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Amigo Animal

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Marcos Moreno 01/04/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, Páscoa é amor.”- Albert Einstein

 

Direito dos Animais
Advogada Ambientalista, Lourdes Machado, membro voluntario do Fórum Nacional de Proteção e Defesa dos Animais e colaboradora do grupo Patinhas Carentes Verdes, nos relata fato ocorrido em Uberaba este mês, que fera, tanto a lei como o respeito aos animais. A coluna agradece a colaboração.

“Março, mês que comemoramos o dia Nacional dos Animais uma noticia bastante entristecedora: um caso de Leishmaniose no Jardim Copacabana, uma cadelinha eutanasiada e agentes realizando o teste rápido nos cães da redondeza.

Entendemos por bem esclarecer alguns pontos jurídicos sobre a questão:

Em primeiro lugar testes rápidos são insuficientes para diagnostico. Dados estatísticos demonstram que muitos exames acusam falso positivo e/ou falso negativo, portanto vários exames devem ser realizados. Além de campanhas de esclarecimento sobre prevenção e combate do vetor flebotomo vulgarmente conhecido como mosquito palha, birigui, etc..

Vamos nos ater às questões jurídicas que devem caminhar atreladas às questões clínicas e técnicas. Para entendermos melhor essa questão devemos voltar no ano de 1963 , época em que não tínhamos os avanços de hoje na Medicina e o Decreto  51.838 de 14 de Março daquele ano em seu art. 5 defendia que o cão doente deveria ser eliminado. Ao longo de todos esses anos, vários cães foram cruelmente assassinados condenados como vilões e transmissores da referida doença, tal prática não se mostrou eficaz no controle da doença e, além disso, fere o art. 225 parágrafo 1º , inciso VII da Constituição Federal bem como Lei 9.605/98 que salvaguardam direitos dos animais. Com essa absurda medida o poder público ludibria a população, sonega informações e fere a Lei Maior do País que é a Constituição Federal.  A população precisa saber que ninguém esta ‘investido de poderes para adentrar uma residência mesmo  para realizar um exame num animal, por duas razoes; a primeira é que temos a inviolabilidade de domicilio  (art. 5º inciso XI da CF) , a segunda é que a Lei Brasileira  dá direito ao  tutor/ proprietário de pleitear  indenização do Município no caso de eutanásia de um animal sob sua responsabilidade conforme  art. 1º da Lei nº 569/1948, com a redação dada pela Lei nº 11.515/2007. Os animais assim como o homem têm direito ao tratamento, ressaltamos que a portaria interministerial 1426/2008 já foi declarada inconstitucional através de Decisão Federal proferida em Ação proposta pelo Abrigo Dos Bichos de Campo Grande contra a União Federal. A respeito do referido processo o então ministro Joaquim Barbosa desacolheu os argumentos da União e se manifestou corroborando com o fato de que o tutor tem o direito pelo tratamento do animal.  E em 2015,  nova decisão manteve a suspensão da pratica da Eutanásia em cães diagnosticados positivamente ressaltando inclusive que tal pratica causa prejuízos a saúde publica.

A convivência com um animal portador da doença não contagia aquele que tiver contato com ele. O grande vilão é o mosquito que deve ser combatido. Os animais merecem ser tratados assim como os humanos.  Não são meros objetos, a eles devemos respeito e consideração. Temos leis que os protegem assim como temos meios de prevenção da doença não só no combate ao “mosquito” palha, mas também no que se refere a recursos para os animais tais como coleira, vacina etc. Lembramos que a Leishmaniose não é uma doença contagiosa e sim vetorial.  Sugerimos que no caso de um tutor proprietário esbarrar em dificuldades para tratar seu animal que busque os meios judiciais e assegurem o tratamento através de liminares.   Lembrando ainda que todo mamífero só écontaminado através da picada de um flebotomineo (vulgarmente mosquito palha) .Importante proteger quem está doente e quem não está.”

