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Amigo Animal

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Marcos Moreno 24/04/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos." - Dr. Louis J. Camuti

 

Olhos nos olhos

“Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”.  A música famosa interpretada por Maria Bethânia fala de relacionamento entre duas pessoas. Mas aproveitei para chamar atenção e falar do que um olhar canino pode provocar nos humanos.  Nem todos, naturalmente. Humanos não são perfeitos como os animais. Loooooooonge disto!!!  Estudiosos e doutores no assunto, afirmam que o vínculo especial que existe entre o homem e seu melhor amigo, o cachorro, é construído em um processo hormonal ativado quando se olham. Isto funciona de maneira semelhante ao que se dá entre mãe e filho, apontou um estudo publicado pela revista "Science". Já falamos disto aqui na coluna Amigo Animal, mas sob outros aspectos. Agora estamos tentando informar o que a ciência pesquisou e confirmou.

Uma equipe, liderada por Miho Nagasawa, da universidade japonesa Azabu, comprovou como o olhar entre o cachorro e seu dono dispara nos dois os níveis de ocitocina no cérebro, hormônio relacionado a padrões sexuais e a conduta paternal e maternal.

A ocitocina atua também como neurotransmissor no cérebro e tem um papel importante no reconhecimento e estabelecimento de vínculos sociais, assim como na formação de relações de confiança entre as pessoas.

Para realizar esta pesquisa, os cientistas puseram vários cachorros com seus donos em um quarto e documentaram cada interação entre eles durante 30 minutos.

Depois, mediram os níveis de ocitocina tanto na urina dos cães como na de seus donos e descobriram que o contato visual constante entre eles elevou os níveis do hormônio nos cérebros de ambos.

Em um segundo experimento, os pesquisadores passaram ocitocina nos focinhos de alguns cachorros e os colocaram em um quarto com seus donos e alguns desconhecidos.

Os animais responderam aumentando o tempo que olhavam para seus donos e, após meia hora os níveis de ocitocina cresceram nos donos dos cachorros tratados.

Como os lobos não tiveram esta mesma resposta, mesmo quando foram criados por humanos, os pesquisadores sugerem que este mecanismo de conexão entre o homem e o cachorro tenha surgido durante o processo de domesticação destes animais.

"O mesmo mecanismo de conexão, baseado no aumento da ocitocina ao se olharem, que fortalece os laços emocionais entre mães e seus filhos, ajuda a regular também o vínculo entre os cachorros e seus donos", concluiu a pesquisa. Então...quando chamamos nossos cães de filhos...!!!

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Flash Pet


Olívia é uma menina que adora o campo. Ela é “irmã de Bela” e as duas são do Henrique Borges, que tem que ter psicologia com dois temperamentos opostos


Esse lindo é o Oliver, que está para adoção na SUPRA ONG. Lá tem outras centenas de “irmãozinhos” que precisam de um lar. Quem quiser e puder, entre em contato. Para adotar e não para deixar lá.

Tuka é uma modelo. Na foto ela está vestindo grife Maria Bonita. Mas o detalhe mais chique são as unhas pintadas. Pode?

Dicas de Raça

A raça de Rosa


Como hoje temos uma bela história na seção Pet Aventura sobre Rosa, uma cadelinha Dachshund, vamos falar um pouco desta raça.  No século 16, foram feitas referências a um cachorro “baixo de pernas tortas”, chamado de cão escavador, Dacksel ou cão texugo. O nome moderno, Dachshund, quer dizer simples cão texugo (dachs hund) em alemão. O Dachshund é corajoso, curioso e está sempre em busca de aventuras. Ele gosta de caçar e de cavar, de seguir uma pista com o faro e de enterrar depois de caçar. Ele é independente, mas quer participar das atividades da família sempre que pode. Ele se dá muito bem com as crianças de sua família. Alguns latem. 
 Apesar do Dachshund ser ativo, sua necessidade de exercícios se satisfaz com passeios moderados na coleira e caçadas no jardim. O pelo liso requer higiene básica. O pelo longo precisa ser escovado uma ou duas vezes por semana e tosas ocasionais dos fios soltos. A principal preocupação com essa raça, é justamente com problemas nos discos intervertebrais. Exatamente o que aconteceu com a Rosa.
 
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Pet Aventura


Hugo é um senhor que há 12 anos tem uma cadelinha da raça Dachshund  que, naturalmente, é uma filha, companheira, dona do seu coração que tem 80 anos. Desde sempre Hugo sempre teve cães e cuidou deles até virarem estrelinhas. Ele é na prática, um professor doutor em relacionamento entre homem e cão. Alguém duvida de uma experiência desta? Há alguns anos Rosa, que é o nome da cadelinha, tece uma fratura na coluna, ficando por muito tempo sem os movimentos das patas traseiras. Hugo estudou a fundo o assunto, pesquisou, tratou, mas os prognósticos eram sempre muito ruins. Depois de tentar todo tipo de tratamento disponível, sem sucesso, Hugo projetou uma cadeirinha de roda especial para que ela pudesse tocar o chão com as patinhas. Rosa aprendeu rapidamente a usar a cadeirinha e corria por todos os lados, feliz da vida. Um dia participou de um concurso.  Hugo, se sentindo ainda mais estimulado e feliz com o sucesso dela começou a tratá-la também com Sucupira, antiga terapia humana usada para alívio de dores e recuperação de estruturas ósseas. Foram 3 anos de tratamento e muita luta até que Rosa conseguisse andar. Em exemplo de dedicação. Hugo é uma pessoa que merece ser reverenciada, uma lição de determinação e caridade. Hoje a cadelinha Rosa corre feliz, apenas com uma certa dificuldade, mas sem o auxílio da cadeirinha de rodas. Quem tiver um caso bacana ou queira contar o dia-a-dia de seu pet, mande para a coluna que vamos publicar nessa seção que sempre confirma que ter um pet é realmente uma grande aventura.

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