

Luciana Rodrigues

Em entrevista exclusiva à reportagem do JORNAL DE UBERABA, o pré-candidato a prefeito do grupo Instituto de Política Regional (IPR), Hermany Andrade Júnior – JJúnior, que tem como integrantes os partidos do PMN, PSDC e PTB, do qual ele é presidente do diretório municipal, Hermany fala sobre o seu nome ter sido escolhido, por unanimidade pelo grupo, para disputar a prefeitura nesta eleição. Apesar de muitas pessoas não acreditarem que ele irá levar essa pré-candidatura até o final, ele garante que se manterá firme nesse propósito e trabalha para ser eleito prefeito de Uberaba. A expectativa dele é que novamente a eleição municipal deste ano terá segundo turno, e ele quer estar até o último momento disputando a cadeira do Executivo.

Uma das maiores queixas dos eleitores, e que a maioria dos pré-candidatos até o presente momento, ainda não apresentou, mas JJúnior fugiu a regra dizendo que a sua intenção é preparar Uberaba para o futuro, focando suas ações nos serviços que são de interesse da população como saúde e educação. Ele ressaltou que se for preciso irá tomar medidas duras para garantir os serviços essenciais à população, inclusive porque não terá o compromisso de fazer “politicagem” visando à sua permanência no poder por mais um mandato. Ele garante que não terá receio de ser “duro”, contrariando os interesses partidários em prol dos interesses da sociedade, porque o seu mandato acaba, mas a administração pública fica e precisa preparar a cidade para a próxima geração.

 

 

JU – Apesar de estar há muito tempo no ramo imobiliário e ser bem conhecido por ficar nos bastidores políticos, essa é a primeira vez que você colocou o seu nome oficialmente como um pré-candidato a prefeito de Uberaba. O que te levou a tomar essa decisão?

JJúnior – Já venho construindo essa candidatura, há alguns meses, convidando alguns partidos para estarem na nossa base aliada, que tem à frente o PTB. Depois de muito diálogo com todos os pré-candidatos a vereadores que foram compondo a chave do PTB, PMN e PSDC, nós começamos a trabalhar para participar do processo eleitoral de Uberaba, que será de dois turnos. O nosso objetivo é disputar com o outro candidato a prefeitura da nossa cidade.

 

JU – Mesmo com a oficialização da sua pré-candidatura a prefeito pelo grupo, muitas pessoas estão dizendo que não passa de “especulação política” para negociar com o atual prefeito ou outro possível candidato.

JJúnior – Ninguém, acredita na minha pré-candidatura porque nunca me dispus a fazer o que estou fazendo, neste momento. Talvez, por algumas razões do passado, algumas pessoas acham que se trata de uma articulação política, mas não é, porque realmente a candidatura foi oficializada e será levada adiante. Até porque, eu tenho história em Uberaba, porque ajudei a construir quase metade dessa cidade e tenho condições de planejar a cidade para o futuro. Conheço muito bem o nosso município e analisaram que o meu nome é um “forte candidato” a ocupar o cargo no Executivo. 

 

JU – Qual é seu projeto político para disputar a eleição majoritária (Prefeitura)?

JJúnior – O meu projeto é planejar Uberaba para o futuro, a fim de evitar os acidentes que estamos enfrentado. Sem planejamento, estamos fadados ao fracasso. Como exemplo, posso citar: do BRT/Vetor sem planejamento, porque as nossas vias não suportavam; há insuficiência total na capacitação de água; deixaram fazer a linha férrea na cidade sem as devidas transposições; todos os projetos dos viadutos não têm as alças devidamente feitas, entre outras coisas, que são oriundas da falta de planejamento. Agora, terá que ser feita novamente, ou seja, duas vezes. Para isso não acontecer mais, nós vamos deixar um projeto para Uberaba no futuro.

 

JU – Como seu projeto é planejar o futuro de Uberaba, analisa que os gestores públicos que passaram pela Prefeitura continuaram permitindo um crescimento da cidade de forma desordenada?

