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Amigo Animal

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Marcos Moreno 11/09/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais...os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento." - Charles Darwin


A capital das araras


A cidade no centro-oeste do Brasil ganhou o título informal de "capital das araras", uma homenagem às aves que se adaptaram de maneira única ao ambiente urbano da capital de Mato Grosso do Sul.

É um fenômeno sem precedentes nessa escala no país, segundo biólogos que estudam as aves na cidade.

A proximidade do Pantanal – a maior área alagada do mundo, um mundo de água doce e vida selvagem do tamanho de Portugal – ajudou. Campo Grande é arborizada e ainda mantém manchas de cerrado, buritizais e inúmeras árvores frutíferas.

As araras aproveitam um belo cardápio de espécies exóticas e nativas do cerrado – encontram comida em pelo menos 14 árvores, como jatobá, ingá, cedro-rosa e tamarindo.

Indiferentes ao movimento e ao barulho, elas fizeram morada em diferentes pontos da cidade, num fluxo que começou em 1999, após uma seca prolongada na região.

Optam por restos de buritizais, palmeiras secas e até ninhos artificiais, obra de moradores que começam mais e mais a se integrar com os bichos.

As araras ficam ainda mais visíveis nessa época do ano. É período de reprodução, que vai de julho a dezembro, e casais cruzam os ares em busca de ninhos para procriar.

Há moradores que chegam a oferecer abrigo para as aves. O major do Corpo de Bombeiros Pedro Centurião, por exemplo, durante uma obra na área de lazer de sua casa, resolveu cortar as folhas de uma palmeira que sujava muito o quintal.

Foi a senha para as araras começarem a frequentar o tronco. A família de Centurião providenciou uma estrutura de madeira no alto da palmeira para facilitar a estadia dos hóspedes.

Araras chamam a atenção pela coloração, conformação do bico e gritaria; aves se tornaram atração para moradores.

Isso foi há cerca de dois meses, e hoje um casal já choca três ovos no local. "Estamos ansiosos pela chegada dos filhotes", conta Centurião, de 51 anos.

Na cidade, fios chegam a ser encapados e transformadores de energia são trocados para preservar as aves.

O fenômeno aponta também para a necessidade de preservação da biodiversidade em áreas urbanas.

Arara com filhotes no interior de ninho; pesquisa mostrou que, apesar da influência do trânsito de veículos, 81% dos casais tiveram sucesso no voo de aves juvenis. (Foto: Instituto Arara Azul)

"Até 2030 a população urbana será 46% maior. Com isso, haverá pressão maior para exploração das áreas naturais, cada vez mais diminuídas. As áreas urbanas ganharão mais importância, e buscar equilíbrio entre desenvolvimento e manutenção da paisagem deve ser meta dos dirigentes públicos e de cada cidadão", diz uma pesquisadora.

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Flash Pet

 
Mel é a alegria da casa de Sérgio Teixeira e Marilú e Mariana. Onde eles vão, ela também vai. Viaja junto com eles. Faz parte a família

Essa é a Hana,uma cachorra muito inteligente do Paulo César, uberabense que mora em Franca. Paulo e Hanna estiveram visitando a cidade no final de semana passada

E essa grandona é Chiara, da Larissa. É descendente da raça fila, mas só tem tamanho e doçura. Tem medo é do companheiro pequenino. Boazinha e linda demais.

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Saúde Animal

A coluna hoje presta homenagem a todos os médicos veterinários pelo seu dia que foi comemorado esta semana, em 09 de setembro. Aqui estão alguns deles fotografados por Ramon Magela. Através desses, meu respeito e admiração a toda a classe.

Cláudio Yudi
Farley Gomides Torres

Marcelo Staciarinni

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Dicas de raças

O Apolo dos cães


Apelidado de “Apolo dos Cachorros”, o Dogue Alemão é provavelmente o produto de duas outras raças magníficas, o Mastiff Inglês e o wolfhound irlandês. O cão nobre tornou-se popular com a aristocracia rural, não só devido à sua capacidade de caça, mas também por causa de sua aparência de força embora graciosa.
 
