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Opinião

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Pesquisa da ONU mostra as cidades mais violentas e o Brasil é citado

16/10/2013

Segundo levantamentos realizados pela ONU, a cidade de San Pedro Sula, em Honduras, Ciudad Juarez, México, Caracas, na Venezuela, e Cidade da Guatemala, na Guatemala, são as cidades mais violentas da América Latina, e estão entre as mais violentas do mundo. Mas, enquanto Honduras no ano passado foi o país mais violento do continente, o México foi a número 15, com uma das menores taxas de homicídios na região. 1,2 homicídios por 100.000 habitantes, ou seja, 261 homicídios por 100.000 habitantes. Embora em alguns casos coincidem, como em Honduras e Venezuela (país onde a violência tem aumentado consideravelmente nos últimos anos), uma baixa taxa de homicídio nacional não exclui a possibilidade de que o país tem cidades com alta nível de violência. E vice-versa. No México, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes no ano passado foi de apenas 22 anos, enquanto em Ciudad Juarez  a taxa foi de 153 (dados de 2011). E assim é no Brasil. No ano passado, a taxa de homicídios por 100 000 habitantes foi de 21,8. Mas, em Maceió, a taxa foi de 111,9 em 2010 (último ano para o qual a ONU não conseguiu informação a nível da cidade). Mesmo em países com taxas de homicídios tão baixo quanto os EUA (4,7 por 100 mil habitantes), há cidades com altos índices de violência, como Nova Orleans, com cerca de doze vezes o valor nacional. No caso hipotético de México, Brasil e os Estados Unidos foram a taxa de homicídios por 100 000 habitantes equivalentes à sua cidade mais violenta, Ciudad Juarez, Maceió e New Orleans, respectivamente, no ano passado, morreu de causas atribuídas à violência 305 000 mexicanos-americanos e  297 000 mil brasileiros. Na realidade, porém, no ano passado ocorreram cerca de 26 000 mortes no México, 42 mil homicídios no Brasil, 14 mil assassinatos nos Estados Unidos, que marcou 82 000 homicídios no total. O fato é que não o suficiente para estudar a taxa de homicídios nacional de um país, para ter um mapa apropriado de violência. É muito mais importante estudar as variações que existem dentro de cada um deles, segundo técnicos da ONU. Taxas domésticas são apenas médias entre áreas muito violentas e áreas muito pacíficos. O padrão se repete. Em 2010, a taxa de homicídios em Ciudad Juarez (261) era quase duas vezes maior do que San Pedro Sula (147,8). No entanto, a nível nacional o México tem uma taxa de homicídios de quatro vezes menor do que em Honduras. Colômbia, como uma nação, é muito menos violento do que cidades como Medellín ou Cali. Guatemala é quase quatro vezes menos violento do que o seu capital. E, no Brasil, é mais do que 60 pontos abaixo Recife e Maceió. E muitas pessoas acreditam que um país é violento, porque é apenas uma das suas cidades (problemas geralmente muito específicos). Eles usaram dados do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Criminal, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, sites governamentais, organizações não-governamentais e meios de comunicação para a construção do banco de dados taxas de homicídio para cidades nas Américas. A escolha das cidades foi baseada em dois critérios: as cidades mais violentas identificados pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Criminal, e uma série de outras cidades com grandes populações. Nota-se que nem todas as cidades têm feito observações durante anos, isso é devido à falta de renovação por parte do governo ou simplesmente porque eles não são dados públicos. O caso mais importante é o Brasil, que desde 2010 não atualizou os dados de homicídios total de cidades,os dados que temos em 2011 e 2012, correspondem ao noticiário da imprensa, segundo a ONU. 

Paulo Nogueira é jornalista e membro da Associação Brasieliera de Jornalismo Científico