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Amigo Animal

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Marcos Moreno 05/12/2014
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida." - São Francisco de Assis

O pânico dos trovões

Assistimos um verdadeiro show de “luzes” no céu de Uberaba na semana passada e no último domingo, promovido por São Pedro para alardear a chuva abençoada que caiu. Todos sabem que a nossa região tem uma das maiores incidências de raios do país. Os estudiosos do assunto sabem porque. Claro que esse fato deve estar relacionado ao solo rico em minérios. O certo é que as tempestades, especialmente neste último ano, são muito barulhentas. O céu chega a ficar totalmente claro com tantos raios. Alguns animais, especialmente cães, têm medo de trovões. Em dia de tempestades dessas que temos visto, eles ficam “sem lugar”. Esse medo também ocorre com o barulho de fogos de artifícios. E essa é a estação do ano em que mais ocorrem tempestades, por isto abrimos a coluna de hoje com o tema.

Diferente do que muitos imaginam, um comportamento aflito diante de fogos ou trovões não se deve a uma possível dor de ouvido. Apesar da ótima audição, os cães se assustam porque associam o barulho à aproximação de perigo.

Estrondos passam a ideia de que algo grande e poderoso se aproxima, por isso, mesmo dentro de casa, muitos cães se sentem ameaçados.

Em situações onde o susto é muito grande, o cão pode acabar desenvolvendo um trauma. Ou seja, antes mesmo de a tempestade começar, o cão já pode estar sofrendo.

Esse realmente é um problema difícil de resolver. Mas pode ser amenizado e até mesmo curado.

Se o seu cão procura um lugar para se abrigar quando está com medo, permita que ele fique lá. Habitue-o a ouvir sons altos da TV, rádio ou música mesmo. Esses sons podem ser usados para “mascarar” os barulhos de fogos e trovões.

 Abaixar e tentar protegê-lo nos momentos de aflição, ao contrário do que muitos imaginam, não é uma boa solução.

Para que seu pet aprenda a lidar com barulhos que o assustam é preciso que ele faça associações positivas com esses momentos.
Em alguns casos o uso de medicamentos pode ser indicado paralelamente ao treinamento. Consulte seu veterinário para que ele receite um remédio para ajudar a tranquilizar o seu cão em dias barulhentos, evitando novos traumas.

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Flash Pet


 


Esta uma homenagem póstuma. Molly, essa lindeza, morreu há bem pouco tempo. Seus tutores, Rose e Paulinho Paiva, estão inconformados. Molly brilhou por aqui e agora é, claro, uma estrelinha a mais no céu

Quem manda hoje são as mulheres. Essa menina tem nome de rainha: Catarina. E é tratada como tal pela Solange. Nunca perde a majestade

E essa dupla é Romancito e Conchita. Ela está prestes a ser mamãe pela primeira vez. OLÉ!!!

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Boneca de Trapos


Ragamuffin
 é uma raça de gatos que está ligada diretamente a própria origem do Ragdoll, que significa “boneca de trapos”. Durante a década de 60, uma gata que se chamava Josephine, sofreu um acidente, e acabou sendo levada para a Universidade da Califórnia. Assim que foi tratada e curada, inexplicavelmente deu origem a uma ninhada onde todos os gatos eram meigos e dengosos. Ai começou a história dessa raça de nome tão estranho. No ano de 2003 a raça foi aceita finalmente pela Cat Fanciers Association, o que deu início a uma nova história e se distanciando um pouco mais do gato da raça Ragdoll.

A Ragamuffin é uma raça de gatos grandes, musculosos e pesados. Seu pelo é bastante grosso e espesso.

Podem ser encontrados em todos os padrões e cores, apesar disto os colorpints não são permitidos sob padrões CFA.

É um felino extremamente meigo, gentil e também cheio de afetos. Com isto eles estão sempre conquistando seus objetivos, que são os colos e carinhos.

Atingem a sua maturidade de forma bastante tardia, apenas por volta dos quatro anos. A raça tem uma expectativa de vida equivalente a 15 anos, e pode chegar a ter mais de 10 kg se for macho.

É um animal extremamente comilão e tem uma inclinação para a obesidade, o que poderá encurtar o seu ciclo de vida.

Certamente o gato Ragamuffin é uma excelente alternativa de animal de estimação. Um bom amigo para todos e que sempre estará ali para o que der e vier para toda a sua família e as pessoas que ele se simpatizar.

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Saúde Animal

Obesidade canina


Pois é amigos, esse é um problema também dos animais, no caso em especial dos cães. A obesidade canina já é a doença nutricional mais freqüente nos países desenvolvidos, com uma prevalência na faixa de até 44%. Mesmo no Brasil, em capitais como São Paulo, o índice de cães gordinhos é alarmante.

E a má notícia é que muitos donos não percebem; ou pior, banalizam a obesidade de seus companheiros caninos. Pensam que o cão está é “forte”. É mais ou menos como nossos avós, bisavós e daí para traz pensavam das pessoas.

É preciso reconhecer e encarar esse problema de frente,  entender os motivos que levaram seu amigo a engordar e, finalmente,  fazer algo a respeito.

Motivos que levam as pessoas a engordar, como estresse profissional, frustrações pessoais, TPM, ansiedade, baixa auto-estima, não valem para os cães. Tire proveito disso! Você tem total controle sobre a dieta e sobre o peso de seu amigo peludo. Exercitar esse controle é mais simples do que parece. Basta instituir uma dieta caseira adequada para perda de peso e corrigir alguns maus hábitos. E pode confiar: seu cachorro não vai deixar de te amar por isso.

Pelo contrário: ele vai te amar por mais tempo, já que está comprovada a relação entre peso ideal e longevidade.

Embora todos os cães possam se tornar obesos, algumas raças têm uma facilidade impressionante. Essa predisposição é ditada pela genética.

Dentre os cães de pequeno porte podemos citar os Beagles; entre os de porte médio, o Cocker Spaniel e o Basset Hound; e entre os grandes e gigantes, o Labrador, o Golden e o Bernese Mountain Dog. O Labrador parece ser a raça com a maior tendência a engordar. A obesidade nos exemplares está tão corriqueira que muitos donos e até veterinários acham que é “normal o Labrador ser gordinho”. A prevenção da obesidade é importante para todos os cães, independentemente da raça. Mas se seu cão é de uma das raças citadas acima, o cuidado deve ser redobrado.

 

Obesidade é um processo que geralmente leva tempo para ocorrer, mas um estudo realizado com grupos de Beagles castrados e não-castrados comprovou que a fome dos cães esterilizados era 20% maior. A obesidade é observada em 32% dos cães machos castrados e 15% dos intactos. Para evitar o ganho de peso, a dieta de cães machos e fêmeas castrados deve conter, em média, 20 a 30% de calorias a menos.