Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Amigo Animal

ACESSIBILIDADE: A A A A
Marcos Moreno 02/01/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

Salve 2015! Que se elevem os níveis de consciência dos humanos para que os animais não sejam mais vítimas de suas insanidades.

Férias? Que medo!!!

 


Você abandonaria seu filho para viajar de férias? Pois é, mas não é assim com os animais.Férias e abandono de animais: uma combinação que, apesar de cruel, é mais comum do que se pensa. Nesta época, ONGs e órgãos públicos registram aumento do número de bichos rejeitados. No Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Defesa dos Animais informou que a quantidade de cães e gatos deixados em abrigos triplica durante as férias. Na Suipa, maior ONG de defesa dos animais do Rio, a quantidade de bichos rejeitados cresce 70% nesta época do ano. O mesmo percentual é verificado nos registros da ONG Arca Brasil, de São Paulo. 
Apesar das políticas públicas e de ser o país que há mais tempo se preocupa com os animais, na França, a prática de abandono nas férias é comum. No país onde metade das famílias tem bichos de estimação, cem mil cães e gatos são abandonados por ano. Milhares são soltos em estradas por pessoas que vão viajar. O assunto já gerou campanhas educativas, com imagens de bichos abandonados espalhadas por estações de metrô de Paris.
No Brasil, protetores de animais se mobilizam para tentar amenizar o problema. Em Curitiba, a Secretaria de Meio Ambiente promove ações de conscientização da população durante as férias.
Apesar do grande número de animais abandonados, é cada vez maior o leque de alternativas para quem deseja viajar com bichos de estimação nas férias. A Associação Brasileira de Hotéis de São Paulo afirma que o número de estabelecimentos do tipo “pet friendly” aumentou significativamente nos últimos dez anos. Dos 2.500 hotéis paulistas, pelo menos 550 aceitam animais. A maioria são hoteis-fazenda, resorts e pousadas incluídos no chamado ‘Roteiro Pet’. O presidente da ABIH paulista, Bruno Omori, diz que o crescimento do mercado reflete a mudança no status dos animais de estimação dentro das famílias: “No passado, o animal de estimação ficava no quintal e sequer entrava em casa. Hoje, eles ficam dentro dos apartamentos. Alguns dormem até na cama dos donos”, lembra.
Quando o animal é maior, como um cão de porte médio a grande as dificuldades para os donos também são maiores.  Enfim, não adianta muito apelar para a consciência de certas pessoas. Os casos deveriam ser denunciados a autoridades e as pessoas devidamente punidas. Claro que não sou autoridade, mas acho que existe possibilidade disto sim.

 


Começando bem o ano com o Bob, amigo inseparável de Gabryel Victor, filho da Carlinha, a artista que faz com o maior carinho a diagramação desta coluna.

Também esta fotógrafa de Andréa Marega esteve ilustração a coluna do Natal. Todo mundo ficou doido com ela. Pois bem, essa profissional das lentes é a Nina
Guilhermina sempre vem passar as festas de final de ano em Uberaba e desta vez, gostou de ver a coluna do Jornal de Uberaba dedicada aos Pets. Gostaria que ela levasse de lembrança, essa edição com foto dela e seu lindo Lulu da Pomerânia, o Tous

Perdido na Provença

Cookie se perdeu no dia 7 de março de 2013, quando passava uma breve estadia com sua dona, a escritora Dan Bouchery, na cidade de Grasse, na Provença,  região Sul da França. No dia 14 de outubro último, o bichano retornou a casa onde vive, na cidade de Beaumont-en-Auge, na Normandia, noroeste do país, após uma jornada de um ano e sete meses e 1,2 mil quilômetros percorridos.

