Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Amigo Animal

ACESSIBILIDADE: A A A A
Marcos Moreno 17/06/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens”-

Benjamin Franklin

 

A história de Btsy influencia um país

Betsy é uma lutadora. Mas ela não lutou com outros cães. Ela deveria, mas recusou, e sua pele ficou em frangalhos. No entanto, isso não a impediu de ser uma cachorra feliz e amorosa. Vê-la agora mostra o quanto ela é uma lutadora. Suas fotos são difíceis de ver, seu vídeo quase impossível de se assistir. O constante medo e dor que ela sofreu, deve ter sido angustiante. Mas ela não está vivendo no passado, ela se mudou para uma nova vida com milhares de pessoas torcendo por ela.

Depois de uma onda de ataques, pit bulls e cerca de três dezenas de outras raças foram proibidas em muitas partes da Alemanha. Entre um desses ataques mortais, estava de um pit bull a um estudante. O cão tinha sido treinado para lutar por um homem que foi condenado em numerosas acusações de roubo e rinha de cães.

Betsy é uma cadela pit Bull que foi treinada para lutar, Treinada por um homem. Um ser humano.  Colocada na rinha, Btsy não brigou e nem atacou o seu semelhante, mas, claro, foi atacada e quase morta. Teve sua pele toda rasgada e ficou realmente ferida de morte.  Mas sobreviveu, graças a pessoas do bem que a resgataram, trataram e dera a ela outra chance, outra vida, fazendo com que a lembrança da violência ficasse para trás.

Violência, afinal, é coisa de gente. Betsy passou muito tempo com medo e com dor. Acuada, como acontece com todos os animais que são cruelmente “atacados” por animais.  Não estou falando que todos os animais são mansos. Há índoles e perfis, personalidades.

Mas por causa de Betsy, Alemanha está reconsiderando sua posição sobre o que eles consideram cães perigosos. Pessoas inteligentes sabem que se deve punir a ação, e não a raça. Pit bulls não são naturalmente agressivos. Sim, eles são muito fortes e destrutivos, como qualquer grande raça pode ser, e qualquer cão que não é bem treinado ou é propositadamente treinado para lutar pode ser uma ameaça. Mas os cães não nascem com o desejo de prejudicar as pessoas.

É muito comovente conhecer sua história, mas sabendo que existem muitos outros cães passando pela mesma situação na qual ela passou nos faz desejar que através da consciência e da legislação racional, cães como Betsy tenham mais proteção. 

***

Pet Flash

Pois é! Há muitos anos não fazia frio por aqui. Uma “onda” forte de frio já nos pegou de cheio. Está passando, mas ainda nem chegamos no inverno realmente. A temporada promete. Tirem os agasalhos dos seus pets queridos e coloquem no sol para tirar o mofo. Ou então comprem novos, afinal, eles merecem. Quando são clientes da Renata ou da Raquel, depois da seção beleza de banho e tosa, sempre voltam para casa com um cachecol bem gostosinho.

  

***

Saúde Animal

Pancreatite canina.


O pâncreas é um órgão glandular pequeno que fica perto do estômago. Sua principal função é produzir enzimas que ajudam a digerir os alimentos. Pancreatite canina é uma condição dolorosa que resulta em inflamação (inchaço) do pâncreas. Como resultado, as enzimas digestivas começam  a provocar vazamento causando dor abdominal de moderada a grave.

Inicialmente, os sintomas são leves, mas com o passar do tempo, tornam-se graves e insuportáveis. A dor abdominal é um sintoma comum da pancreatite canina. Cães com pancreatite são incapazes de andar corretamente devido a dor abdominal.

Além disso, o cão não descansa em uma posição por muito tempo. Deitado, o cão muitas vezes muda da posição de repouso para reduzir o desconforto abdominal.

Apesar de nenhuma atividade física, o cão pode ser visto respirando pesadamente.

