Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Amigo Animal

ACESSIBILIDADE: A A A A
Marcos Moreno 15/01/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"A proteção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos." - Victor Hugo

 

Quando pouco é muito e muito é pouco

Acontece em qualquer segmente da vida, a qualquer momento e por tudo. Achar a medida certa para as coisas não é uma tarefa fácil. Mesmo porque não se trata de tarefa e sim de espontaneidade, entre outras coisas. Como a coluna é sobre pets, nosso texto discorrerá sobre o que podemos fazer pelos bichinhos. Lembro-me perfeitamente que há muito tempo fiz uma matéria (muito antes da coluna existir) sobre o trabalho que uma amiga fazia no Centro de Zoonoses de Uberaba. O que me despertou foi a dedicação dela e o esforço para o encaminhamento de cães para lares, o que deveria ser um trabalho constante, mas que, infelizmente, não é. Existem ONGs que estão fazendo excelente trabalho, mas, neste caso, quanto mais, melhor. Enquanto fazia a matéria deixei escapar o quanto gostava de cães e ela me sugeriu levar um para casa. Argumentei que não teria tempo para cuidar, que o veria pouco. Ele contra-argumentou que não tinha problema. Se eu desse um lar e cuidados necessários, já estaria muito bom. Realmente, esse é o caso quando o pouco é muito. Melhor que eles ficarem vagando abandonados pelas ruas, é ter um lugar coberto para dormir e uma comida garantida. Isto não custa nada. É fácil fazer. E seria muito para os animais em situação de abandono. Mas, por outro lado, engana-se a pessoa que se refere aos animais de estimação, achando que eles precisam apenas de comida e abrigo. Repito: melhor ter isto do que não ter nada. Mas não, eles não querem só comida e teto. Eles querem amor, companhia, carinho. Por experiência sei que muitas vezes eles deixam de comer para ficar perto do dono, com medo que ele se afaste, vá embora. Como qualquer outro ser (acho que todos) eles querem sim, companhia. Então, neste caso, que vai além de um resgate físico, o muito de outra situação pode ser pouco.  Portanto, antes de ter um animal de estimação, especialmente um cão, deve se pensar muito bem. Tem que ter certas garantias, como alguma condição de  levá-lo ao veterinário se ele for vítima de atropelamento, de manter as vacinas em dia e dar atenção a ele. Enfim, o pouco e o muito no caso de um animal, também são relativos. Se você tiver uma tartaruga como animal de estimação, esses carinhos são dispensáveis. E, mais fácil ainda, ela fica por meses, hibernada. O cão, que é o animal mais socializado com o homem, pode num primeiro momento, precisar apenas de comida e abrigo. Mas depois, uma atenção é essencial. Vejam a fidelidade do vira-lata em matéria desta edição.

 

***

 

Flash Pet


O nome dele é Happy, e não poderia traduzir melhor o sentimento da sua tutora, a Dinorah. Ele é mesmo a pura felicidade. Carinhoso, inteligente, esperto. Happy!

Padre tem um tutor de dar inveja. É o adestrador Adriano Santos. Se ele já tem a maior atenção com os alunos, imaginem com o seu próprio pet? Rotweiller puro.

E aproveitando uma “carona” a Maia foi dar uma volta com o Adriano e a Patrícia em uma dos passeios  do Padre. Contraste de cores que chamou a atenção de todo mundo. De passagem: ela é linda demais.

***

Dicas de raça

Mitos e verdades sobre o vira-lata


Sempre que se fala em cães, a grande preocupação é explicar tudo se baseando nas raças e quais são mais indicadas para qual situação. Porém, por que não falar do cachorro vira-lata e o todo o seu charme.

O cão de raça é considerado aquele que tem pedigree com certificado emitido. Qualquer tipo de mistura na linhagem do cão já o faz ser considerado mestiço, ou seja, um vira-lata.

Muitos mitos são gerados pela sabedoria popular em torno de cães vira-latas, em todos os sentidos. Mas nem todos são verdades.

“Cães vira-lata são mais inteligentes que os de raça”. Mentira. Todo cão tem a mesma capacidade de aprendizado, tudo vai depender de como o dono o cria. “Cães vira-lata não precisam ser vacinados”. Mentira. Todo cão deve ser tratado e medicado da mesma forma, independente da raça. “Cães vira-lata são mais fortes que cães de raça”. Meia Verdade. A característica de maior resistência de vira latas está mais relacionada com os vira-latas de rua, que por um evento chamado de pressão seletiva (sobrevivência do mais forte) os torna mais resistentes. Os vira-latas criados em casa têm a mesma predisposição a doenças que os de raça.

O cachorro sem raça definida é um cão como qualquer outro, o fato de ter muitas vezes saído das ruas para entrar na casa de uma família não o torna um cão imune a tudo, ele precisa de atenção, carinho e cuidados. Mesmo não sendo natural de o cão vira-lata ser exigente com comida, sempre é melhor alimentá-lo com a ração própria para seu porte, o que evita uma série de doenças e problemas de saúde.

Cães vira-lata de rua, principalmente aqueles que já tiveram um lar e foram abandonados, tendem a ser muito fieis. A fidelidade é uma característica reconhecida em diversas raças de cachorro, mas acredita-se que o vira-lata cria um vinculo especial com seu dono por passar tanto tempo nas ruas. O vira-lata típico do Brasil é facilmente reconhecido pelas pessoas, é um cão de porte médio, de pelo curto que se apresenta em diversas cores entre preto e bege claro, o que chega a variar com as condições do ambiente no qual vive. Por isso é muito difícil definir um padrão para o vira-lata enquanto cães de raça foram modificados para terem determinado comportamento e nunca vai ser encontrado dois vira-latas iguais. Esses cães, especialmente os que viveram na rua, se adaptaram ao ambiente e são capazes de fazer diversas proezas que talvez alguns cães de raça nunca venham a fazer.

***

Saúde animal

Cuidado com fungo


Uma das doenças mais comuns nos cães é a dermatite ou doença de pele. Os sinais clínicos são bastante variados, mas o pet pode apresentar queda de pelococeira, vermelhidão na pele, presença de pústulas, presença de crostas entre outros. É comum os proprietários logo acharem que o bichinho está com sarna. É natural que um leigo se confunda, mas ao mesmo tempo é muito importante saber que na grande maioria das vezes ele não tem sarna e sim uma dermatite causada por outros microrganismos.

Há diversos causadores de problemas de pele e um dos mais preocupantes é o fungo. Além de ele trazer danos para a pele do pet, na maioria dos casos, ele pode ser transmitido para as pessoas. Por isso, o cuidado precisa ser ainda maior.

Para saber se ele tem fungos na pele que estão causando o problema, ele precisará ser examinado por um médico veterinário.

O pet com fungo causador de dermatite tem queda de pelo, na maioria das vezes forma-se um círculo sem pelo na pele do cão, mas isso não é uma regra. A pele fica vermelha e em alguns casos, umas caspinhas podem ser vistas na região afetada.

O tratamento é longo e o proprietário precisará segui-lo a risca. O veterinário pode tanto indicar uma pomada ou spray local quanto um comprimido para tomar. Isso vai variar muito de acordo com o fungo encontrado, com o tamanho da lesão e com a idade do animal.

Se além do antifúngico o profissional receitar um antibiótico, não se assuste. Isso ocorre com freqüência porque em grande parte das vezes o fungo vem acompanhado de bactérias e há a necessidade de tratar os dois juntos. Com cuidado e atenção, logo ele ficará bem. 

***