A incrível viagem de Cookie começou em janeiro do ano passado, quando, por motivos profissionais, Dan viajou para Grasse por um período de três meses. Por causa das restrições do hotel, o gato passava a maior parte do tempo trancado dentro do quarto e, querendo tornar a estadia mais prazerosa, a dona levava Cookie para passeios no jardim do estabelecimento. No dia 7 de março, ele desapareceu.
Desesperada, a escritora não cessou as buscas até a data do retorno para Calvados. Imprimiu posteres e pagou por anúncios no jornal local “Nice-Matin”, mas os esforços foram em vão. O que aconteceu desde então é um mistério.
Em agosto deste ano, Dan recebeu um telefonema de um veterinário na cidade de Orbec, a cerca de 50 quilômetros de Beaumont-en-Auge, que identificou Cookie pelo microchip implantado sob a pele do bichano.
Acontece que o gato estava sendo cuidado havia três meses por uma mulher, que o havia encontrado abandonado na rua.
Após uma conversa com a polícia, a mulher concordou em devolver Cookie à sua dona e, enfim, no dia 14 de outubro, os dois se reencontraram.

 

Meu querido Chien


Para começar o ano, me dei o direito de falar sobre meu querido cão Chien, representando aqui os famosos vira-latas ou, como são chamados hoje, srd (sem raça definida). 

O vira-lata sempre existiu. É impossível datar o momento em que a primeira cruza entre dois cães de duas raças diferentes não foi bem aceita pelo homem e foi descartada na rua, por isso, sempre estiveram presentes.
Todo vira-lata parece com alguma raça. Afinal em alguma parte da sua árvore genealógica existe um cão de raça.
A principal característica é que não existe uma aparência previsível para os vira-latas. Eles existem em diversos portes e podem apresentar combinações super inusitadas como cabeça pequena para um corpo grande, orelhas grandes demais, patas desproporcionais ao tronco, entre outras. 
Vira-latas quando vivem em casas com uma família responsável, vivem muito. Há casos de cães que viveram cerca de 20 anos. Porém, enquanto estão nas ruas, sua maioria vive no máximo até os 5 anos de idade, pois infelizmente precisam lidar com falta de comida, pessoas mal intencionadas, carros que não freiam para animais e total falta de abrigo para os dias frios ou chuvosos.
Até no mundo das celebridades a adoção é muito praticada, famosos como Miley Cyrus, Robert Pattinson e Ellen Degeneres possuem cães vira-latas. Danilo Gentili e Luisa Mell, não cansam de mostrar dedicação a causa.
Adotei meu “vira-latas” na 3P há quase nove anos. Ele era um bebê. Chien tem todos os cuidados que tem um cão de raça. Vacinas, passeios, higiene lugar para dormir. É meu fiel companheiro desde então e posso testemunhar que adotar é realmente “tudo de bom”.

 

Hérnia de disco em cães: a dor é tão intensa quanto nos humanos

Tida como uma das causas mais frequentes para a paralisia de cachorros, a discopatia em cães pode ser amenizada de diversas maneiras para manter o bem-estar do seu pet. Afetando seres humanos e animais, os problemas relacionados à coluna espinhal são responsáveis por dores insuportáveis e que podem evoluir até causar uma paralisia. Relativamente comum, a discopatia em cães pode causar complicações que alteram o sistema nervoso do animal, além da diminuição de sensibilidade e dos movimentos, incontinência urinária e, principalmente, muita dor.
Em boa parte das vezes causada por lesões e traumas na medula espinhal, a discopatia em cães apresenta sintomas bastante típicos, e um cachorro acometido pelo problema pode passar a andar de cabeça baixa, com o pescoço rígido, orelhas para trás e caminhar cauteloso (como se estivesse com medo), demonstrando claros sinais de sofrimento e dor.
Nos casos em que o problema tem um trauma forte como causa, ocorre o deslocamento do disco intervertebral de maneira drástica, causando a lesão medular e, consequentemente, muita dor no animal.
Dentro do conjunto de fatores genéticos que indicam uma predisposição maior para a ocorrência da discopatia em cães estão o porte pequeno, as pernas curtas e a coluna alongada, sendo que os cachorros das raças Lhasa Apso, Pequinês e Dachshund são os mais propensos a desenvolver problemas de disco. Entre os animais de grande porte, os da raça Dobermann são os que têm maior probabilidade de apresentar o problema.
 O tratamento indicado para a discopatia em cães varia de acordo com a gravidade do caso e o motivo desencadeador do problema. A indicação em casos mais intensos e complicados (que envolvem paralisias e a compressão medular) geralmente é cirúrgica, no entanto, tratamentos clínicos e mais conservadores também podem ser recomendados em casos mais leves do problema.