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Amigo Animal

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Marcos Moreno 08/07/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Ao estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim.”- Mark Twain

 

Eis a questão!!!

O fim justifica o meio? Ou não? A 100.000 dólares por cabeça, os cães vendidos em uma localidade no oeste da capital sul-coreana, Seul, não são exatamente baratos, mas são exatamente pelo que seus donos pagaram: uma cópia idêntica, por dentro e por fora, do pet que um dia perderam.

O local pertence à Sooam Biotech Research Foundation, líder mundial do próspero negócio da clonagem de animais de estimação, que há uma década oferece aos donos abastados de cachorros um pet que poderá acompanhá-los para sempre.

Com uma lista de clientes que inclui príncipes, famosos e milionários, a fundação oferece aos donos garantia contra perdas e danos, com um serviço de clonagem que promete a substituição perfeita do animal amado.

Desde 2006, a companhia clonou cerca de 800 cachorros, a pedido de particulares ou de agências estatais que buscam réplicas dos seus melhores cães farejadores para auxiliarem em operações anti-drogas ou de resgate.

“São pessoas que têm laços muito fortes com seus bichinhos de estimação, e cloná-los lhes dá uma alternativa psicológica ao método tradicional de deixar o animal ir embora e guardá-lo na memória”, explica Wang Jae-Woong, pesquisador e porta-voz de Sooam.

“Com uma clonagem, tem-se a possibilidade de trazer de volta o animal de estimação” perdido, afirma o porta-voz na ‘sala de cuidados’ da fundação, onde cada cachorro clonado é guardado em uma jaula com paredes de vidro e temperatura controlada enquanto os pesquisadores monitoram sua saúde.

Desde o nascimento da ovelha Dolly em 1996, a pré-história para o mundo da clonagem, os acertos e erros desta técnica entraram em um polêmico debate, e a Sooam Biotech sempre foi vista com receio, principalmente por causa do seu fundador, Hwang Woo-Suk.

O fundador foi elevado ao pedestal de herói nacional na Coreia do Sul, antes de sair à luz que sua pesquisa era uma fraude e que estava manchada de lapsos éticos.

Em 2009, Hwang foi condenado a dois anos de prisão por malversação e violações bioéticas, mas a pena foi suspensa.

A Sooam Biotech clona muitos tipos de animais, incluindo gado e porcos para pesquisas médicas, mas é mais conhecida pelo seu serviço comercial de venda de cães.

Apesar da tarifa de 100.000 dólares, os pedidos para este serviço se multiplicam e provém do mundo todo, principalmente da América do Norte.

As paredes do edifício da fundação estão decoradas com dezenas de fotos de cães clonados ao lado dos seus donos sorridentes, e incluem bandeiras nacionais de países como Estados Unidos, México, Dubai, Rússia, Japão, China e Alemanha.

Uma das clonagens mais publicitadas foi a de Trakr, um cão da polícia americana conhecido por ter encontrado o último sobrevivente após o ataque de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas, em Nova York.

A clínica também colabora com uma empresa chinesa de biotecnologia, Boyalife, para criar a maior fábrica de clonagem do mundo na cidade portuária de Tianjin, no nordeste da China.

Mas o líder dos pesquisadores da Sooam, Jeong Yeon-Woo, revela que a clonagem de cachorros continua sendo seu serviço favorito, devido à reação que a recuperação de um animal de estimação provoca nas pessoas.

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Flash Pet

Olha aqui o que um bom trato pode fazer pelos “meninos”. Esse charme todo é porque passaram pelo salão da Renata.

  

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Saúde Animal

Mordidas de cão e gato


As mordidas de cão por briga ou agressão na rua e parques pode resultar em traumas significativos, desde uma simples perfuração até grandes lacerações de pele e musculatura. Já os gatos fazem feridas geralmente com perfurações discretas e contaminação seguidas de inchaço e muita dor local.

Como a boca é um ambiente cheio de bactérias, todas as mordidas são consideradas contaminados e a possibilidade de infecção é muito alta, mesmo quando a lesão é pequena ou simplesmente o que vemos é um furo. As mordidas de gatos tem muito mais chances de contaminar se comparada com as dos cães.

Muitas mordidas que podem parecer somente como uma ferida pequena ou uma simples perfuração na pele, pode nos surpreender ou pela extensão no tecido subcutâneo (debaixo da pele) com descolamento da pele que não é visível ou por uma surpresa ainda pior depois de alguns dias de evolução com a presença de necrose da pele e/ou da musculatura,presença de pus e de uma possível vasculite com septicemia, causadas pelas bactérias inoculadas pelos dentes contaminados através da ferida

Assim TODOS os ferimentos por mordida devem receber atenção veterinária e reavaliações periódicas nos primeiros 2 a 5 dias. Algumas feridas podem parecer ilusoriamente menor, mas podem ter o potencial de ser uma ameaça à vida, dependendo da área do corpo mordido ou da bactéria que foi ali deixada.

O diagnóstico de uma ferida é geralmente uma tarefa simples, especialmente se o proprietário viu a briga. O desafio surge na determinação da extensão da lesão subjacente e do tecido subcutâneo que somente poderá ser visível ou percebido alguns dias depois. Pior que isso é quando não vemos a briga e não temos a menor ideia de que debaixo daquele pelo pode ter uma infecção grave se desenvolvendo.

Mordidas do pescoço podem ser mais graves e podem precisar de uma análise mais aprofundada para determinar a extensão do dano causado e muitas vezes não visível.

 

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Pet Aventura

Caso de Polícia!


Uma cachorra da raça shitzu foi recuperada pela Polícia Civil na terça-feira (5), no bairro João Paulo II, em São José do Rio Preto (SP). De acordo com informações da polícia, a cadela foi furtada no último sábado (2). Um cachorro desta raça vale em média R$ 1 mil.

Segundo a polícia, a dona da cachorra estava na calçada de casa, com o portão aberto, momento em que a cachorrinha teria saído. A dona teria entrado na casa, quando uma caminhonete passou pela rua e uma mulher desceu rapidamente, pegou a cachorra e voltou para o veículo.

Câmeras de segurança registraram a ação e após ver os vídeos e ouvir testemunhas, os policiais identificaram a caminhonete parada na área central da cidade nesta terça-feira. Os investigadores esperaram a chegada do proprietário, quando uma mulher, que era parecida à suspeita, chegou até o carro.

De acordo com a polícia, os investigadores perguntaram sobre o fato e a mulher confessou que estava com a cachorra em casa. Ela negou ter furtado o cão e alegou tê-lo achado na rua. A polícia não acreditou na versão dela com base nas imagens das câmeras de segurança. Por isso, ela responderá em liberdade por furto. A shitzu foi devolvida à dona.