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Amigo Animal

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Marcos Moreno 06/05/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Se recolheres um cão que ande meio morto, podes engordá-lo e não te morderá. Essa é a diferença mais notável que existe entre um cão e um homem”- Mark Twain

 

O Cão Guia
Por Laura Fernandes de Oliveira -Graduanda em Medicina Veterinária
Universidade de Uberaba- UNIUBE

Desde a pré-história o homem é privilegiado com a companhia dos animais através da domesticação. Durante a construção desta aliança, o cão se tornou um grande aliado do homem, auxiliando-o na caça, vigilância de propriedades, tração de cargas, no pastoreio ou simplesmente fazendo companhia.

Atualmente, no Brasil, os cães, além das funções iniciais, contribuem em tarefas policiais farejando drogas, armas, explosivos, na abordagem de suspeitos, protegendo as fronteiras nacionais por meio da detecção de produtos orgânicos de origem animal e vegetal que entram pelos aeroportos ilegalmente, entre outras atividades.

Porém, um dos serviços que mais vem se destacando são os de cães de assistência. Os 3 principais grupos são os cães-guias, que facilitam o dia a dia de pessoas com deficiência visual; os cães ouvintes, que auxiliam pessoas com deficiência auditiva, sinalizando sons importantes, como o de alarme de incêndio, telefone ou mesmo a companhia; e os de serviço, que ajudam pessoas com deficiências motoras nas funções básicas do cotidiano.

O treinamento destes animais é uma tarefa árdua que se inicia antes mesmo do nascimento, analisando aspectos comportamentais e genéticos durante a escolha dos pais do cão, que geralmente são da raça Labrador Retriever. Após, o nascimento, a linhada é analisada. Os filhotes que demonstram aptidão são selecionados, e,quando atingem a idade em que podem ser separados de suas mães (por volta dos 45 dias), são encaminhados para uma família que se responsabiliza em fazer a socialização e ensinar os comandos básicos de obediência.

Essa primeira etapa do treinamento é feita no primeiro ano de vida do cão e segunda etapa é feita por uma equipe especializada que ensina o cão como prestar assistências.

No caso dos cães guia, é ensinado como conduzir seu futuro tutor com segurança em diversos locais e situações. Já os cães ouvintes aprendem todos os possíveis sons que têm no cotidiano do tutor e como sinalizá-los. E os cães de serviços são treinados para ajudar cadeirantes a abrir portas, gavetas, pegar utensílios que caem no chão, auxiliá-los caso ocorra um acidente durante o uso da cadeira de rodas entre outros amparos.

Por fim, a terceira etapa do treinamento é iniciada. Nessa etapa o cão conhece o seu tutor e são feitos treinamento mais específicos, de modo que o animal consiga ajudar seu novo parceiro em ocasiões particulares.

Depois de todas essas etapas concluídas, o cão está pronto para dar assistência e melhorar a qualidade de vida do seu novo parceiro. Em muitos casos, novas amizades são feitas por causa da presença do novo companheiro e nota-se que a auto-estima dessas pessoas aumenta.

Mas, é importante ressaltar que quando um cão de assistência estiver em trabalho, não se deve incomodar ou distraí-lo. Uma única distração pode custar a vida do humano que está sendo conduzido pelo animal.

Geralmente, os cães de assistência que estão em ação usam roupas específicas, que tem o mesmo papel de um uniforme de trabalho. Caso ainda haja o interesse em interagir com esses cães, o mais apropriado e seguro seria marcar um horário para fazer isso, em um momento de descanso para o humano assessorado e para o animalzinho, proporcionando-lhe assim brincadeiras que seu assessorado não conseguiria proporcionar.

 

Referencias

CÃO INCLUSÃO, SECOM UNB, SILVA, Danilo Pereira. T., Dewey e S., Bhagat. Canis lupusfamiliaris dog. 2002.

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Flash Pet


Sammy e Snik são os mais novos membros da família da Marina Junqueira. Estão preparados para o frio, afinal, são tão pequenininhos de até tremem, com essa temperatura!

Essa “beleza pura” é a Agatha, da Meyre, de Pirajuba. Ela ganha todos os luxos da família com essa carinha de pidona

Gravata vermelha para contrastar com o pelo branco. Esse é o chique e elegante Ivan, da Denise. Um gentleman!

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Saúde Animal

Otohematoma: o que você precisa saber!-Dr. Luiz Bolfer


Otohematoma é o acúmulo de sangue na cavidade auricular (orelha). Ocorre em cães, especialmente nas raças com orelhas caídas e compridas. A causa mais comum é trauma e ruptura de um vaso sanguíneo dentro da orelha (aurícula). A aurícula pode se encher completamente de sangue quando envolve um vaso sanguíneo importante ou pode se distender parcialmente quando vasos menores são rompidos. A cavidade auricular é muito vascularizada e as chances de um vaso se romper devido à um trauma forte é muito grande.

Algumas vezes o acúmulo de sangue é tão intenso que a cavidade auricular pode obstruir o canal auditivo.

O tratamento é de preferência é a drenagem cirúrgica.

Algumas vezes é necessário colocar bandagens ao redor da orelha para manter o espaço entre as cartilagens auriculares reduzido sem dar chances para novo acúmulo de sangue. As suturas são geralmente não absorvíveis e permanecem no local por várias semanas antes de serem retiradas.

O otohematoma, quando presente, deve ser tratado no início do processo para evitar a formação de fibrose que resulta na deformação da orelha. Procure por atendimento veterinário sempre que você notar que a orelha do seu cão está inchada (como exemplo na foto). Não há muito o que se possa fazer para evitar o hematoma secundário ao trauma. Como a otite pode ser um fator importante, é recomendável manter as orelhas do cão limpas e livres de infecção.

Dr. Luiz Bolfer formou-se em Medicina Veterinária no Brasil e mudou-se para os Estados Unidos para se especializar em Cardiologia, Emergência e Cuidados Intensivos em cães e gatos. Atualmente é Residente em Emergência e Cuidados Intensivos no Centro Médico Veterinário da Universidade da Flórida em Gainesville.

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Pet Aventura

Se Hospedar dentro de Beagle?


Alguém alguma vez cogitou dormir dentro do maior beagle do mundo? Na cidade de Cottonwood, isso é possível. O “cachorro” Sweet Willy tem nove metros de comprimento e é criação do casal de artistas Dennis J. Sullivan e Frances Conklin, que, em 1997, decidiram expandir os negócios de esculturas de madeira. O espaço – todo trabalhado na temática “canina” – possui um loft situado na cabeça do animal. No focinho, há uma área dedicada à leitura, com livros sobre cachorros, arte, arquitetura, poesia, história local e dos EUA. Do lado de fora está Toby, uma estátua de 3,6 metros, também da mesma raça. O local virou atração para turistas e curiosos, que podem inclusive comprar suvenires. Ironicamente, quem quiser levar seu bichinho de estimação precisa de aprovação prévia. dogbarkparkinn.com