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Amigo Animal

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Marcos Moreno 06/11/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Os cães são o nosso elo com o Paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz.”- Milan Kundera

 

Do Cinza à cor!

Fábio Brito, conheceu Jorge no bairro onde morava. Jorge era um morador de rua que acordava cedo para ganhar a vida.E sempre, a seu lado uma cadela chamada Pituca. Jorge não gostava muito de falar de si, mas dizia que tinha vindo do Nordeste tentar a vida aqui e não fora muito feliz. De qualquer forma, lá a situação era mais difícil e até fome tinha passado. “Aqui pelo menos isso não aconteceu.”

Aparentava uns 40 anos, mas não gostava de falar de si mesmo. Mas quando era para falar de Pituca, o semblante era outro. Até os olhos brilhavam. A partir desse conhecimento de Jorge e Pituca, Fábio começou a olhar diferentemente para essas pessoas, a reparar mais. Depois de um tempo, no caminho para o trabalho, parou e conversou com um morador de uma praça que tinha uma cachorra. Foi então que Fábio pensou no que poderia fazer para demonstrar essa relação. Surgiu a idéia da fotografia e ele queria começar com o Jorge.

Procurou-o por muitos dias, mas nunca mais o vira. Transformou esse despertar em um projeto. Teve amigos maravilhosos que acreditaram e o ajudaram. Enfim, eis que surge  “Do cinza à cor”.

 “Do Cinza à Cor” apresenta fotografias em P&B e a transformação dessas cenas em pinturas para despertar a reflexão sobre a importância do amor entre o ser humano e o animal, principalmente no contexto urbano.

Muitas vezes, a rotina intensa da vida urbana nos leva à automatização das nossas ações. Tornamo-nos parte de um sistema tão cinza e robotizado que não percebemos o que está acontecendo ao nosso redor, como o calor das cores e dos sentimentos.

Para despertar o olhar sobre um desses pontos que passam despercebidos por muitos de nós, foi às ruas da cidade de São Paulo para captar cenas e demonstrar a relação de amor que os carroceiros e moradores de rua têm com seus animais e como esse afeto é importante para o dono e o seu melhor amigo. O projeto está exposto desde ontem e fica até 19 de novembro no Espaço Cultural Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2.073, São Paulo. A mostra é resultado da captação de dezenas de imagens, sendo 30 obras fotográficas escolhidas em P&B e transformadas em 30 novas pinturas coloridas pelas mãos do artista Marcos Farrell, para demonstrar a existência da emoção nas cores. O intuito das imagens é estimular a reflexão sobre a condição e a relação recíproca de companheirismo e proteção entre o homem e o animal no contexto dos grandes centros urbanos. Parte das obras expostas será doada para a ONG Associação Bem-Estar Animal – Amigos da Célia (Abeac), que cuida de mais de 1.100 cães e desenvolve ações para a adoção responsável. Dica para que vai sempre a São Paulo.

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Flash Pet


 “Eu não posso mais ficar aqui, a esperar. Que um dia, de repente você volte, para mim...”

 “Sou pequenininho do tamanho de um botão, carrego papai no bolso e mamãe no coração....”

 “Um dia gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração...quero ver você, fazer manhã então...”

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Saúde Animal

Com moderação, tudo bem!

Coxinha, bolinho de carne, sushi. De sobremesa, churros e brigadeiro. Esse cardápio digno de festa de aniversário está disponível no mercado. Para cachorros. Diferentes empresas lançaram petiscos para pets com formas e cores que imitam guloseimas para os humanos.

Os ingredientes são completamente diferentes, claro. Tem carne, fígado de frango, farinha de trigo, aditivos nutricionais, entre outros. O objetivo não é exatamente conquistar o bicho pelo estômago. Isso vem depois, na hora em que o pacotinho é aberto e que o animal sente o cheiro do snack. Antes, a ideia é fisgar o dono com o apelo emocional: a proposta de incluir o bichinho nos momentos felizes da família. Afinal, a cor e a forma do alimento não têm muita importância para o pet, segundo o médico veterinário Jorge Meneghello, diretor do hospital veterinário Ethicus, em São Caetano do Sul (SP). “O animal percebe menos nuances de cores que o ser humano. Agora, o faro deles é muito bom. Cheiro e sabor os atraem”, diz. Portanto, forma de coxinha ou de sushi atraem é o dono.

A fabricante Petitos criou uma linha de produtos chamada “Delícias do Chef”, com coxinha, quibe, pastelzinho, mini salsicha, sushi, tortinha de frutas, mini churros, brigadeiro e beijinho. Segundo a empresa, “além de forma parecida com os nossos produtos, possui um aroma muito similar”.

A empresa Dog Beer, fabricante de cerveja para pets, lançou uma linha de petiscos com coxinha, bolinho de carne, picanha e linguiça. A proposta, segundo a empresa, é “que os cães possam acompanhar seus donos em festas e happy hours”, mas “sem riscos à saúde dos bichinhos”.

Já a fabricante Specialle Pet têm, entre seus produtos, os chamados “snacks finos”: coxinha, quibe, sushi, tortinha de frutas, brigadeiro e churros. A empresa vende também uma caixa com um mix de todos eles, chamada “linha festa” .As próprias fabricantes advertem: os petiscos devem ser oferecidos como premiação ou agrado e não devem substituir a refeição do animal.Os snacks são muito atraentes para os animais em termos de sabor e cheiro, mais do que a ração, mas não deve ser um alimento recorrente. “É como se fosse uma batata chips para o ser humano. Você pode comer de vez em quando, mas com moderação”.Em excesso, como tudo na vida, pode trazer problemas.

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Dicas de Raça

Bravo feito um galinho Garnizé!

Costumamos a nos referir a uma pessoa brava,  fazendo referência a uma “galinho garnizé” Não à toa. É uma das aves mais procuradas pelos admiradores. Como ave ornamental, o galo é conhecido como muito bravo, apesar de ser o menor galo existente no mundo. O seu valor está diretamente ligado ao seu tamanho, assim é que quanto menor mais valorizado se torna. Ao longo dos tempos os criadores foram aperfeiçoando geneticamente a tal ponto que, hoje existem galinhas desta espécie do tamanho de uma mão adulta. Crista vermelho intenso grande para o tamanho da ave e plantado na cabeça de forma vertical, bico com comprimento curto, ligeiramente curvado, pescoço bastante vertical com muitas penas, dorço pequeno de cor negro brilhante, calda com muitas penas de tamanho grande para o porte da ave, de tal forma vertical que chega a ficar paralelo ao pescoço. O galo usualmente pode ficar acompanhado por 10 galinhas. A variedade de cores hoje disponíveis nas galinhas de raça, é resultado da seleção humana, nos últimos 130 anos, tentando obter novos pigmentos nas penas nas aves. A palavra garnizé é antiga e corre fluentemente no vocabulário de pessoas que se interessam por aves de pequeno porte. A galinha garnizé tem uma característica importante, é excelente mãe e choca muito bem seus ovos. Pode inclusive, servir de ama e chocar ovos de aves de outras raças como os de faisão e de algumas galinhas de raças puras que não chocam. Mesmo com todas as semelhanças que existem entre galinhas comuns e garnizés, não é recomendável criá-las juntas, porque os pequenos galos garnizés carregam a fama de atrevidos, o que é verdade. Também são encontradas aves de raça pura comumente chamadas de garnizés. Fica dica para uma boa criação.