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Amigo Animal

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Marcos Moreno 23/09/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“Seu cão deve apreciar a hora da higiene, pois é uma ótima oportunidade para vocês ficarem juntos e criarem vínculos. Algumas raças precisam de mais cuidados que outras, mas todos se beneficiam de uma seção de mimos”- Andrea McHugh

 

Coelhos choram e se contorcem de dor enquanto seus pelos são brutalmente arrancados

Filmagem secreta foi feita em fazendas francesas que criam coelhos angorá.
Os coelhos são criados em cativeiro, em gaiolas semelhantes às de galinha. Oportunamente são apanhados, para terem seus pelos arrancados para serem transformado em lã. Muitos deles se contorcem de dor e choram durante o processo. Alguns até tem a sua pele rasgada. Uma filmagem secreta foi feita por um francês da ong Animal Rights Charity, que visitou seis fazendas de coelhos angorá em toda a França durante um período de seis meses.
A pele coletada dos coelhos é transformada em lã de angorá, que é usada para fazer blusas, meias e lenços. Em comparação com a China, a única coisa diferente na França é que os coelhos têm palha em suas gaiolas, mas são só para manter o pelo limpo e sedoso ao invés do bem-estar do animal. As fibras de angorá são valorizadas por sua textura excepcionalmente macia. É mais quente que a lã e a sua fibra é excepcionalmente fina. Apenas 11 mícrons (11 milésimos de milímetro) de diâmetro. O que significa dizer que o pelo de angorá é mais suave do que a caxemira. Após ser submetido ao procedimento, o coelho angorá é então levado de volta para sua gaiola. A China é responsável por 90 por cento da oferta mundial de lã de angorá. É preciso mesmo denunciar esse tipo de prática. A tecnologia está ai, para substituir pelos e peles por coisas sintéticas ou, no mínimo usar a tecnologia para não deixarem os animais sofrer dessa maneira. Um absurdo.

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Pet Flash

Pastores da Noite
Existem vários tipos de cães pastores. Pasto alemão, pastor belga, pastor de maremano, border collie, etc. Em comum a privilegiada inteligência, a fidelidade, a elegância, entre outros maravilhosos atributos. A coluna hoje presta uma homenagem aos “Pastores da Noite”

  

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Saúde Animal

Câncer de pele em cães

A doença ocorre quando as células da pele crescem de forma descontrolada e são incapazes de se dividir e multiplicar normalmente. Estruturas associadas que incluem folículos capilares, glândulas e tecidos de suporte também podem ser afetadas. A doença é um problema de saúde comum encontrada em cães e geralmente ocorre em cães de meia-idade e mais velhos. Estudos em animais sugerem que os cães sejam seis vezes mais propensos a ter câncer de pele do que os gatos. Exposição excessiva ao sol é considerada como a principal causa do crescimento canceroso da pele. Os sintomas geralmente manifestam sobre a pele sob a forma de nódulos, lesões e infecções. Alguns dos sintomas mais comuns que ajudam a diagnosticar o crescimento canceroso da pele em cães são presença de grumos ou feridas na pele,descoloração da pele, onde a pele torna-se preto, vermelho ou em flocos, tosse, fadiga, vômitos, perda de apetite, problemas de pele, como feridas que se recusam a curar etc.

Câncer de pele do cão é principalmente de dois tipos, benigno e maligno. Destes, o primeiro tipo é inofensivo, enquanto o último necessita de atenção médica.

Tumor benigno da pele  não é canceroso, cresce muito lentamente e é indolor. Estes tumores são localizados e não se espalham. Os procedimentos cirúrgicos são raramente utilizados para remover tumores benignos. No entanto, se estes tumores afetam a mobilidade do cão, em seguida, o necessário tratamento deve ser tomado imediatamente.

Ao contrário dos tumores benignos da pele, cancro maligno, por outro lado, é prejudicial e potencialmente fatal  à medida que cresce rapidamente e afeta outras partes do corpo.

Cães que ficam muito tempo no sol são mais suscetíveis a Carcinoma de células escamosas. SCC é comumente observado na forma de nódulos cancerosos ou feridas. Inicia-se na pele, e, eventualmente, faz o crescimento canceroso que invade os órgãos internos. Este tipo de câncer geralmente surge na pele não-pigmentada ou nos poucos pêlos. Já no Hemangiossarcoma o tumor do tecido mole  cresce normalmente no fígado ou do baço. No entanto, pode também ocorrer na pele. Quando surge sobre a pele, é chamado de hemangiossarcoma dérmico. Como resultado, a pele torna-se vermelha ou preta. Quando observado sob a pele, é denominado como hemangiossarcoma subcutâneo.