JJúnior – Não quero colocar defeito em ninguém do passado e sim olhar para o futuro. Ninguém tem condições de modificar o que já aconteceu, mas temos condições de fazer melhor, olhando os erros para corrigir o futuro. A minha proposta é tentar consertar os “erros” que alguns avaliam que estão corretos, mas na minha análise estariam equivocados, inclusive porque me cerco de uma equipe técnica composta pelos melhores profissionais para me orientar nessa questão. Se for eleito, não terei receio em retirar os terminais do BRT/Vetor Leste/Oeste existentes no bairro de Lourdes e próximo ao estádio Uberabão para colocar no Residencial 2000 e outro perto do Distrito Industrial para atender as pessoas que fazem cursos no IFET e querem assistir os eventos no ginásio ou visitar os entes queridos nos cemitérios “Medalha Milagrosa”, antigo Candongas.

 

 

JU – Como já têm três partidos para viabilizar a sua candidatura majoritária, há possibilidade de termos também um vice dentro desse grupo para compor a sua chapa ou continuam abertas as negociações?

JJúnior – Continuamos sendo procurados por vários outros partidos, em busca de alianças para viabilizar a minha candidatura. Nessa semana, estive jantando com um dos pré-candidatos, já estabelecido na cidade, que buscava uma união de forças para ver se podemos caminhar juntos nesta eleição. Trata-se de uma pessoa maravilhosa que tenho extremo respeito e que será bem vindo ao nosso grupo se ficar sacramentada a aliança. Sem contar que continuamos abertos às outras lideranças, com objetivo de fortalecer ainda mais o nosso projeto político para Uberaba.

 

JU -- Como está a composição dos pré-candidatos para disputar a eleição proporcional (vereadores)?

JJúnior – Nós estamos tentando dentro dos partidos aliados ao instituto alinhar os melhores candidatos a vereadores. No PTB de Uberaba nós temos a melhor chapa a candidato a vereadores, com expectativa de fazer três cadeiras na Câmara. No PMN temos também nomes fortes, e três vereadores com mandatos que são China, Elmar e Afrânio, que têm história política em Uberaba. No PTSC nós temos também pessoas maravilhosas, como a Catarina Leopoldina que é uma grande liderança no segmento feminino na vida pública. Temos também o advogado Lawrence Borges, que me ajudou na coordenação do instituto, realizando o trabalho político. Em síntese, nós temos um exército de pessoas que estão empenhadas no projeto político do instituto.

 

JU – A crise política e financeira no País, inclusive a nível nacional, refletiu negativamente no setor imobiliário. Quais são as últimas noticiais sobre o setor da construção civil e perspectiva para o futuro?

JJúnior – Nos últimos dias reuni com um empresário e discutimos sobre o cancelamento do programa federal “Minha Casa Minha Vida” nos próximos três meses, para o governo Michel Temer fazer uma análise profunda do que está acontecendo nessa nação, em função dos déficits. As novas contrações foram suspensas até meados de novembro, mas acredito que irá perdurar até o final do ano. Analiso que a construção civil só será restabelecida em 2018, pois iremos sofrer muito nesse ano e em 2017.

 

JU – Quais foram os bairros entregues pela sua empresa, já que garante que construiu mais da metade da cidade?

JJúnior – Nós criamos em Uberaba mais de doze bairros por meio do PHP – Plano de Habitação Popular, que é basicamente a mesma coisa do Programa Minha Casa Minha Vida que não existia. O primeiro empreendimento entregue foi Deolinda Laura, ao lado do quartel. Depois veio o Serra do Sol, Serra Dourada, o Alfredo Freire I e V, Morumbi, Tita Resende, Estados Unidos, Jardim Manhattan, Oneida Mendes, Chácaras Mariitas I e II, Chuá, Chácara Morada Verde, entre outros. No PHP, a imobiliária não fazia consulta ao SPC/Serasa e as pessoas simplesmente davam um salário mínimo de entrada e pagavam o mesmo valor para ter sua casa. Atualmente nós temos oito projetos em andamento em Uberaba e vários em execução em outras cidades.

 

JU – O que o uberabense pode esperar de diferente no seu governo?

JJúnior – Sou extremamente contra a reeleição nas prefeituras e garanto que não farei política para reeleger. É preciso corrigir este modelo de política existente que é equivocado. Se tiver que tomar medidas antipáticas, anti-reeleição, eu vou tomar porque a cidade precisa e o anseio do povo que tem que ser colocado em prioridade. O meu mandato é passageiro, porque serei prefeito por quatro anos. Depois vou embora e a administração pública continua. Nossos descendentes ficam e precisam de qualidade de vida. Infelizmente, o Hospital Regional até agora não foi entregue e isso vem prejudicando a falta de leitos em Uberaba. Temos que olhar para o futuro. Não estou querendo criticar a gestão dos ex-prefeitos e atual governo, mas simplesmente dizer qual será a minha conduta se assumir a prefeitura.

