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Amigo Animal

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Marcos Moreno 02/09/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Quando a dor, a tristeza e, às vezes a raiva iniciais pela perda do cão tiverem passado, aos poucos você começará a pensar em todos os momentos felizes que viveram juntos. Há muitas maneiras de celebrar a vida de seu cão e o amigo especial que ele foi para você”- Andrea McHugh


Animais silvestres não serão mais exibidos em eventos

Em decorrência da repercussão envolvendo a morte da onça Juma, ocorrida em junho deste ano, o desfile militar de 7 de setembro não terá a exibição de animais silvestres em Manaus. A informação é do Comando Militar da Amazônia (CMA). Paralelamente à decisão, uma ação civil do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) corre na Justiça Federal para impedir a utilização de animais em eventos.

Neste ano, diferentemente dos dois anos anteriores, a expectativa é que o desfile militar aconteça novamente no Sambódromo da capital ao invés da Ponta Negra. Sobre o caso de Juma, o Exército ainda investiga se houve irregularidades no procedimento executado por militares.

No dia 20 de junho, a onça-pintada Juma, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, foi abatida por veterinários após fugir de sua jaula no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Segundo o Exército, a onça teria tentado atacar um militar.

Com a repercussão do caso, o MPF ingressou no dia 23 de agosto com uma ação civil pública na Justiça Federal para impedir que animais silvestres sejam utilizados em eventos públicos e para que o Exército seja condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão pela morte da onça Juma.

“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para 'abrilhantar' a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas Rio 2016, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, afirmou o procurador da República Rafael Rocha, responsável pela ação.

Em nota, o Exército Brasileiro informou na época apenas que o “inquérito policial militar relativo ao falecimento da onça Juma foi prorrogado e quando concluído será dado ciência aos órgãos competentes”.

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Flash Pet

Última moda agora no mundo pets são as bijuterias especiais para eles. Sim, coleiras, lacinhos e outros acessórios sempre existiram. Mas há quem agora aposta nas “bijus”, que podem ser variadas e trocadas de acordo com a ocasião. Aqui vai uma pequena amostra. Os “modelos” são clientes da Renata e mais informações você pode falar com o colunista da página.

   

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Pet Aventura

Um ano depois


Muita gente ainda se lembra dos porcos que ficaram presos mais de sete horas em uma carreta que tombou no Rodoanel há um ano. Vários morreram.

Os que sobreviveram vivem hoje em um santuário em São Roque (SP).

Uma série de fotos que também foi publicada nas redes sociais mostra como os animais estão atualmente vivendo no sítio no interior de São Paulo. Um ano após o acidente, eles receberam até nomes: são chamados de Marias e Zézinhos. Em um ano, vários novos animais nasceram, já que parte das porcas resgatadas estava prenha.  O capotamento aconteceu em 25 de agosto de 2015, na praça de pedágio do Rodoanel, deixando totalmente interditada a saída para a Rodovia Castello Branco. O resgate gerou grande comoção entre os ativistas já que, em uma das tentativas de desvirar a carreta, os animais, na maioria fêmeas, ficaram ainda mais machucados. A máquina não conseguiu erguer a carga e a carroceria tombou novamente com os animais dentro. A operação para retirada do veículo durou quase sete horas.

Toda a operação foi acompanhada por um grupo de ativistas, que resolveram levar os animais para o santuário em São Roque e se mobilizaram em uma vaquinha online que arrecadou R$ 280 mil em apenas uma semana.

No santuário, os poucos mais de 60 porcos resgatados receberam atendimento de veterinários e voluntários. Por conta dos ferimentos, 25 acabaram morrendo ou precisaram ser eutanasiados. Outros nove porcos foram adotados por uma veterinária que trabalhava como voluntária no local. 

O santuário realiza desde o começo do ano uma nova campanha para suprir as despesas com os animais resgatados. Além de outra vaquinha online, interessados também podem ajudar adotando ou apadrinhando os porcos, doando alimentos ou até mesmo montando eventos para arrecadar verbas.

Agora, o santuário traça planos para o futuro, tentando não ficar tão dependente das doações. Entre os projetos, está a possível abertura do local para a visitação de estudantes e interessados em conhecer a cultura vegana. "A proposta do santuário não é ser zoológico, que a pessoa paga entrada e fica fazendo careta ou jogando comida para macaco. Quando aberto para visitação, seria monitorada e uma ou duas vezes por mês, com educação ambiental sobre os animais."

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Saúde Animal

 Estudo científico revelador


Crianças pequenas que têm um cachorro de estimação em casa têm menor probabilidade de desenvolver asma, segundo um grande estudo sueco.

Ficar exposto a um cachorro no primeiro ano de vida está ligado a uma queda de 13% no risco de desenvolver asma durante a infância. A pesquisa reuniu dados de 650 mil crianças para chegar a essa conclusão.

O estudo foi divulgado na publicação médica JAMA Pediatrics. Ele se baseia na ideia de que animais de estimação podem ajudar o sistema imunológico e evitar alergias.

Porém ainda é necessário aprofundar a pesquisa, pois os estudos mais antigos que foram analisados mostram resultados conflitantes.

Além disso, comprar um cão para uma criança que é alérgica a cachorros não é uma boa ideia, segundo os pesquisadores.

Animais são uma causa comum de alergia. Metade das crianças que têm asma são alérgicas a gatos e 40% a cães, de acordo com a ONG Allergy UK.

Os animais se lambem para se limpar. Durante este processo, células da pele cobertas de saliva, caspa e pelos soltos são eliminadas. Algumas pessoas acabam desenvolvendo alergia a esta caspa animal.

Mas as descobertas desse último estudo sugerem que a exposição à caspa na infância pode ser benéfica.

Crianças que cresceram com um cão em casa tinham menos chance de ter asma aos sete anos do que crianças que não tiveram esse contato.

Viver em uma fazenda em contato com muitos animais parece dar ainda mais proteção, diminuindo o risco de asma em 50%.

"Alguns estudos falaram sobre o assunto, mas não um estudo longitudinal com tantas crianças. Desse ponto de vista, esse é um estudo poderoso. Ele é muito bem vindo", disse Amena Warner, da Allergy UK.

Mas a organização diz que é preciso fazer mais pesquisas na área para que isso realmente se transforme em conselhos práticos para pais de crianças pequenas.