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Justiça

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Defesa de Nárcio Rodrigues contesta prisão preventiva

11/06/2016

Divulgação

Narcio Rodrigues foi preso no dia 30 de maio na operação Aequalis, que investiga supostos desvios de mais de R$ 18 milhões nas obras da HidroEx

 

A defesa do ex-secretário de Ciência e Tecnologia, ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB-MG, Narcio Rodrigues, contesta a necessidade de prisão preventiva do político, decretada quarta-feira (8), a partir de pedido do Ministério Público Estadual à Justiça Estadual. A medida seria "absolutamente desnecessária", afirma, em nota, o advogado Sânzio Nogueira.

“Não há nos autos, e tampouco na decisão, qualquer elemento fático-concreto que indique a necessidade do acautelamento”, avalia o advogado. Ainda de acordo com Nogueira, devido ao fato de o caso correr em sigilo, não é possível dar mais detalhes sobre a defesa e o andamento das investigações.

Narcio foi preso no dia 30 de maio na operação Aequalis, que investiga supostos desvios de mais de R$ 18 milhões nas obras da Cidade das Águas - HidroEx, complexo de pesquisas sobre recursos hídricos projetado pelo governo de Minas durante as gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB), localizado em Frutal, terra natal de Narcio.

De acordo com a assessoria do Ministério Público, a prisão preventiva foi aplicada a todos os seis presos no dia da Operação Aquaelis, além do advogado Odo Adão Filho, “Odinho”, braço direito de Narcio, que se apresentou na sexta-feira passada (dia 3). Também estão detidos Neif Chala (ex-servidor da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas), Alexandre Pereira Horta (engenheiro do Departamento de Obras Públicas), Luciano Lourenço dos Reis (funcionário da CWP Engenharia), Maurílio Reis Bretas (sócio administrador da CWP Engenharia) e o português Hugo Alexandre Timóteo Murcho (diretor no Brasil da empresa portuguesa Yser e da Biotev Biotecnologia Vegetal).

 

Foragido

Sem manifestação. O presidente do grupo português Yser, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, continua foragido. Como a investigação ainda está em andamento, os promotores do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público não têm se manifestado sobre o caso.