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Amigo Animal

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Marcos Moreno 12/08/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Se você acha que tem condições de dar um lar para um cão de trabalho rejeitado ou aposentado, poderá adquirir um amigo maravilhoso para a família”


Fotógrafo registra a amizade entre moradores de rua e seus cães
Projeto de Eduardo Leporo também leva auxílio para moradores de rua de São Paulo, sem se esquecer de seus companheiros de quatro patas. A Bayer apoiou a causa com doação de coleiras carrapaticidas

A história começa em 2012 com uma pergunta: “como é a realidade de cães que vivem na rua?”. Em busca da resposta, Eduardo Leporo resolveu percorrer São Paulo com sua máquina para captar a rotina dos animais que vivem nas ruas da cidade. No caminho, descobriu grandes amizades entre humanos e cachorros, solidários e companheiros em seu abandono social. Com composições poéticas e verdadeiras, o artista conecta realidades. Os personagens retratados, muitas vezes invisíveis no cotidiano das grandes metrópoles, ganham protagonismo em fotos emocionantes. Não é possível ficar indiferente às imagens. Tanto que a iniciativa já soma inúmeras exposições e o lançamento do livro Moradores de Rua e Seus Cães, com imagens e histórias de amizade.

Mas Leporo não parou no registro. A ideia deu origem ao projeto social MRSC, que leva auxílio a pessoas em situação de rua, sem esquecer seus companheiros peludos. "Comecei a receber doações de ração e kits de higiene e passei a distribuir tudo isso. Hoje, a gente faz mutirões para entregar ração, coleiras carrapaticidas, guias e vermífugos para os animais além de kits de higiene, roupas e comida para os moradores de rua". Outro objetivo do projeto é ampliar a conscientização sobre a importância da castração do animal na condição de rua e promover ações de castração.

O livro Moradores de Rua e Seus Cães está à venda na página do projeto São Paulo City. Parte da renda das vendas é usada para custear as ações em prol dos moradores de rua e seus animais de estimação.

A parceria da Bayer com o projeto MRSC busca resolver um dos grandes problemas de animais que vivem na rua, a infestação por carrapatos. A empresa fez uma doação inicial de cerca de quatro mil unidades de determinado remédio para o tratamento e controle das infestações por carrapatos em cães, sendo o produto especialmente indicado para animais que ficam em ambientes abertos e pouco controlados contra a presença do parasita.

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Flash Pet


Em recente evento nacional do universo animal, 
Fabiano Moreno, profissional da área, não perdeu a oportunidade de tirar uma foto ao lado do “gala” Max, que já participou de comerciais, esteve em uma edição de “A Fazenda”, entre outros trabalhos. Valeu Fabiano e Max!

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Pet Aventura

Seis vidas!


Um marinheiro da Guarda Costeira da 
Itália salvou um filhote de gato que estava se afogando usando técnicas de respiração cardiopulmonar e respiração boca a boca.

A Guarda Costeira afirma que um barco-patrulha foi alertado, por um grupo de criança da cidade portuária de Marsala, que havia um gatinho aparentemente morto boiando no mar.

O marinheiro então mergulhou no mar, trouxe o gatinho para o barco e, ali, fez respiração boca a boca e compressões no peito do felino.

Depois de mais de um minuto, o gatinho voltou a respirar e a soltar miadinhos fracos.

O gatinho foi levado ao distrito naval da cidade, onde foi adotado pelos funcionários e apelidado de Charlie. Se o gato tinha sete vidas, agora só tem seis. A cena foi grava em vídeo, e o guarda pode ser chamado de herói dos gatos.

 

Saúde Animal


Já falamos em outras oportunidades sobre a raiva animal, a partir de pesquisas e a título de informação, que é o objetivo da coluna. Mas hoje apresentamos um artigo assinado pelo médico veterinário Marcos Abel Domingues (CRMV-MG 3993), a propósito da lenda de ser o mês de agosto o “mês do cachorro doido”

          A Raiva é uma enfermidade causada por vírus, transmitida através do contato com a saliva de animal contaminado resultando em quadro de encefalite sempre fatal que afeta diversos mamíferos domésticos como cães, gatos, bovinos, eqüinos e silvestres como morcegos, lobos, raposas, guaxinins. É também uma zoonose porque o homem ferido por mordedura e arranhadura destes animais pode adquiri-la.

A Raiva pode ser descrita em 2 formas clássicas. Furiosa seria aquela forma encontrada e transmitida principalmente por canídeos e felídeos domésticos e silvestres manifestando sinais e sintomas predominantes de agressividade, seguido de paralisia e óbito até 7 dias, normalmente. Paralítica ou Silenciosa seria aquela forma encontrada principalmente nos bovídeos, equídeos e suídeos, silvestres ou domésticos, que se evidencia principalmente por isolamento do rebanho.Nesta forma morcegos se constituem nos principais reservatórios.

Mas, seria mesmo agosto, o mês do cachorro doido?

 Esta pergunta ou mesmo a afirmação dela faz parte dos valores culturais de boa parte dos brasileiros. Muitos acreditam ser mesmo até uma lenda cultural. No entanto, pode-se admitir fundamento parcial, nesta afirmação.

Durante o mês de agosto os dias já estão grandes o suficiente para influenciar no aparecimento do cio de muitas cadelas e gatas. Assim, a aglomeração de um grande número de animais em contato, em disputa pelo acasalamento, favorece o aparecimento de determinadas enfermidades, inclusive a Raiva, considerando que sua transmissão se dá através de mordeduras e arranhaduras de animais contaminados. Por isso ao longo de muitos anos atrás, criou-se uma mística do “Agosto, mês do cachorro doido”. Com o advento da vacinação contra raiva animal a incidência da raiva canina e felina tornou-se rara e desmistificou-se em parte aquela antiga ‘realidade”.

Em Uberaba, o último caso notificado de Raiva Canina foi em 2012. Entretanto, mesmo sendo a Raiva uma enfermidade que se previna com vacina e por seu uso freqüente pudesse ser erradicada existem muitos pontos de estrangulamentos que tornam a Raiva Canina e Felina um risco em saúde iminente.

Por fim, o Brasil é um país continental e a Raiva é uma enfermidade ainda presente que assola a nossa população e desafia as políticas públicas porque mesmo prevenida com vacina, sua ocorrência nos animais domésticos e também no ser humano, demonstram uma face vergonhosa de um país por seus valores culturais e sociais de desenvolvimento.

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