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Amigo Animal

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Marcos Moreno 04/03/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Floresce o interesse crescente pela compreensão do mundo zoo, constatam-se a inteligência, sensibilidade, capacidade telepática e formação da lama animal...”- Ana Regina Nogueira no livro “Viver o Amor aos Cães”

 

Bon Appétit!!!

Há quem diga que o paladar dos animais não é lá grandes coisas. Falam mais sobre o sentido em relação aos cães, por motivos óbvios. São mais domésticos dos animais e mais próximos dos humanos mesmo. Mas sim, eles, os cachorros, sentem gosto sim. Não tanto quanto nós humanos. Sabor é uma sensação muita antiga em ternos evolutivos. Com a evolução de todas as espécies, os animais, e isso inclui o homem e o lobo, se tornaram mais especializados em distinguir os alimentos através de seu gosto e cheiro. A alimentação foi crucial para a sobrevivência dos seres primitivos. Tanto as pessoas quanto os animais,  começaram a perceber que quando um alimento tinha um gosto ruim, geralmente era um sinal de que aquilo não iria “cair bem”. Enquanto que o alimento com um gosto bom, sinalizava que  seria adequado à sobrevivência de quem o ingerisse. Justamente por ser fundamental para a sobrevivência é que os cães começaram a manifestar essa sentido.

No caso dos cães, a percepção do sabor depende dos receptores chamados de paladar. E o que define o paladar são papilas (pequenas saliências) encontradas na superfície da língua. A sensibilidade gustativa de uma animal, depende do número e tipo de papilas gustativas que ele tenha. O ser humana desenvolveu uma incrível sensibilidade para o gosto, com cerca de 9.000 papilas gustativas. Em contrapartida, os cães têm somente 1700. Gatos têm menos ainda. Apenas 470 papilas gustativas.

Cães não são considerados exclusivamente carnívoros, na verdade costumam ser considerados onívoros, mas, em resumo, gostam mesmo de é carne. Em estado selvagem, mais de 80% da dieta de um cão, é carne. As papilas gustativas do cão para reconhecer o gosto doce, reagem a um componente orgânico. Já o gato não tem isto. Uma dessas certezas que os cães reconhecem alguns sabores passa pela experiência de que eles não gostam, definitivamente, de gosto amargo.

Os cães também têm um paladar que é especialmente desenvolvido para a água, assim como os gatos e outros carnívoros. O homem não tem muito paladar para água. Cães saboreiam a água, sentindo um grande prazer.

Este sentido que faz com que os cães saboreiem a água, sentindo grande prazer, se encontra na ponta da língua dos cachorros, que é justamente a parte da língua que se enrola para carregar a água para dentro da boca. Essa área é responsável pelo sabor da água, mas particularmente, quando o cachorro ingere alimentos salgados ou açucarados a sensibilidade ao gosto de água aumenta. A suposição é que esta capacidade de saborear água evoluiu com os lobos como uma forma do corpo manter os fluidos internos em equilíbrio, depois que o animal comeu alimentos que resultam em maior volume de urina ou que exige um maior volume de líquido para ser processado adequadamente. Esta inteligência natural do organismo dos cães é fundamental para sua sobrevivência, já que são carnívoros, e como você já sabe, há um alto teor de sal na carne. É certo que nestes momentos em que o sabor especial da água é ativado, os cães claramente demonstram obter um prazer muito forte ao beber água em grandes quantidades. Portanto, eles sentem gosto sim. E, portanto, “bon appétit pour tus les chien” !!!

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Flash Pet

Flash Pet de hoje vai prestar uma homenagem à família. As famílias que se formaram misturando espécies e dividindo amor. Algumas são de pequeno porte, outras bem grandes. Alguns com “jeitão” de feras outros com jeitinho de anjos. Em comum, todos querem viver em paz, com respeito e muito carinho.


Fabiano Moreno e suas “feras” adestradas. São de uma raça que metem medo, mas são educadas para um bom convívio. A foto prova isto

Marina Junqueira e sua família de Pugs. Todo mundo quer pegar, colocar no colo, fazer um carinho.  São fofinhos demais

Esta é uma família “importada”. Luciana Galvão e seus Pastores de Maremano. São lindos, vivem felizes num espaço maravilhoso e mantêm uma harmonia invejável.

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Dicas de Raça

Quem pensaria?