As causas comuns de pancreatite em cães são obesidade, trauma- tal como uma lesão grave abdominal, altos alimentos gordurosos, alimentos sem higiene (comer comida lixo), infecções que danificam o pâncreas, certas drogas sintéticas, como corticóides, usadas ​​para tratar doenças como a artrite canina, e brometo de potássio prescrito para controle das crises, entre outras coisas.

Os medicamentos que são comumente usados ​​para tratar a pancreatite em cães incluem antibióticos e analgésicos. Estes medicamentos ajudam a controlar a dor. Para  prevenir a recorrência de pancreatite, não deve ser dado a eles alimentos com alto teor de gordura. Dar descanso ao pâncreas é essencial para curar esta doença. A intervenção cirúrgica será necessária em casos de complicações intestinais ou inflamação grave do pâncreas.

Atendendo às necessidades nutricionais do cão vai ajudar o pâncreas a curar. A fibra de alta e de baixa gordura na dieta irá percorrer um longo caminho na gestão da doença e ajudará pâncreas do seu cão para se recuperar.

***

Pet Aventura

“Eu tinha, uma galinha...”


Já soubemos, por todos os tipos de mídia, de viagens incríveis, muitas até mesmo inusitadas, de pessoa com seus bichos de estimação. Recentemente contamos a história do cão que viaja o mundo com seu dono. As fotos são fantásticas, O cãozinho nas famosas praças e nos lugares mais turísticos do mundo. Claro que deve dar um super trabalho, para documentação, etc. Mas a história de hoje é realmente uma grande aventura.

O francês, Guirec soudée está dando a volta ao mundo, em uma embarcação, com sua pet Monique. Não, não é uma cadelinha como pensamos imediatamente. Nem uma gatinha. É uma galinha.

Os dois estão singrando juntos os mares dos quatro cantos do globo.

Enquanto Guirec fica responsável pelo trabalho pesado, içando a vela, por exemplo, Monique passa a maior tempo admirando a paisagem e, de vez em quando, põe um ovo.

A relação íntima entre Guirec e Monique ganhou novo capítulo nas redes sociais nos últimos meses quando a imprensa francesa começou a acompanhar de perto a atípica aventura.

Natural da região da Bretanha, na França, Guirec começou sua viagem ao redor do mundo com Monique em maio de 2014.

Depois de passar pelas Ilhas Canárias, na costa da África, a dupla velejou a Saint Bart, no Caribe, antes de rumar em direção ao Ártico em agosto passado.

Guirec havia planejado levar um animal de estimação para a viagem, mas uma galinha não estava originalmente em seus planos.

"Pensei em um gato, mas decidi que exigiria muito esforço para cuidar dele", assinala.

"A galinha era a escolha perfeita. Trata-se de um animal que não é difícil de cuidar e eu ainda consigo ter ovos no mar. Muita gente me falou que isso não daria certo, que a galinha ficaria muito estressada e não poria ovos".

"Mas Monique nunca teve problemas, ela punha ovos o tempo todo. Ela se adaptou perfeitamente às condições da viagem ─ e se sentiu confortável muito rapidamente".

A vida a bordo é bastante confortável para Monique. Ela tem liberdade para passear pelo deque enquanto Guirec se certifica de colocá-la de volta em sua caixa quando as condições meteorológicas pioram.

"No início, fiquei muito preocupado ─ ela às vezes acabava arrastada pelas ondas, mas rapidamente se colocava em pé de novo. Monique é muito corajosa".

Há pontos positivos também em ter uma galinha em vez de uma pessoa a bordo. "Comparado com pessoas, ela nunca reclama."

"Ela me acompanha aonde vou, e não me cria problemas. Tudo o que eu faço é gritar 'Monique!' e ela vem até mim, senta comigo e me faz companhia. Ela é maravilhosa".

Na próxima etapa da viagem, a dupla vai navegar pelo estreito de Bering até Nome, no Alasca

Mas e de lá?

"Ainda não temos certeza", diz Guirec. "Ainda não falamos sobre isso, mas vamos falar".

"Nós falamos muito".