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Amigo Animal

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Marcos Moreno 16/09/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

 - Amar um animal não é uma escolha, Respeitar é um dever

 

Um pet incomum

Um autônomo de 
Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, cria um urubu como animal de estimação há pouco mais de um ano e o apelidou carinhosamente de Falcão.
Ronélio Pereira Carvalho pegou o urubu ainda filhote, achando que era uma siriema, e se surpreendeu quando ele começou a trocar de cor. Os urubus são brancos quando filhotes.
Tudo começou quando Ronélio trabalhava na roça, fazendo cercas. Ele sentiu um incômodo no pé e, quando foi olhar, era Falcão ainda bem filhote, que estava bicando o pé dele.
“Fui saber depois de seis meses com ele que era um urubu. Achei que ele era uma siriema. Foi ficando preto, ele era branco. Aí eu falei: 'Nossa Senhora, um urubu! O que eu vou fazer?'".
Mas Falcão, conta Ronélio, não ficava no meio dos outros urubus. "Às vezes morria uma vaca, eu colocava ele lá, mas ele ficava com medo, me arranhando todinho. Ele não pousava em cima, ele tinha medo”.
A mãe de Ronélio, a aposentada Maria de Oliveira Rosa, chegou a pedir para soltar o animal. “Ele chegava dentro de casa, aí botava o bichinho e ele subia tudo lugar, na janela. Eu  pensava que não tinha jeito de criar ele. Até falei pra ele soltar ele, mas o meu filho disse que iria criá-lo com todo carinho”, revelou.
No início Ronélio caçava e pescava para alimentar Falcão. “Dei macarrão e arroz e ele não quis comer. Tive que sair de noite, caçando rã para dar a ele. E de manhã cedo eu saía, pescava e dava para ele o peixe".
Como Falcão só come carne fresca, Ronélio sempre tem o alimento do animal conservado na geladeira.
O urubu vive solto e acompanha o seu dono para todo lugar. “Ele fica me esperando em um lugar alto. Por onde que eu passo, ele me vê. Às vezes eu até me espanto e fico olhando para trás”, disse.
Falcão acompanha Ronélio para todo lugar em cima do ombro. A ave não fica dentro de casa. Eles criaram o costume de deixar o Falcão no terreiro. Todos os dias de manhã come, sai para passear, voa o dia inteiro e à tarde volta para casa.

 

Flash Pet

Uma fotógrafa internacional fez uma exposição de fotos até então impensada. Um mostra de fotos artísticas de cães com algum tipo de deficiência. Maior sucesso a exposição. Aqui estão algumas das fotos

  

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Saúde Animal

TVT- a castração também ajuda a prevenir

tumor venéreo transmissível (TVT), também denominado tumor de Sticker ou linfossarcoma de Sticker, é uma neoplasia maligna contagiosa que acomete especialmente a genitália externa dos cães. Todavia, pode atacar também, menos freqüentemente, cavidade oral, pavilhão auditivo, baço, rins, fígado, pulmões, globo ocular, região anal, pele, faringe, encéfalo e ovários; a ocorrência de metástase é rara.

Esta neoplasia foi citada pela primeira vez em 1820 por Hüzzard e descrito em 1828 por Delabere-Blaine. No entanto, foi apenas em 1904 que Sticker descreveu detalhadamente o TVT.

O TVT ocorre igualmente em ambos os sexos, atacando preferencialmente animais jovens e que habitam regiões quentes.

O contágio normalmente ocorre durante o coito, mas pode ser transplantado por meio de arranhadura, lambedura ou pelo ato de cheira o animal infectado. Inicia-se como um nódulo sob a mucosa genital, rompendo-se progressivamente pela mucosa suprajacente.

Nas fêmeas, costuma acometer com maior freqüência a vagina (53%), vulva (33%) e região extra-genital (14%). A lesão inicial normalmente é observada na região dorsal da vagina, na junção com o vestíbulo, estendendo-se para o lúmen, podendo progredir pela vulva. No macho, o tumor é encontrado especialmente no prepúcio e pênis (56%) e em locais extra-genitais (14%).