Só mesmo quem faz criação e os muito apaixonados por porquinhos da índia para saber que existem várias raças deles. É que a gente tá mais acostumado com cães e gatos e nem fica pensando que um roedor como esse pode ter de tão diversos tipos. Pois é. São muitos os “modelos”. Em comum, a docilidade.

Bem, entre as muitas raças, tem o porquinho peruano, que é uma raça de pelos longos e lisos com uma roseta na testa e duas no dorso, além de topete e barba. Com essa descrição fica parecendo um bicho feio, mas não é. O sheltie também tem pelos lisos, mas sem rosetas. O pelo da cabeça acompanha o restante do corpo, não formando franja. É uma raça considerada base para outras raças. A raça Alpaca (não é da família da lhama) tem pelo comprido e encaracolado, duas roseta e franja. Estão aparecendo agora no Brasil. Os Merinos são originários do cruzamento de outras duas raças diferentes entre si, e o lunkarya teve origem na Suécia. Estão achando muito? Isto é um pequeno exemplo. Existem muito mais raças. Tem Angorá e Angorá com ramificações com outros nomes. Na turma dos porquinhos de pelo curto, estão, entre outras raças, o Inglês, de pelo liso e curto. É um tipo de pelo da raça original dos porquinhos. Abissinio é a mais antiga de todas as raças. Pelo curto, áspero, com redemoinhos ao longo do corpo. Muito ativo e desconfiado. Tem o peruano de pelo curto. Tem o Teddy Americano, o Coroado Inglês, o Teddy Suiço...E ainda tem raça sem pelo.

 Essas raças sem pelos tiveram a sua origem no final dos anos 70 em porquinhos criados em laboratórios. A ausência de pelos ocorre graças a uma mutação natural e não a manipulação genética.

Devido à ausência de pêlo tem mais chances de sofrer arranhões e são mais sensíveis ao sol e as mudanças de temperatura. Seu metabolismo é mais elevado porque precisam de mais energia para  manter a temperatura do corpo, por isso precisam ingerir uma quantidade maior de alimentos. 

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Saúde Animal

O Sorriso do Cão


Causou muita discussão a postagem esta semana de notícia sobre o uso de aparelho ortodôntico em um cão. “Quando iríamos imaginar uma coisa dessas?”, perguntaram muitas pessoas. Outras tantas ficaram imaginando o cachorro sujando o aparelho de comida, ou mesmo sentado em cadeira de dentista. Claro não é assim. Mas o tratamento ortodôntico para animais existe já há 15 anos no Brasil. Não é muito utilizado, porque não há profissionais especializados (por enquanto) e claro, é algo invasivo sim e os animais não aceitam bem, salvo raras exceções. Mas há casos que o tratamento é indispensável para o animal poder se alimentar e mesmo para os próprios dente não causarem lesões graves neles próprios. O sorriso perfeito não é definitivamente o objetivo. Até porque essa é a maior dúvida entre os curiosos. Já as raças são tão diferentes. Uns têm focinho longos enquanto outros são achatados. Os aparelhos ortodônticos para animais são muito similares ao dos humanos. E claro, eles têm que ser anestesiados para a colocação. E o tratamento é mais rápido também.

O princípio de correção dental para animais é o mesmo que para os seres humanos: mover lentamente os dentes para o local correto.

“Em alguns casos, após o tratamento com o aparelho, é necessário o uso de um aparelho retentor, ou uma "plaquinha", como também é chamado, que irá garantir a manutenção da resolução do problema ao longo do tempo”.Os resultados de um tratamento desse nível em animais, especialmente em cães, é altamente positivo. O difícil é o animal acostumar com aquele corpo estranho em sua boca. Um animal que se submeter a um tratamento de dente, deve receber cuidado redobrado, tanto com a alimentação quanto com a limpeza.  O gato ou cão com aparelho dentário deve ter uma alimentação com comida macia, e isso muitas vezes significa trocar as rações secas por rações especiais ou até mesmo por comida caseira. As rações secas tradicionais são muito duras e, além de ser praticamente impossível para o bichinho mastigá-la com o aparelho, elas podem danificar o aparelho.  Outro cuidado imprescindível é a escovação diária. A comida pode ficar presa no aparelho e entrar em decomposição, sendo o ambiente perfeito para o alojamento de bactérias e até fungos, além de tornar o bichinho mais suscetível a cáries e formação de tártaro. Enfim, “assim caminha a bicharada”. Graças a Deus.