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Amigo Animal

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Marcos Moreno 18/07/2014
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal por Marcos Moreno

Amigo Animal

“Até que tenhas amado um animal, uma parte da tua alma estará adormecida”. Anatole France

Celeuma
Veio à baila na semana passada, em Uberaba, a celeuma em torno do sacrifício de animais portadores de leishmaniose. A questão chegou às esferas jurídicas e a decisão final apoia o tratamento de cães com a doença, respeitando métodos seguros de controle e responsabilização dos proprietários.  Por isto a coluna acha oportuno falar alguma coisa sobre a leishmaniose.

“Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença”.  “Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença”.

Essa afirmação  é de um  Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet, que ainda afirma que “o Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais”. O que não quer dizer que o Brasil é o país onde mais se desrespeita os animais. Acho que o caso aqui passa mais pela desinformação.  Há países onde esses aspectos são mais evoluídos, em contrapartida com uma crueldade inominável com os animais, caso da China, por exemplo.  Então, vamos aproveitar e abordar de forma bem simples e resumida, algum aspecto da leishmaniose na seção Saúde Animal.

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Seu nome é Serena, e é o que ela é, além de linda. Essa lindeza toda é um dos dois amores de Nany Araújo

Estilo, elegância e charme são algumas das ótimas características de Maya, a outra pet de Nany Araújo

Teca e Baby!!! Parecem dois chumacinhos de algodão. Elas são paparicadas “meninas” de Magda Jorge

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Saúde Animal

Leishimaniose


As leishmanioses são um conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania e da família Trypanosomatidae. De modo geral, essas enfermidades se dividem em leishmaniose tegumentar americana, que ataca a pele e as mucosas, e leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca órgãos internos.

A leishmânia é transmitida ao homem (e também a outras espécies de mamíferos) por insetos vetores ou transmissores.  A transmissão acontece quando uma fêmea infectada passa o protozoário a uma vítima sem a infecção, enquanto se alimenta de seu sangue. Tais vítimas, além do homem, são vários mamíferos silvestres (como a preguiça, o gambá, roedores, canídeos) e domésticos (cão, cavalo etc.).

Os flebotomíneos são insetos pequenos, de cor amarelada e pertencem à ordem Diptera, mesmo grupo das moscas, mosquitos, borrachudos e maruins; No Brasil, esses insetos podem ser conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho, entre outros.

 A diversidade de espécies de Leishmania, associada à capacidade de resposta imunitária de cada indivíduo à infecção, está relacionada com as várias formas clínicas das leishmanioses. As leishmanioses tegumentares causam lesões na pele, mais comumente ulcerações e, em casos mais graves (leishmaniose mucosa), atacam as mucosas do nariz e da boca. Já a leishmaniose visceral, como o próprio nome indica, afeta as vísceras (ou órgãos internos), sobretudo fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea, podendo levar à morte quando não tratada. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência. 

O diagnóstico parasitológico é feito através da demonstração do parasito por exame direto ou cultivo de material obtido dos tecidos infectados (medula óssea, pele ou mucosas da face) por aspiração, biópsia ou raspado das lesões.

Não há vacina contra as leishmanioses humanas. As medidas mais utilizadas para o combate da enfermidade se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. O cão doméstico é considerado o reservatório epidemiologicamente mais importante para a leishmaniose visceral americana, mas o Ministério da Saúde do Brasil não adota a vacinação canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana.

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Dicas de Raça

O Belo Golden

Amigo de todos, o Golden Retriever é conhecido por sua natureza devotada e protetora como companheiro da família. Ele vai fazer suas buscas esportivas também em apartamento, e anseia por um dia no campo. Ignorar sua natureza ativa e sua poderosa estrutura física pode levar a problemas de comportamento. Essa raça precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias. Ele tende a ser excessivamente exuberante e agitado, e seu entusiasmo pelas coisas o distrai facilmente durante o treino. Porém, ele é louco para agradar e adora aprender. Os feitos de que Golden é capaz em obediência competitiva são impressionantes. Ele gosta especialmente de brincadeiras que envolvam buscas e adora trazer as coisas na boca.
   Ele é um cachorro tão social que o melhor é deixá-lo compartilhar a vida familiar. O pelo não costuma embaraçar, mas precisa ser escovado duas vezes por semana. Os filhotes de Golden podem ser bem agitados e é preciso gastar a energia deles para que não se tornem destruidores.
  Claro que o Golden é uma raça não surgiu espontaneamente. Surgiu de um cruzamento experimental no final do século 19, com objetivo de misturar cão de caça, com cão protetor, cuidados, etc. Só bem mais tarde se tornou popular como  animal de estimação, cão de exposição e um competidor em obediência. Após essa transição, o crescimento da raça foi meteórico, e ela continua sendo uma das mais populares da América.
As principais preocupações com essa raça no que se refere à saúde, são displasia de quadril, displasia do cotovelo e catarata
A expectativa de vida deles é de 10 a13 anos.
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Pet Aventura

Jessi Cat- a querida branquinha


Para contar essa história, preciso antes dizer, em poucas palavras, que Jayne Dillon, uma parteira norte americana escreveu um livro chamado “Os gatos nunca mentem sobre o amor”. O livro narra a experiência vivida por ela com um de seus filhos, Lorcan, que sofria de um transtorno de ansiedade debilitante, o “mudismo seletivo” causado pela Síndrome de Asperger.  A história é real, linda e, sem dúvida vale a pena ler. Atenta a todo e qualquer assunto em torno de crianças, Célia Lima Perez, diretora do Colégio Jean Christophe, voltando de uma viagem, se deparou com esse livro em uma livraria de aeroporto, o adquiriu e veio lendo no trajeto até Uberaba. Aqui chegando, uma surpresa: Pandora, a cadelina vira-latas adotada por ela, tinha, por sua vez, adotado uma gatinha abandonada. A coincidência rendeu à gatinha o nome de Jessi Cat, em homenagem à heroína do livro, que operou verdadeiro milagre no garoto Lorcan o fazendo sueprar a debilitante síndrome. Jessi Cat- que ganhou também o apelido de branquinha- e Pandora são hoje inseparáveis e vivem com o maior conforto nas dependências do colégio, onde são paparicadas por todas as crianças. Eles, os animais, vivem nos dando lições de amor, de coragem e demonstrando o que é um verdadeiro amor e o que isto pode fazer de bom para o ser humano.

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