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Amigo Animal

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Marcos Moreno 10/10/2014
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal por Marcos Moreno

“Oh! Mestre, fazei com que eu procure mais...amar que ser amado...”- São Francisco de Assis

Luz na passarela!
Livraria Ponto de Luz promoveu no último dia 04- sábado, o 2º desfile de cães, evento em benefício da Sociedade Protetora de Animais-SUPRA. Evento que contou com julgamento de cães nas categorias pequeno e médio porte e de animais srd e ainda premiou participações especiais. Foi o máximo! Alguns bichinhos se intimidavam ao ver o “tapete vermelho”, enquanto outros curtiam e até “marcavam” o território.  Entre os premiados, Romeu, Maya, Aladim, Marie, Erushi, Futrica, Mel, Frida, Pilão, Pretinha, Bisteca, Amora Guido. Uma festa num dia muito especial, o dia de São Francisco de Assis, conhecido por ser protetor dos animais. Denise Max apresentou o desfile, ocasião em que apresentou casos de sucesso de adoções, como também tristes fatos envolvendo maus tratos a animais. Denise Max tem sido realmente uma grande bandeira em defesa dos animais na política local, criando projetos de extrema necessidade. O abandono de animais nas ruas é uma coisa muito triste. A coluna cumprimenta Daniela Cartafina (Livraria Ponto de Luz) pela iniciativa fantástica e Denise Max pelo ótimo trabalho na Câmara Municipal.

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 Fred é o poodle branco de Adryelle, que segundo a “avó” Adriana, só falta atender ao telefone de tão esperto. Quem sabe um dia, né? Princesa Coreia é essa lindeza da Cap. Fátima, que é leitora assídua da nossa coluna porque ama os animais. Uma homenagem à Princiesa E este é o Fred da Rudineia Ecks, cliente da Renata, uma das “personal stilyst” mais queridas dos pets

 

Saúde Animal

Calos de Apoio


Escaras de decúbito são lesões de pele que aparecem com frequência em animais de porte grande e médio. Nada mais são do que "calos de apoio" causados pelo contato da pele com superfícies duras, como o piso. Algumas regiões do corpo que possuem menor revestimento de gordura, como é o caso de "cotovelos" e "calcanhares" são as mais atingidas. Quando o animal se deita, seu peso faz com que as "pontas" dos ossos se atritem contra o solo, tendo apenas a pele como proteção.

Para compensar esse impacto, a pele começa a se espessar, ganhando o aspecto de um calo. Essa é a maneira que o organismo encontra de compensar a falta de gordura nessas áreas.

As escaras de decúbito não causam dor ao animal, porém, em alguns casos elas podem ressecar, rachar e inflamar bastante. Nessa situação, as escaras se transformam num processo bastante doloroso.

Para evitar, ou pelo menos minimizar o aparecimento das escaras de decúbito em cães grandes e médios, procure providenciar um local macio para o animal se deitar. Um colchonete ajuda bastante a diminuir o impacto dos ossos com o chão. Lembre-se que quanto mais duro e áspero for o piso do local onde o animal vive, maiores as chances das escaras aparecerem e causarem problemas. Cães que vivem em jardins ou deitam-se diretamente sobre a terra, apresentam menos escaras do que aqueles que vivem em quintais revestidos por piso de cimento ou cerâmico.

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Dicas de raça

O grandão lindo


A raça São Bernardo pertence ao grupo de cães de guarda, trabalho e utilidade - e é considerado um cão de guarda e de salvamento.

O São Bernardo é um cachorro forte, de peito bem arqueado e ombros largos. É um excelente companheiro, que adora as crianças e respeita seu dono.É fiel e devotado à sua família, tranquilo e gosta de companhia.

Ao contrário do que muitos podem pensar, o São Bernardo não é um cão de difícil manutenção. Trata-se de uma raça ideal para casas com bastante área livre, como sítios e chácaras. Para as crianças, o São Bernardo é um grande amigo e companheiro. Sempre muito bem humorado, este cão adora uma boa brincadeira. O tamanho mínimo para um cão macho da raça São Bernardo é de 70 cm, medidos sempre a altura da cernelha. Já para as fêmeas a altura mínima é de 65 cm. Os cães de pelo curto são geralmente mais leves, atingindo cerca de 75 kg (machos) e 65 kg (fêmeas). Os machos de pelo longo pesam entre 80 kg e 100 kg, enquanto as fêmeas pesam até 85 kg.

 

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Pet Aventura 

Articulista João Eurípedes Sabino, que tem entre seus memoráveis trabalhos literários alguns em homenagem a cães, nos brinda nesta edição uma belíssima crônica. Obrigado João.

 “Canhãe, canhãe...” 

(*) João  Eurípedes  Sabino. 

Foi-se o tempo em que a música “Eu não sou cachorro não” de Waldick Soriano tinha a conotação de que, ser cachorro era a pior coisa do mundo. Hoje temos exemplos de que os cães morem eles nas ruas ou mansões, estão passando por dias melhores. Há, todavia, os que têm os cachorros como verdadeiros amigos e aqueles declarados inimigos, esses completamente fora dos padrões atuais. Vejamos: 

Na porta de um prédio comercial vi uma pessoa dedicando sua atenção a certo vira latas marrom claro, orelhas grandes em abano com corpo entre pequeno e médio. Estava ele sentado no início de uma rampa com o olhar fixo no hall de entrada. A cada pessoa que saia dos elevadores ele que esperava, parecia falar: “Caramba! Aquela ainda não é a minha dona! Ufa!”.  

Enquanto isso o tempo passava e as pessoas, vendo a atitude daquele estático animal, iam acercando-o. De alisadas no pêlo, chamados carinhosos de fofo a fotos de celulares, o cãozinho ganhava. O certo é que ele virou celebridade em poucos minutos. Fui a um banco e fiquei retido com várias pessoas na Avenida Leopoldino de Oliveira a esperar um carro forte buscar ou levar dinheiro ali. Voltei e o dócil cão estava lá. 

Apurei que a sua espera ali já passava de 40 minutos. Eis que de repente passa um “bom sujeito” e, com sua bota rude solta sem dó um chute no animal. Isso foi o bastante para que a torcida o esconjurasse. Ao ver seu tipo country e sabendo ser ele responsável por algum rebanho bovino, alguém soltou a frase: “Esse, chutando sem motivo um cachorro, deve ser o tipo que tem coragem de envenenar o gado do patrão. É só ter o motivo”. 

Um recadinho: Você que causou pânico ao cãozinho fazendo-o correr para o meio da rua, expondo-o ao risco de ser morto pelas rodas dos carros. Você que o fez desesperado subir quatro andares de um edifício onde jamais havia ido, escute: Oxalá, num momento de dor em sua vida, possa existir um cão a ganir por você emitindo aquele doído “canhãe, canhãe” que nos fez doer por dentro. 

Depois daquele chute no fiel cãozinho, tenho certeza, o dono da bota jamais será o mesmo. Ou será?  

(*) − PRESIDENTE  DO  FÓRUM  PERMANENTE  DOS  ARTICULISTAS  DE  UBERABA E  REGIÃO. 

− MEMBRO  DA  ACADEMIA  DE  LETRAS  DO  TRIÂNGULO  MINEIRO. E-mail: forumarticulistas@hotmail.com