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Amigo Animal

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Marcos Moreno 13/11/2015
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Um indivíduo animal precisa de cuidados não porque sua espécie esteja em extinção e sim porque esse indivíduo está sentindo dor." - Ronnie Lee


Tragédia Global

A tragédia mais recente que entra para a história do Brasil vai levar o nome de “tragédia de Mariana”.  Mas não é só de Mariana e da região, não é só de Minas Gerais, não é só do Brasil. É do planeta. Já ouvi dizer que o meio ambiente levará no mínimo 10 anos para se recuperar, se isto for possível. A todo instante estamos vendo pela televisão matérias extensas sobre o acidente que matou algumas pessoas, mas destruiu a vida de muitas. Registros de imagens do que restou, ou melhor, do que não restou em quilômetros. A tragédia que caminha e vai chegar até ao mar. Um rastro de destruição. Pior, um anúncio de destruição ainda maior. Aos poucos a lama, ali, naquele local, começa a baixar e a forma das casas, escola, igreja e carros se assemelham a ruínas.

Para andar entre os escombros e a lama movediça os militares do Corpo de Bombeiros usam roupas de mergulho,  que facilitam um pouco a caminhada. As buscas, que têm início às 5 horas e só se encerram ao fim do dia, não se limitam as pessoas desaparecidas.
Elas também evolvem a procura de animais: bois, vacas, cães, gatos, patos e muitos outros. Especialmente para esses desaparecidos, os bombeiros contam com a ajuda de um grupo de voluntários treinados e pra lá de valentes. Desde que souberam do rompimento da barragem, um grupo de veterinários e integrantes de ONG's de resgate e salvamento de animais em áreas de risco tem retirado da lama diversos bichos que também foram soterrados. Já foram dezenas de cães, gatos, patos, bezerros, vacas, porcos e cavalos. Atuando desde a madrugada de sexta, eles já conseguiram salvar mais de 60 animais.

Quando descobriram que uma égua e seu filhote estavam atolados lado a lado, moradores e militares do Corpo de Bombeiros tentaram, de todas as maneiras possíveis, retirar os animais do local.
Na sexta-feira, no final do dia e com a ajuda de mais de 20 homens, o potrinho foi resgatado. A mãe, no entanto, continuou presa no local. O grupo voltou, mas o animal não resistiu.

Entre as muitas histórias, um cão, com carinha de faceiro, chegou na Arena Poliesportiva de Mariana na madrugada da sexta-feira, como herói. Durante a inundação em Bento Rodrigues, o cachorrinho foi quem deu o alerta para que uma criança e seu pai fossem salvos. A vítima estava com as pernas quebradas e não conseguiu se livrar da lama sozinho. O cãozinho, então, latiu “apontando” para o local onde estavam as vítimas. Depois de tanto trabalho, ele foi levado a um veterinário e tomou um banho. Portanto, a ajuda foi recíproca. No meio de tanta tragédia, ficam várias lições. Quais delas nós, os homens, vamos aprender?

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Flash Pet


Calvin divide a atenção do Leandro de da Sabrina com a Olívia. São dois sortudos cães da raça labrador que têm um “lar” pra lá de bom, porque esses tutores são nota 10!

Essa é a Sabrina. O nome é dos mais românticos. Lembram do filme? Pois é! E ela, claro, faz jus ao nome.

Bento é o mais novo integrante da família Moreno. É o xodó do Fernando e da Paulinha. Só dos dois não. Da família inteira. Só vai pro chão se quiser...

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Saúde Animal

A Grande Dúvida!


Devo sacrificar meu cachorro?
Essa é uma pergunta que infelizmente muitas pessoas acabam fazendo mais cedo ou mais tarde. Ver o sofrimento do animal é muito doloroso e muitos veterinários acabam aconselhando a eutanásia.

 Mas cuidado, alguns veterinários aconselham eutanásia para coisas totalmente contornáveis, como por exemplo, a paralisia dos membros traseiros. Não é porque um cão ficou paraplégico que ele não pode viver uma vida normal em uma cadeirinha de rodas. Muitos cães vivem! A eutanásia é pra casos extremos.
 Se a eutanásia é proibida para seres humanos, porque então ela é permitida para os animais? É justo tirar a vida de um ser? Essa é uma questão muito polêmica e muitos tem opiniões contraditórias, porém só é possível saber o que faríamos se estivesses frente a frente com a tomada dessa decisão. Não nos cabe julgar a decisão de alguém.
 A decisão pela eutanásia não deve ser por causa de despesas médicas ou falta de tempo pra cuidar do animal. A decisão deve ser tomada juntamente com o veterinário, que irá seguir critérios médicos, normalmente para casos irreversíveis onde é impossível a recuperação do animal.
  O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou um guia de boas práticas para a eutanásia de animais, que leva em consideração o fato de que os animais são capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. Esse guia serve para orientar veterinários e donos de animais na tomada da decisão sobre a eutanásia e os métodos utilizados.
Uma vez decidida a eutanásia, o médico veterinário vai utilizar métodos que reduzam ao máximo a ansiedade, o medo e a dor do animal. O método também deverá gerar a perda imediata da consciência, seguida da morte. Precisa ainda ser seguro o suficiente para garantir que o animal não sobrevive ao procedimento, o que causaria ainda mais dor e sofrimento.

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Dicas de Raça

O gato Himalaio

Também conhecido como gato do Hilamaia, está entre grandes raças desejadas devido a sua semelhança com o Persa. Mas, embora parecidos, não são da mesma raça.

O gato Himalaio surgiu do cruzamento do gato Persa com o Siamês, mas conquistou o seu próprio público. Embora não seja um Persa, as características são praticamente as mesmas e, por isso, essa raça atrai os mesmos fãs de Persas e há quem ainda queira ter um de cada raça.

Estes gatos gostam de viver em apartamentos até por questão de limpeza, já que ao ar livre podem sujar facilmente e embaraçar a pelagem. Porém, por gostarem muito de brincar, precisam de algum espaço para isso, não sendo daquele tipo de gatinho que se espreme em qualquer lugar.

É importante ter um cantinho para que ele fique à vontade para brincar, onde você deixe diversos objetos que possam distraí-lo. Da mesma forma, tome cuidado com objetos que possam machucá-lo.

Ele se dá muito bem com outros gatos, sejam de raças diferentes ou da mesma raça, e pode brincar até mesmo com cachorros.

A única orientação é escolher uma raça pequena, já que cachorros maiores podem machucar os gatos durante as brincadeiras.

Eles quase não miam, nem mesmo na época de acasalamento, e possuem um miado suave e muito aprazível. Assim, quando ouvir sua voz, será algo bem mais suave se comparado aos outros gatos.

Por ter muito pelo, pode ser que crie as famosas bolas de pelo, causando engasgamentos e fazendo com que os pets soltem tufos de pelos em algumas ocasiões. Nesses casos, é importante consultar o veterinário e ver a melhor forma de agir.

Assim como outras raças de pelos brancos e olhos azuis, o Himalaio, quando possui essas características físicas, pode ser surdo. Se somente um dos olhos for azul, somente um dos ouvidos apresentará a surdez, mas, se os dois forem, será totalmente surdo.

Fique atento antes de comprar o seu gato Himalaio para saber se está comprando um animal com surdez, mas saiba que isso não o impede de realizar as atividades e ter as mesmas características dos demais.