 

JU – Muitas pessoas falam que vão fazer isso ou aquilo, mas devido às “alianças políticas” acabam não tendo condições de arcar com o projeto de governo, devido os compromissos assumidos.

JJúnior – Acho que a tal da reeleição dificulta esse trabalho e eu não terei esse problema. A prefeitura é igual à administração de uma casa. Junta os recursos para pagar as contas e se sobrar recursos são investidos. Se o município não tiver condição, porque não tem dinheiro, vou dizer “claramente” que não terei condições de arcar, mas tem coisas que são essenciais, como saúde, educação, assistência social, entre outros segmentos. Tem que abrir mão do que é supérfluo para termos condições de garantir os serviços essências a toda a população, olhando com carinho a vida humana.

 

JU – A Prefeitura de Uberaba não tem nem sede própria, que é uma coisa primordial. Qual seria a solução para resolver esse problema?

JJúnior – Tem prédio que é feito com três meses, com uma estrutura de pré-moldados e forro de gesso, que tem condições de atender plenamente. A prefeitura no meu governo não será sem teto, mas de acordo com a posse que ela tem. Atualmente, a administração pública paga por mês de aluguel um valor significativo que daria para construir três prefeituras.

 

JU – O senhor está falando do prédio da prefeitura, que está com problemas judiciais, ou de toda a estrutura da administração pública?

JJúnior – Estou falando se unirmos os valores pagos aos prédios alocados para abrigar as secretárias, autarquias e fundações, que por mês daria para obter um empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) para construir um prédio descente para abrigar todos os órgãos da Prefeitura de Uberaba. No estado de Minas Gerais, Uberaba é a cidade mais rica, porque temos um patrimônio invejável. A Univerdecidade, onde está sendo implantado o Parque Tecnológico, poderia ser melhor aproveitada para várias outras finalidades. Nós temos também uma capacidade fantástica aquífera para fazer uma represa, para guardar a água para quando vier a seca, mas até agora não saiu do papel. Foram enviados R$ 50 milhões para reformar a ETA (Estação de Tratamento de Água) da avenida João Pinheiro e poderia ter pego esse recurso para fazer a represa da Prainha e uma nova estação de água lá. Se fosse ficar em R$ 100 mil, que fosse obtido um empréstimo de mais R$ 50 milhões para concluir esses projetos que são de extrema importância para a cidade.

 

JU – Como fala em projetos prioritários para a cidade, como vê essa questão de administração pública que quer contratar empresas através de PPP para cuidar da iluminação pública e educação, bem como a contratação da organização social para administrar a saúde?

JJúnior – Sou totalmente contra a terceirização dos serviços públicos, inclusive da saúde, porque não tem como cobrar e exigir. A saúde é muito simples de resolver, porque temos excelentes médicos e enfermeiros na cidade.  Nós temos que assumir a administração pública de verdade e não de “mentira” como está aí, porque é mais fácil, mas menos eficiente. Temos que priorizar a saúde, ao invés de BRT, porque morto não anda de ônibus público. Primeiramente, temos que cuidar da saúde das pessoas porque ela está falida, mas não só em Uberaba, mas no Brasil, por causa de gestões mal feitas anteriormente, e alguém precisa mudar isso. Tem escolas, infelizmente, que não têm carteiras escolares para alunos, e assim, como podemos garantir ensino de qualidade?

 

JU – Do seu ponto de vista, que problema é esse existente na administração pública que precisa ser corrigido?

JJúnnior – Infelizmente tem secretários que entraram no governo municipal e passaram a olhar somente para o seu próprio umbigo e esquecem que tem povo carente lá fora precisando da prefeitura. Isso eu não vou admitir! Tem pessoas precisando de casa para morar e não conseguem, mesmo estando por vários anos na lista da Cohagra, enquanto outras conseguem em meses porque tem um padrinho ou vereador para lhe ajudar. Para resolver esse problema, sugiro a criação de uma fila eletrônica, porque ficará registrado o dia e hora do cadastro, e quando chegar a sua colocação, a próxima casa terá que ser sua. De forma, que qualquer cidadão acesse o portal da companhia para acompanhar o andamento do seu processo para conseguir a casa própria.

