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Amigo Animal

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Marcos Moreno 28/08/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Tome partido. Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. Silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado"- Elie Wiesel

 

Lembrar de esquecer!!!

Há coisas, fatos e pessoas que marcam a história, que deveriam ser esquecidos.  Ou lembrados para que jamais se repetissem os fatos, promovidos por pessoas e que tanto mal causaram de uma forma ou de outra. Um paradoxo, sem dúvida. Vamos ver o caso da vaquejada.

Enquanto o Ministério Público Federal aciona o Supremo Tribunal Federal para que a vaquejada seja proibida, sob a alegação de que o tratamento cruel dispensado aos animais ofende a Constituição, a Assembléia Legislativa de Alagoas discute um projeto de lei que torna a vaquejada um patrimônio cultural do estado.

Por isso, a jovem Aline Ferreira, defensora dos animais que mora em Maceió, criou um abaixo-assinado na plataforma Change.org para pedir ao presidente do parlamento alagoano, Luiz Dantas, que arquive o PL, de autoria do deputado Dudu Holanda. Em menos de dois meses, ela já conseguiu mais de 45 mil assinaturas.

A prática cruel é condenada por diversas entidades de defesa dos animais.

Durante a atividade, muitas vezes eles são derrubados no chão com tal força que acabam com fraturas nas patas, traumatismos, chegando até a serem sacrificados depois. A cidade de Fortaleza já proibiu a prática por considerar que os animais são submetidos a maus-tratos.

 “Quem, como brasileiro, quer ser representado pela crueldade contra animais?”, pergunta Aline no texto do abaixo-assinado.

Diversão humana a custo de sacrifício de animais é coisa muito primitiva. Antes, até seres humanos eram submetidos a isto em arenas, como em Roma, o que todo mundo sabe. Ainda existem lutas humanas por esporte, mas quem está lutando não é escravo, está lá por que quer. Agora os eventos envolvendo animais, como touradas, rodeios e a tal da vaquejada... Pelo amor de Deus, isto não pode ser considerado patrimônio cultural, tem que ser abolidos como “cultura da crueldade”.

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Flash Pet


Nina e Molly. Enquanto a Molly faz suas molecagens, alegra a Nina, que já tem 15 anos e não enxerga. As duas são tratadas com o mesmo amor pela Maria Luiza e pelo Paulinho e, entre elas, curtem o maior afeto

Larga que essa almofada é minha!!! Flash da Francisca, da Marisa de Oliveira, brincando com suas almofadas. Elas são companheiras de todas as horas

E esse é o Toretto, filhotinho todo paparicado pelo Paulo Henrique. Pelo jeito, é claro que será criado com todos os cuidados que merece

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Saúde Animal

Pelos por todo lado!


Os gatos são animais extremamente dóceis e espertos, mas que causam certa resistência por parte de algumas pessoas devido ao excesso de pelos que eliminam. Em casas que possuem crianças com asma, por exemplo, é recomendável que se evite o contato com o animalzinho, já que os pelos podem ser um dos agentes causadores das crises.

É completamente normal que os gatos troquem a pelagem, mas é importante salientar que a queda fisiológica, isto é, aquela que é considerada normal, não deve ser exagerada nem resultar em áreas alopécicas (sem pelos). A queda excessiva de pelos ou mesmo a existência de áreas sem pelos pode sugerir enfermidades dermatológicas, sistêmicas e até mesmo deficiências nutricionais. Os banhos de rotina devem ser realizados com intervalos não inferiores a uma semana, empregando-se produtos apropriados para a pele felina. 

Quando o gato realiza o "grooming" (isto quer dizer lamber o pêlo) faz não apenas a limpeza dos pelos, mas também os "coloca no lugar". Contudo, esse comportamento propicia a ingestão de pelos, que, particularmente nas raças de pelos longos, podem se acumular no trato digestório, formando bolas, os chamados pilobezoários, e causando problemas, como vômitos. A maneira mais simples de prevenir sua ocorrência é realizando a escovação sistemática do animal para remover os pelos soltos antes que sejam ingeridos, além de manter as medidas de higiene e limpeza adequadas.

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Dicas de Raça

Fundamental

Já dizia o poeta Tom Jobim que, “fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho...”.  As raças de animais são uma riqueza da natureza. Hoje em dia é mais fácil pesquisar sobre uma raça específica de um pet para que seja adequada a sua criação. Por exemplo, cães que se adaptam melhor a apartamentos ou aqueles que não podem ser confinados em pequenos espaços. Raças para fazer companhia, guarda e etc. Não só cães, como gatos e outros tantos pets. Dicas, criadores e espécies é o que não falta. Felizmente também crescem as campanhas de adoção de animais sem raça definida, especialmente os cães, os famosos vira-latas. Fundamental é mesmo o amor... No último final de semana fui à casa de uma amiga que cuida de vários animais, todos resgatados de situações ruins e recuperados graças aos cuidados e ao amor incondicional dessa amiga e das pessoas que com ela convivem diariamente. Por acaso, havia uma bela ninhada, filhos de uma cadelinha salva já prenha e que encontrou lá um ótimo lugar para parir seus filhotes. Nasceram 8, mas um não resistiu. São lindos. Tem um cinza de olhos azuis, outros tigrados... Estão todos para adoção. Essa raça chama-se amor.


Essa lindeza e seus irmãos e irmãs estão para adoção. Contato com a coluna.

 

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Pet Aventura 

Esta semana foi lançado em Uberaba o livro “Viver o Amor aos Cães” de Ana Regina Nogueira, do qual já falei na coluna.  Hoje edito neste espaço, com autorização dela, claro, uma das aventuras narradas do espetacular livro.

O resgate de Mirna


Uma rede atenta de mulheres observa e ampara cães andantes; unem-se ainda mais em casos difíceis. Domingo, na praça, uma filhotona chamada Mirna, foi adotadas e em seguida rejeitada por uma mendiga. A rede se pôs em ação até descobrir que outro mendigo, como má fama de abusar de cadelas por divertimento, a recolhera. Conseguiram convencê-lo a levar Mirna para ser castrada com o intuito de encaminhá-la em seguida pra outro destino. Mas o mendigo buscou-a antes da hora com a veterinária, que não conhecia seu caráter. Ao lhe ser entregue, Mirna tremia e gritava com pavor. A rede foi acionada sem demora. Avistada com o mendigo-tutor no centro da cidade, duas protetora prontamente trocaram telefonemas, encontraram-se e planejaram a estratégia de resgate. Uma se aproximou do alvo, distraindo-o. Em sorrisos puxou conversa sobre a cadelinha. O homem grosseiro assustou-a. Estava feroz. Percebia algo, afirmava com violência que ninguém a tiraria dele. Como reclamou não ter ainda almoçado, tentando pacificá-lo com a voz cada vez mais suave, a protetora engabelou-o com R$ 2,00 para um café, ou o que lhe provesse. Às escondidas, a outra libertou Mirna com destreza e correu com as pernas que Deus lhe deu, escondendo-a furtivamente no automóvel. Lá se foram. Salva da selvageria, a bichinha cambaleava de fome e medo. Airosa e leve, hoje brinca de no Parque (São Francisco, na cidade de Lavras-MG), esperançosa, saltita enquanto aguarda um bom guardião.