Os tumores de células de mastro é o tipo mais fatal de câncer de pele do cão. Se espalham de forma indiscriminada. Os mastócitos são células brancas do sangue que crescem e se tornam tumores de gordura. Se não tratados, mastocitomas podem ser fatais. Estes tumores prejudicam gravemente o movimento geral do cão.

O tratamento pode ser bem sucedido, se o câncer for detectado precocemente. Se todas as protuberâncias suspeitas são encontradas, o cão deve ser levado imediatamente ao veterinário para determinar se o nódulo é canceroso ou não. Existem várias terapias disponíveis para ajudar na cura do câncer de pele do cão. É essencial escolher uma terapia que combine com o seu cão. O tratamento convencional é a seguinte é feito à base de quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

 Há também algumas ervas que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, ajudando assim a combater o câncer de pele.

Nutrição e dieta também pode desempenhar um papel importante em trazer a normalidade de volta em cães que têm câncer de pele. É muito importante que seu cão tenha uma boa dieta equilibrada, mesmo em tratamento de câncer. A dieta deve incluir proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas a fim de reconstruir o sistema imunológico de seu cão. Cães com câncer de pele devem começar  dieta rica em nutrientes de alimentos, pois isso irá ajudá-los a recuperar a sua força original.

A fim de prevenir o câncer da pele, a exposição prolongada ao sol deve ser evitada.

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Pet Aventura

SurfCity SurfDog

Um cachorro de Santos, no litoral de São Paulo, tentará seguir os passos de Gabriel Medina e Mineirinho no surfe trazendo um título mundial para o Brasil. Aos nove anos de idade, o vira-lata Parafina vai participar do 'Surf City Surf Dog', a maior competição para cães surfistas do mundo. Ao lado do amigo e dono, Augusto Martins, o cão brasileiro mostrará, nos Estados Unidos, sua paixão pelo esporte ao pegar ondas durante a competição.

O amor de Parafina pelo mar começou há sete anos, quando o vira-lata apareceu no Parque Roberto Mario Santini. De acordo com surfistas locais, o animal gostou do clima do quebra-mar, principal point dos atletas da região, e decidiu que ali também seria a sua nova morada. A partir daí, o cachorro se abrigou na escolinha do surfista multicampeão Picuruta Salazar e passou a ganhar fama entre os frequentadores do local pelos seus gostos peculiares.

Nos dias de boas ondas, Parafina se arriscava e subia na prancha dos surfistas ou ficava na cola daqueles que admiravam o mar. Além de acompanhar Picuruta no mar, o vira-lata também subia na prancha com o professor de surfe Augusto Martins, que pratica stand up paddle. A amizade entre os dois foi aumentando a cada onda e Augusto resolveu levar Parafina para casa.

Neste ano, o surfista resolveu levar Parafina para se arriscar em ondas maiores, na Califórnia, o mais famoso pico da modalidade nos Estados Unidos.

Os dois vão participar do 8º Surf City Surf Dog, uma competição de surfe para os cachorros e seus donos. O evento acontece no dia 25 de setembro, em Huntington Beach, e além de ser uma competição divertida, também arrecadará fundos para várias instituições de caridade relacionadas a cachorros. Além de Parafina, o Brasil também terá como representante o labrador Bono, do Rio de Janeiro, que ganhou a competição em 2014 com o personal trainer Ivan Moreira.

Parafina irá competir em duas categorias. Em uma delas, subirá na prancha de stand up paddle na companhia do amigo Augusto. Já na outra, terá que ficar sozinho em cima da prancha. Parafina ganhará uma roupa especial de surfe para competir. Além disso, usará um colete salva-vidas para segurança do animal.
Aos 44 anos de idade, sendo 37 dedicados ao surfe, Augusto quer garantir um o lugar mais alto do pódio para ele e para o fiel amigo Parafina, que pode se tornar um campeão mundial de surfe. “Eu vou tentar trazer o título para a Baixada Santista. A gente se garante e vamos fazer o melhor. Acho que temos grandes chances. Já somos vitoriosos”, diz.