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Amigo Animal

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Marcos Moreno 27/06/2014
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Aminal por Marcos Moreno

Amigo Animal

 

“Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”.

Alexandre Herculano

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FUNDAMENTOS PARA A POSSE E GUARDA RESPONSÁVEL DE ANIMAIS


 Considerando a domesticação de animais por parte do ser humano pode-se considerar que posse e guarda responsável é resguardar ou propiciar aos animais sob guarda humana condições ideais de equilíbrio   entre a saúde física, emocional e bem estar. Deve ser considerado e respeitado as características de cada espécie e/ou raça necessárias à sua sobrevivência, desenvolvidos ao longo dos tempos, que os tornaram plenamente adaptados e assim se perpetuaram nesta evolução.

          Deve-se considerar, antes de tudo, se a domesticação do animal a ser adquirido ou desejado tem sua domesticação permitida. Caso o animal pertença à fauna brasileira, não se permite, por lei, sua domesticação, sendo considerado crime ambiental através da lei federal 9.605. Traficantes e receptadores estão sujeitos às penalidades e sansões legais, incluindo também nesta legislação a prática de maus tratos a animais. 

          Por outro lado deve ser considerado, quanto à sua alimentação, que, por exemplo, cavalos são animais herbívoros essencialmente, ou seja, sua dieta é à base de capim e forrageiras; Cães e Gatos têm dieta à base de proteína animal, ou seja, carnes; Serpentes exóticas são predadoras e, portanto, carnívoras; Periquitos australianos e Cacatuas necessitam de uma alimentação equilibrada de origem vegetal; Portanto, qualquer que seja o animal doméstico seu proprietário ou tutor deve estar orientado e respeitar suas características naturais e evolutivas da espécie.

          Cães e gatos são animais domésticos que ao longo dos tempos estão plenamente adaptados à convivência com os seres humanos. Todos, na sua plenitude necessitam de lar e consideram os humanos como membros da família; É importante para o fortalecimento desta relação, que também seus donos ou proprietários os considerem da mesma maneira. Precisam-se preconizar as finalidades de aquisição – companhia, procriação e comércio; guarda; caça. Gatos, por exemplo, são exímios caçadores, mas são totalmente dependentes dos seus donos para sua sobrevivência, saúde e bem estar. Caso a finalidade seja apenas companhia, porque não avaliar a hipótese da adoção de um animal em situação de abandono? E porque deixá-lo procriar? Por que não procurar por animal já castrado ou então por que não fazê-lo? A castração de fêmeas pode contribuir drasticamente para a redução de animais abandonados. Uma cadela pode gerar em 06 anos com seus próprios descendentes 67.000 crias e uma gata, neste mesmo período pode gerar 240.000. Machos podem acasalar com centenas de fêmeas e, portanto, sua castração, não é resolutiva sob o contexto do controle populacional e torna-se assim fundamental a castração de fêmeas para obtenção de alcance deste objetivo. Por outro lado ainda que o animal seja de raça, se não há finalidade de procriação, torna-se importante que sejam castrados no tocante ao controle populacional, frente a grande demanda por adoção de animais já existentes carentes de donos e/ou proprietários, e até as condições de saúde advindas da realização do procedimento. Gatas e cadelas castradas antes do primeiro cio têm quase nenhuma probabilidade de adquirir câncer de mama – abaixo de 0,5% – durante toda a sua vida.

          É importante, portanto, que o ser humano não se torne acumulador de animais. Procure doar seus animais excedentes a quem possa exercer posse e guarda responsável. Casos de acumulo de animais, muitas vezes podem merecer destaque e tomada de atitude multiprofissional.

          Para propiciar aos animais saúde e bem estar não é possível sem a orientação e supervisão de médico (a) veterinário (a). Este (a) profissional é capaz prescrever as medidas adequadas necessárias ao controle de enfermidades e parasitas, higienização de utensílios e instalações, manejo sanitário e reprodutivo, nutrição, adaptações comportamentais e bioclimáticas, e multiplicação da saúde pública, em seu aspecto multidisciplinar. Procure seu médico (a) veterinário (a).

Fonte: SARA – Solidariedade Animal Responsabilidade Ambiental 

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Larissa está tão entusiasmada com a Copa, que coloca o seu amado Theo na jogada

 Lulu, chiquérrima de colar de pérolas, acaba de fazer 9 anos. Bem vividos e bem paparicados. Ela merece

Sol nasceu para brilhar na casa de Lester e Cristina. E como brilha!!!

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Dicas de Raça

Boxer- um super bom caráter!


Na raça Boxer, a harmonia das formas não está separada de múltiplos dotes de inteligência e caráter. Um lindo cão de trabalho e exposição, o Boxer tornou-se muito popular nas últimas décadas, em grande parte por seu notável valor, tanto em tarefas de defesa, como de proteção. Trata-se de um cachorro de porte médio, pelo liso, construção quadrada e ossos fortes. Dotado de uma musculatura fortemente desenvolvida e nitidamente definida, o Boxer apresenta movimentação enérgica, forte e nobre.