 

JU - A fila eletrônica não funciona na saúde. Mesmo assim acredita que irá ser a solução para o problema na obtenção da casa própria?

JJúnior – A fila eletrônica não funciona na saúde porque as pessoas não querem que ela funcione, porque os padrinhos pedem para passar os seus conhecidos ou parentes na frente e conseguem através do “jeitinho brasileiro”. A população quer levar vantagem de toda a forma e nós temos que educar os filhos e netos a cuidarem do seu lugar e respeitar o que é do outro.

 

JU - Entra e sai governo e as obras do projeto Água Viva não acabam em Uberaba. O que está acontecendo?

JJúnior – Entendo que essa é mais uma obra equivocada e simples de explicar à população. Todo mundo tem uma caixa d’água na sua residência, e o engenheiro implanta um tubo de meio milímetro, mas resolve aumentar a caixa d’água para três mil litros, e devido à tubulação, quando abrirmos a torneira a água sai forte. No nosso caso, os tubos de contratos existentes foram feitos para o tamanho da cidade, e a medida que vão impermeabilizando existe necessidade de ampliação. Então, como não cabem, as águas pluviais passam por cima. Por isso, ao invés de fazer esse projeto Água Viva, analiso que o correto seria fazer mais quatro piscinões, iguais o do Parque das Acácias para conter as águas das bacias existentes na cidade e utilizá-las da forma devida. Essa obra a gente sabe muito bem para quem ela se destinou e para que ela vai continuar existindo.

 

JU -  O que fará se for eleito para prefeito com esse projeto que não está concluído, mas foram investidos muitos recursos públicos?

JJúnior - Se for eleito prefeito de Uberaba, esse será um dos projetos que será extinto no meu governo, pois temos que parar de ficar refazendo obras erradas para aplicar esses recursos em coisas mais essenciais para a cidade ou população. Você sabe quantas vezes foram trocados esses tubos em Uberaba? A primeira vez foi no governo do prefeito Silvério Cartafina para canalizar os córregos; depois foi Hugo Rodrigues da Cunha e Wagner Nascimento. Quando o secretário de obras da prefeitura era Pedro Carneiro, as obras na avenida Guilherme Ferreira seguiam córrego, mas quando chegou a Honda, ela saiu do trajeto que sairia em frente ao prédio da CTBC para atender interesses de terceiros.

 

JU – Como irá fazer um planejamento a longo prazo para Uberaba, se não pretende se reeleger? Quatro anos é muito pouco tempo para desenvolver as ações.

JJúnior – Eu vou criar uma coisa no meu governo, se for eleito, que não terá como outros prefeitos desmanchar. Quero implantar um instituto de planejamento de Uberaba, igual existe em Curitiba, que será formado por profissionais de excelência que serão insubstituíveis e não contará com apadrinhados. Esse grupo fará com que loteamento não demore sete anos, como já aconteceu comigo para ser aprovado. O empresário merece respeito e têm casos que, para conseguir um ABTS eles levam onze meses. No meu governo quero desburocratizar a administração pública, porque na época da tecnologia não tem necessidade de tirar tanto papel. Vou na prefeitura e vejo as pessoas perdendo horas atrás de um papel, sendo que poderia resolver em questão de minutos.

 

JU – Mas nem todo mundo tem acesso à internet ou facilidade com o mundo digital para obter a documentação, e precisam recorrer à prefeitura. Como tentar garantir esse direito dos contribuintes?

JJúnior – As pessoas têm que resolver as coisas tecnologicamente, ao invés de recorrer ao papel, porque isso é humilhante. Se nem todo mundo tem acesso à internet, no meu governo irá ter, porque vou colocar internet gratuita e irei começar pelos distritos como Capelinha, Ponte Alta, São Basílio, entre outros. Nesses lugares vamos implantar antenas para que os cidadãos possam passar a ter facilidade ao mundo digital, e isso será pago pela prefeitura. Tenho muitos projetos que sonho em fazer para o povo, como eu sonhei um dia em fazer casa para os pobres e consegui porque foram beneficiadas mais de 3 mil famílias. Baseado nisso, eu realizei muitos sonhos, meus empreendimentos  fizeram lucros, porque qualquer empresa viabiliza isso para gerar emprego e renda para os uberabenses. Meus projetos são visionários, iguais do Virgílio Galassi, que entrou para história da cidade de Uberlândia porque soube planejar a cidade, e atualmente conta com quase um milhão de habitantes.