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Amigo Animal

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Marcos Moreno 25/07/2014
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal por Marcos Moreno

Amigo Animal

“O sofrimento, nos animais, é um trabalho de evolução para o princípio de vida que existe neles; adquirem por esse modo os primeiros rudimentos de consciência.” (León Denis)

Cachorro doido? Nem pensar!!!
E já vem chegando o mês de agosto. Nem dá mais para falar da rapidez do tempo! Antes de acabar o comentário já se passaram meses. Para ser bem contemporâneo na expressão: “já é!”, quero dizer, “foi”. E assim chegamos em agosto, mês que para os uberabenses marca “o morro abaixo” rumo ao final do ano em função da festa d’Abadia.  Passou a festa, pode começar a pensar no Natal. A impressão que a gente tem é que há alguns anos o tempo passava mais devagar.  As lendas e as crendices eram mais fortes. O mês de agosto, por exemplo, era o “mês de cachorro doido”. Na seção “Saúde Animal” desta edição estamos falando sobre essa crendice, que acabou virando um mito. Hoje as coisas são bem diferentes. A raiva animal foi controlada, graças a Deus e à ciência. Mas não podemos descuidar nunca, porque é uma doença letal. Então, o “mês do cachorro doido” já era. Definitivamente, não são os ventos de agosto que trazem a raiva. Melhor ficar só com a poeira e à espera da primavera.

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Filhote de pastor alemão, Criolo é uma alegria constante na casa de seus tutores, Maria das Graças e Jorge. É uma raça protetora maravilhosa

Xará do cão/personagem real do filme “Sempre a seu lado”  Hachiko tem vida de galã de Hollywood na casa da família de Waldir Kikuichi

 Uma imagem fala mesmo por mil palavras. O amor de Marcela Gennari por Nina está na cara. Ou melhor, nas caras das duas

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Saúde Animal

A terrível raiva


Antigamente as pessoas falavam que agosto era o mês do “cachorro doido”. É que na mudança de estação primavera/verão, ocorriam os cios das cadelas, havendo assim maior aglomeração dos animais para o acasalamento, e conseqüentes motivos para agressões entre os cães e transmissão da raiva.

A raiva é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode afetar os animais (mamíferos) e o homem. A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordedura. É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão da doença.
   
Na natureza, o morcego hematófago é um dos mais importantes transmissores da raiva para outras espécies animais e para o homem.
Os principais sinais clínicos da raiva são: mudança de hábitos e/ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia. É importante salientar que nem todo cão ou gato que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando. Da mesma forma, nem todo animal agressivo possui a raiva. Além dos cães, gatos e morcegos, outros animais também podem ser transmissores, como eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos.

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais. Já os ferrets (furões) devem ser vacinados contra a raiva anualmente com a mesma vacina utilizada para cães e gatos.

De maneira geral, diante de um caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente.

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Dicas de Raça

A moda dos mini porcos


Esqueça tudo o que você sabe sobre porcos em chiqueiros, envoltos de lama e com cheiro nada agradável. Os mini - porcos estão no mercado para agradar o consumidor que busca um amigo mais exótico para levar para a família, e cumprem muito bem essa tarefa, já que são dóceis e, se bem adaptados, adoram carinho.

Eles são muito inteligentes e conseguem aprender a fazer as necessidades no local certo com certa facilidade, o que evita o mau cheiro no animal. Eles não costumam gostar muito de colo, mas se forem educados desde bem pequenos, se adaptarão bem ao carinho, inclusive de crianças.

A alimentação é como a de qualquer outro pet: ração especial para a espécie, e pode ser adquirida em pet shops.

A saúde do porquinho é de ferro, são poucas vacinas que ele precisa e as visitas ao veterinário se fazem necessárias apenas 2 vezes ao ano para check-up. Além disso, o maior gasto que você terá com ele provavelmente será com filtro solar, que é necessário nos porquinhos mais rosados e claros, quando o passeio for durante o dia ou se ele ficar exposto ao sol por um longo período de tempo. O mini porco vive cerca de 18 anos e, na fase adulta, e mede cerca 40cm, pesando até 40kg.

 

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Pet Aventura

Branca Gil, uma boa homenagem


Sempre preferi os felinos aos cães.  Depois de ter perdido uma gata que gostávamos muito, fomos presenteados por um amigo com um lindo filhote fêmea, branquinho, que ganhou logo o nome de Branca, mas pra dar um toque de personalidade faltava um complemento. Homenageamos o mestre Gilberto Gil (kkkk), e acrescentamos o “Gil”.

Branca Gil cresceu cheia de vontades e caprichos, e como já estava chegando a fase adulta e já ensaiava as primeiras voltas pelos muros da vizinhança decidimos castrá-la.

Rita de Andrade, que faz um trabalho ótimo com animais.   Mesmo recém- operada e com a roupinha de proteção Branca Gil voltou a escalar um imenso pinheiro que temos em nosso jardim, e a subir nos muros se arriscando no meio dos arames farpados das cercas. Quando a Rita veio buscá-la para tirar os pontos constatamos que não houve cicatrização pois ela não parou quieta, um verdadeiro furacão branco. A Rita se dispôs a hospedar a Branquinha em sua residência para que ela fizesse um repouso forçado para a cicatrização, pois já estava inflamando. Após uma semana graças à prestimosidade e boa vontade da Rita em nos ajudar, mesmo tendo tantos animais a seus cuidados a Branca voltou mais serelepe do que nunca mas completamente recuperada e livre pra continuar aprontando todas! Graças a Deus ainda existem pessoas que se preocupam verdadeiramente com esses seres inocentes e que dependem de nós e que com certeza fazem parte da nossa família.

Joel Filho