O Boxer é um cachorro de temperamento tranquilo, equilibrado, seguro, de nervos firmes. É dócil no meio familiar, mostrando-se alegre e afetuoso nas brincadeiras. Graças ao seu caráter seguro, confiante e sua conhecida docilidade e capacidade olfativa, o Boxer é uma raça de fácil adestramento.

 O caráter do Boxer é considerado um fator muito importante. O cão deve ser fiel ao dono e a casa inteira, vigilante, sempre alerta e desconfiado com estranhos. Apresenta caráter franco, sem falsidade ou malícia, mesmo depois de adulto.

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Saúde animal

Toxoplasmose em cães e gatos

Segundo consta, a mulher grávida NÃO corre risco de adquirir toxoplasmose através de animais domésticos. Isto é MITO

A toxoplasmose é uma doença sistêmica causada pelo Toxoplasma gondii, um parasita coccídio que infecta praticamente todos os animais de sangue quente, incluindo as pessoas.

No gatos, os filhotes infectados via transplacentária apresentam sinais mais graves, alguns morrem logo após nascimento, outros dias depois. Os que resistem podem apresentar lesões graves em fígado, olhos e SNC.

Alguns gatos podem apresentar sinais oftálmicos, com uveíte ou sinais sistêmicos como febre, hiperestesia muscular, perda de peso, anorexia, convulsões, ataxia, icterícia, diarréia e pancreatite.

Toxoplasmose clínica em cães, está comumente associada a animais com cinomose,  ou outras infecções como erliquiose, terapia longa com corticóides, ou vacinação com agentes vivos atenuados.  Mas nem sempre há necessidade de doença pré para manifestação de sinais de toxoplasmose.

Os cães com toxoplasmose generalizada podem apresentar infecção respiratória, gastrointestinal ou neuromuscular, resultando em febre, vômito,  diarréia,  dispnéia e icterícia.  Ataxia, convulsões, tremores, déficits dos nervos cranianos, paresia e paralisia são manifestações comuns da toxoplasmose no tecido nervoso central.   

O diagnóstico definitivo tanto para cães como gatos, é a visualização de alguma das fases do microrganismo nos tecidos, efusões ou fluidos de lavado alveolar, no humor aquoso ou líquido cérebroespinhal. Porém isso é muito difícil, principalmente na doença crônica.  A sorologia pode detectar anticorpos específicos no  soro de cães e gatos normais, assim como naqueles com sinais clínicos de doença.

Além do tratamento sintomático, de acordo com o tipo de tecido afetado, o cão/gato  necessitará de antibióticos por pelo menos 4 semanas. Os animais com manifestações oftálmicas requerem maiores cuidados, com uso de colírios e outras medicações orais, para evitar danos permanentes. A toxoplasmose ocular, nervosa e neuromuscular responde lentamente ao tratamento, já os outros sinais geralmente resolvem-se nos 3 primeiros dias de administração de antibióticos. Porém não há nenhuma droga capaz de eliminar  completamente o microrganismo do corpo, e portanto recorrências podem ser comuns, e além disso torna o prognóstico ruim para cães e gatos com toxoplasmose disseminada.

Acredita-se que a maioria das pessoas adquira toxoplasmose mais por meio do consumo de carne mal cozida ou de alimento que tenha sofrido contaminação cruzada proveniente da carne crua do que diretamente a partir de animais infectados.

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Pet Aventura

A doce Cristal


“No mês de Dezembro de 2011,eu estava passeando na Univerdecidade com o Boris,um labrador.

De repente ele me puxou ele para o mato na beira do asfalto e começou a farejar uma caixa de papelão. Quando cheguei mais perto da caixa, saíram de lá 06 filhotes de cachorro. Aí começa a minha história com a Cristal.
Eu  levei os 6 filhotes para casa, os alimentei e saciei a sede deles. Eles tinham aproximadamente 35 dias de vida, morreram 02 e os outros eu fui doando. Mas entre eles havia uma cachorrinha que  me chamou  a atenção. Era esperta e alerta e só ela tinha as orelhas em pé. Pensei: se tiver que ficar com algum, ficarei com ela. Fui doando-os e a Cristal foi ficando.Com o passar do tempo percebi que a Cristal (ainda sem nome)era medrosa com pessoas, então pensei em não ficar mais com ela.
Por fim ficou  só ela e uma irmãzinha. Quando uma pessoa foi escolher com qual ficaria, eu em pensamento pedia: leva a Cristal...a Cristal...
Resultado a Cristal(agora com um nome)ficou, para a minha alegria. Pois nos damos muito bem, é a minha companhia em casa e no trabalho, não fico sem ela.
A Cristal me ensinou que pessoas e animais merecem uma chance e a não julgar pelas aparências.
Sempre fui muito grato ao meu amigo Boris  pelo maravilhoso achado.
Acabo de ficar  sabendo que o Boris veio à óbito, no domingo dia 22-06-2014. Estou triste por isto, mas penso que ele me deu uma missão chamada Cristal, e eu estou cumprindo com muito amor essa missão.”

Adriano Rodrigues dos Santos- adestrador- Educacão.