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Amigo Animal

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Marcos Moreno 02/05/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?" - Buda

 

As novas vítimas

A exemplo do que está acontecendo na Argentina, já chegou ao Brasil a “moda” de roubar  cães de raça. O motivo é óbvio, só pegamos os péssimos exemplos. Nos bairros mais nobres de São Paulo, a coisa tá feia mesmo.

Na nossa vizinha Argentina,  o roubo destes animais se multiplicou no último ano. Os parques públicos e os estabelecimentos comerciais de bairros de luxo são os lugares preferidos pelos ladrões para roubar os cachorros.

O maior número de denúncias de roubo destes animais, que supera amplamente as mil ocorrências no último ano, foi registrado na província de Buenos Aires. Mas o fenômeno, que começou a ser detectado há cinco anos em pequena escala e se multiplicou, se repete nas capitais do interior do país.

Segundo  fundador da ONG "Defendamos Buenos Aires", que ajuda os donos a fazer as denúncias e iniciar campanhas de busca de seus animais de estimação desaparecidos, apenas 8% dos animais roubados foram recuperados até o momento.

As raças mais roubadas são o pug, o buldogue francês, o cocker spaniel e o caniche toy. Os cães são vendidos depois em feiras ou leilões via internet. O “povo” de lá, como povo de cá, compra e incentiva o crime...

Segundo porta-voz da ONG, se trata de gangues organizadas que dividem tarefas: procura de cachorros de raça nas ruas, roubo com uma caminhonete ou uma moto e custódia dos animais até sua venda. Afinal, organização criminosa na vizinhança... é o que há. O interessante é que o crime cresce nestes lugares, em tempo inversamente proporcional às políticas de cuidados com os animais. Na próxima coluna gostaria de falar de novidades. Porque “essas coisas” todo mundo já sabe.

 

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Flash Pet


Essa coisinha mais fofa é um menino que quer e precisa ser adotado. Foi resgatado pela ONG Santo Focinho. Ele, como tantos outros coleguinhas, precisam mesmo de um “lar”.

Essa carinha tão humilde foi encontrado e resgatado pela SUPRA, com uma patinha quebrada. Ele também precisa se adotado. A carinha não nega: é muito bonzinho.


E esta é a Angelina. Super dócil, está também esperando por um lar pra chamar de seu. Por enquanto está abrigada pela ONG Lar do Pulguinha.

 

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Saúde Animal

Surdez em cães


São muitos os 
fatores que causam a surdez em cães. Tanto que a condição, pasmem, é considerada comum. Algumas das causas podem ser evitadas, como as otites - infecções do ouvido que podem levar a danos aos nervos responsáveis pela audição. No entanto, causas genéticas e intoxicação por uso inadequado de medicamentos podem causar a surdez em cães também. Qualquer cão pode ficar surdo, mas é possível conviver bem com a surdez canina. Saiba mais aqui.

Mas, normalmente, a surdez entre os cães  é causada pela falta de cuidado dos tutores. A otite é uma das condições mais comuns causadoras da perda de audição entre os cães. 

Existem também os cães surdos de nascença. Trata-se então de uma predisposição genética. Cães albinos, principalmente  das raças Dogue Alemão e Dálmata, possuem genes ligados à cegueira e à surdez. Dessa forma, os Kennels Clubes e criadores credenciados não permitem o acasalamento desses cães que, apesar de serem muito bonitos, estão fadados a esses problemas.

Cachorros ainda podem ter surdez como sintoma secundário a outro problema, como a ocorrência de tumores na região da cabeça, cérebro e nervo auditivo, doenças como a síndrome vestibular. Com a velhice, alguns cães podem perder gradativamente a audição e de forma associada à Síndrome da Disfunção Cognitiva, o Alzheimer dos cães. Todas precisam ser investigadas pelo médico veterinário, que pode solicitar exames complementares para o diagnóstico definitivo.

No caso de um diagnostico definitivo de surdez, não existe muita solução. O melhor é procurar a ajuda de um adestrador para orientar-se sobre qual a melhor maneira de lidar com o cão surdo de maneira eficaz e segura. Qualquer alteração de comportamento, deve-se sondar sobre este problema.

 

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Dicas de Raças

“Fala mais que papagaio”


É muito comum nos referirmos á uma pessoa que gosta muito de conversar com a expressão “fala mais que um papagaio”. Calor que estamos fazendo referência a esta aves, que são um dos pets que disputam a preferência humana por companhia de animal.

 Para falar a verdade, eles não sabem falar, mas possuem uma grande capacidade de imitar sons dos mais variados tipos, principalmente a voz humana. Ou seja, eles apenas repetem o que falamos!

Os papagaios apresentam inteligência acima da média entre as aves e sua capacidade intelectual o faz decodificar e memorizar novos sons. Além disso, para “falar” eles contam com um conjunto de características e estruturas adaptadas. Os formatos recurvados do bico, do céu da boca e da língua, associados à parte respiratória, facilitam a reprodução de sons mais graves, parecidos com a voz do homem.

A capacidade de imitar sons já começa a partir dos 2 meses de idade e durante o primeiro ano de vida, ele assimila melhor o que ouve e por isso, essa é a melhor fase para aprender a imitar os sons. Quando vimos um papagaio que não fala muito, não significa que ele tenha algum problema. Alguns indivíduos, assim como nós, são mais falantes e outros mais introspectivos. O temperamento da ave, condições em que vive é que define se ele será falante ou não!

O falatório dos papagaios vale tanto para as palavras, como para qualquer outro som. Papagaios que convivem com cães, também aprendem a latir. Outros miam, como o gato, e assim por diante. O mais curioso é que justamente por isso o papagaio pode “falar” várias línguas.

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