Microscopicamente, são observadas células ovais ou arredondadas, com bordas citoplasmáticas delimitadas, núcleo grande, oval ou redondo e normalmente excêntrico, cromatina granular e nucléolos proeminentes; coram fracamente. Outra característica citopatológica é o alto índice mitótico, com presença de necrose multifocal, infiltração de linfócitos, lise de células neoplásicas, diminuição da quantidade dessas células e aparente deposição de colágeno.

A principal manifestação clínica é a presença do tumor ulcerado na genitália do animal (com aspecto de couve-flor), juntamente com a presença de secreção serosanguinolenta na vagina ou pênis, o que leva a uma lambedura constante dessa região.

Na pele, o TVT apresenta-se como nódulos isolados ou múltiplos. Essas ulcerações são de coloração esbranquiçada, acinzentadas ou rosadas e avermelhadas podendo estar associada à miíase e aos exsudatos purulentos.

Na região nasal, o tumor friável e sanguinolento pode resultar em dispnéia, respiração com a boca aberta, corrimento nasal, epistaxe, espirros e edema local. Depois de instalado na região nasal, pode alcançar a mucosa oral.

O diagnóstico é feito por meio dos achados clínicos, confirmado através de exames histopatológicos. As técnicas que podem ser utilizadas são o “imprint” (impressão sobre lâmina), citologia de aspiração por agulha fina e biópsia incisional.

O tratamento pode ser feito por meio da remoção cirúrgica do tumor, porém este método não é efetivo em todos os animais. A quimioterapia é o tratamento de eleição quando há tumores múltiplos ou metastáticos, além de também poder ser usada como tratamento de primeira linha para tumores locais isolados. Uma terapia comumente utilizada é a associação de fármacos quimioterápicos como vincristina, ciclofosfamida e metotrexano.

Fontes:
http://www.redevet.com.br/artigos/tvt1.htm
http://www.revista.inf.br/veterinaria11/revisao/edic-vi-n11-RL95.pdf
http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v58n6/07.pdf
http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R0602-1.pd
http://www.eventosufrpe.com.br/jepex2009/cd/resumos/R0519-2.pdf

 

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Pet Aventura

Conan é bárbaro!


O policial Conan ajudou a impedir a fuga de cinco detentos do Centro de Detenção Provisória de Iocaraci (CDPI), em Belém, na terça-feira passada (6). Elogiado pela sua atuação, foi recompensado com ração e carinho já que, diferentemente dos demais funcionários do centro, tem quatro patas: Conan é um pitbull que, ao lado do fila Thor, ajuda na vigilância do CDPI.

De acordo com o diretor da unidade prisional, Moacir Freitas, durante a tentativa de fuga os detentos cavaram um túnel dentro da unidade prisional e quando o primeiro tentou fugir, se deparou com um sargento da Polícia Militar.

“Ao encontrar o policial, o detento correu e conseguiu subir no telhado da unidade, mas foi capturado por outro agente, que travou luta corporal com o interno e teve o auxílio do pitbull, que o ajudou a recapturar o preso, imobilizando o mesmo”, conta Moacir Freitas.
"Conan" chegou ao CDPI em 2012, com três anos, e ganhou o nome do super-herói. Ele foi doado por um amigo do atual diretor do Centro de Recuperação Penitenciário Pará III, que na época estava à frente da unidade prisional. 

“Desde que eu cheguei aqui o meu envolvimento foi muito grande com o Conan e com o Thor. Os dois são de grande porte e força, mas são tratados como se fossem da família", explica a agente penitenciária Rosanira Siqueira, que divide com mais uma colega a responsabilidade de cuidar dos animais.

"São cachorros enormes e que muitas pessoas achavam que uma mulher não ia conseguir cuidar deles, ainda mais dentro de um presídio. Mas eles são muito dóceis com a gente e fazem o trabalho deles com perfeição”, disse Rosanira.

De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), o treinamento de Conan e Thor é feito por policiais militares e também com a ajuda de um agente prisional.

“Todos os animais recebem um treinamento básico para que fiquem preparados para diversas situações e nos ajudem quando for necessário. O cão é uma das coisas que o preso teme quando vai fugir. Ele é muito fiel ao trabalho dele, não se corrompe nunca”, ressalta o major Paulo Amarantes.