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Flash Pet

Eles são considerados símbolos. Não se sabe bem porque, afinal coelho não bota ovo, Páscoa é uma festa religiosa... Mas enfim, falou em Páscoa, a meninada lembra de coelho. Então vamos homenageá-los e lembrar que eles são animais. Podem ser pets encantadores. Mas definitivamente, não podem ser presente como brinquedo.
 

 

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Saúde Animal

Orelhas caídas!


Coelhos são frequentemente criados como animais de estimação por serem dóceis,  calmos e causarem grande admiração nas crianças. Mas existem algumas doenças de coelhos que podem afetar o seu animalzinho e é importante conhecê-las.

Um coelho saudável é ativo, suas orelhas são móveis e alertas a qualquer ruído estranho, se alimenta continuamente, bebe água sem maiores dificuldades, se movimenta bastante, tirando alguns períodos do dia para breves sonecas; suas fezes são duras, redondas e secas – embora pela manhã possam ser observadas estruturas como tranças em fezes úmidas, macias e brilhosas que são normais e conhecidas por cecotrofos.

Mas eles também adoecem. Em geral, o coelho doente apresenta olhos entrecerrados e tristes, orelhas levemente caídas (se não for da raça), apatia, falta de apetite, pelo muito opaco, diarréia.

Entre as doenças mais comuns em coelhos está a dermatite úmida aguda.

Também chamada de papada verde, a bactéria Pseudomonas aeruginosa, age em locais específicos do corpo com constante umidade causada por goteiras ou bebedouros. A região úmida fica esverdeada e começa a causar queda de pelos somente na região úmida.

A displasia coxofemural ou “pernas abertas” também é mais comum. Trata-se de um problema genético.  É uma deslocação do quadril e começa a aparecer em filhotes em crescimento geralmente após o desmame. Os animais não conseguem se locomover adequadamente, pois a perna se mantém virada e esticada, prejudicando também sua higiene pessoal. Esse gene também causa atrofia no crescimento e com o tempo morte do animal. É uma das doenças de coelhos que são fatais. Se seu coelho anda meio caído, preste atenção e cuide bem dele.

 

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Pet Aventura

Coelhos coloridos


Durante um passeio pelo mercado de animais nos Emirados Árabes Unidos, o veterinário Piotr Jaworski ficou chocado com o que viu: coelhos cor de neon, mergulhados em baldes de tinta tóxica para venda como brinquedo de Páscoa.

 “Isto é absolutamente inaceitável”, Jaworski disse ao jornal de Abu Dhabi The National, chamando a prática de um “chamariz cruel”. “Em minha opinião, o processo e a presença dessa tinta em seus corpos é prejudicial para sua saúde”.

A  The Middle East Animal compartilhou as fotos como uma forma de chamar a atenção para o notoriamente cruel Sharjah Animal Market, famoso em todo o mundo.

Bem, mas não precisamos ir tão longe para ver tanto absurdo. Fora o que já vimos de crueldade sem fins lucrativos, por pura maldade mesmo, todos os dias, existem em qualquer canto coisas que deixaram o veterinário chocado. É muito mais comum do que muitos imaginam, ver pintinhos coloridos, até mesmo sendo distribuídos em escolas. Além da questão da toxidade, milhares e milhares de pintinhos e coelhos vendidos como “presentes de páscoa”, são abandonados logo depois por falta de interesse da criança (geralmente) que ganhou.

Para os pintinhos, isto freqüentemente envolve uma prática bizarra na qual os animais são tingidos de cores brilhantes com injeções de corantes dentro dos seus ovos, dias antes de nascerem.

Muitos garantem que essa coisa absurda é segura, não machuca as aves.

Que fosse, o abandono é seguramente o final deles.  Enfim, se você está considerando a idéia de comprar um bichinho (no caso um coelho) para dar de “presente”, coloque-se primeiro no lugar do bicho, depois no lugar de quem você vai presentear. Criança acho bonitinho, uma “tetéia”...mas para ela, não passa de um brinquedo que vai durar algumas horas. A Páscoa é para ser comemorada. A maior festa da religião católica. Mas é para ser comemorada com alegria, com união de família, com orações e com ovos de chocolate. Afinal, é uma boa desculpa para os chocólatras de plantão.