Ela é uma raça alemã, naturalmente. No final dos anos 1800, O Dogue Alemão tinha vindo para as Américas. E rapidamente chamou a atenção, como faz até hoje. A raça atingiu uma grande popularidade apesar das dificuldades que existe em criar um cão gigante.
 O Dogue Alemão é gentil, carinhoso, descontraído e sensível. Costuma ser bom com crianças (mas suas brincadeiras podem ser inadequadas para crianças pequenas) e geralmente é amigável com outros cães e animais de estimação. É uma raça poderosa, mas sensível e fácil de treinar. É um ótimo companheiro para se ter na família.
Claro, precisa de fazer um pouco de exercícios todos os dias; para isto basta fazer uma boa caminhada ou brincar. Apesar de sua aparência forte, não é uma raça adequada para a vida ao ar livre e é mais adequado para dividir seu tempo dentro e fora da casa. Dentro da casa, o ideal é ter roupa de cama macia e espaço suficiente para que possa se esticar enquanto dorme. Alguns tendem a babar e geralmente não é necessário cuidar dos pelos do Dogue Alemão. Eles não vivem muito, tendo uma média de vida de 6 a 8 anos.
 

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Pet Aventura

Para quem entende!


Estou vivendo um momento difícil, com fatos que provocam os mais contraditórios e estranhos sentimentos. Claro que estou falando de mim mesmo, mas com relação ao meu cachorro Chien, tudo a ver com a coluna, ou mais, com o grande inspirador dela. Algumas vezes ela já me mordeu, ao que todas as pessoas perguntam: mas como? Seu próprio cachorro? Bem, o fato é que, Chien teve que ser operado de dois pequenos tumores. O manuseio com ele em se tratando de cuidar de algum machucado, sempre foi difícil, e a suposta causa de todas as mordidas. Suposta por quê? Não só o comportamento aparente do dono influencia o do seu cão. Os sentimentos também, como insegurança, ansiedade, etc. E a minha ansiedade, devido a todo o processo a que ele foi submetido, teve reflexos muito nocivos nele. Em dado momento depois da cirurgia, ao tentar um procedimento de cuidado, ele acuado, com medo, me mordeu o braço, fazendo um razoável estrago. Hospital, pontos, vacina (embora ele esteja rigorosamente em dia com suas vacinas) e antibióticos. E dor, muita dor. Mas a maior dor foi emocional. Esquecemos muitas vezes, que por mais que eles nos amem, são animais, e fazem o que sabem para se defender quando acreditam que vão provocar alguma dor física neles. Sentimentos antagônicos tomam conta da gente. A experiência é ruim, mas intensa. Surgem todos os sentimentos ao mesmo tempo (ou uma boa parte deles), como dúvida (será que ele será sempre assim?); onde está meu erro?; Será que minha ansiedade chega mesmo a esses níveis?; Lembro dos olhos dele me fitando sempre, como que me dizendo que sou tudo o que ele tem na vida.  Lembro de pessoas falando “mas isto é impossível, dá um sumiço nesse cachorro”; Penso no seu futuro sozinho, sem mim... Não há. Falo como pessoas, angustiado e, felizmente, nesses momentos surgem anjos para me acalmar a alma, me oferecer alguma ajuda. Pessoas que também convivem estreitamente com os cães. Há como isto é confortante!!! Como é bom você saber que alguém te entende, que reconhece sua angustia pela sua voz, mesmo  querendo parecer natural. Isto é maravilhoso em todos os sentidos, mas em se tratando desse, de um cão que você cuida com tanto carinho e  que te mordeu...raros entendem. As pessoas de quem estou falando sabem quem são. E o que devo agradecer ao cão? Claro que uma grande parte das pessoas irão pensar: dizer nada, mate-o!!! Mas eu, por causa desta situação (não estou falando de todas as agressões ou mordidas), vou agradecer por mais esta lição de respeito e por mais esse olhar de amor incondicional, porque logo após a reação instintiva, ele olha dentro dos meus olhos, bem no fundo, e os olhos dizem: me proteja, porque você é tudo o que eu tenho e amo.