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Amigo Animal

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Marcos Moreno 30/09/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

“As primeiras noites na casa nova podem ser um pouco assustadoras para o cãozinho. Há muitas coisas desconhecidas para ver, cheirar, ouvir e adaptar-se. Seja paciente com ele e tente se preparar bem com a máxima antecedência, de modo a não ficar estressado e transmitir seu nervosismo para o cachorro”- Andrea McHugh

 

Salve o Boto!

O boto-cinza já foi tão abundante nas baías do Rio de Janeiro que se tornou símbolo da capital fluminense, mas agora corre o risco de desaparecer. Foram 170 mortes somente nos últimos três anos no estado. Na Baía de Guanabara restam apenas 34 animais da espécie e na Baía de Sepetiba, 800 botos. Para chamar a atenção da sociedade para o problema, o Ministério Público Federal lançou nesta semana a campanha Salve o Boto – Não deixe o boto virar cinzas, em parceria com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e o Instituto Boto Cinza.

O alvo da campanha são as redes sociais, como estratégia de comunicação para replicação da hashtag #SalveoBoto e, até o próximo dia 8 de outubro, os canais de comunicação oficiais do Ministério Público Federal (MPF) divulgarão posts, vídeos e matérias sobre o assunto, estimulando o uso da hashtag que dá nome à campanha. As maiores ameaças são crescimento descontrolado do número de embarcações nessas baías e de empreendimentos industriais ao redor delas, além da pesca predatória. O coordenador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor José Lailson Brito Júnior, alertou que na Baía de Guanabara, se nada for feito, a extinção ocorrerá em menos de 15 anos. 

Para a campanha, foi criado a mascote Acerola, um carismático boto que gosta de surfar e nadar com sua família pelas águas da baía. O nome é uma homenagem ao boto-cinza encontrado morto em junho de 2016 na Baía de Guanabara. Acerola era monitorado por cientistas desde o seu nascimento e as marcas no animal indicam que ele morreu afogado, preso a uma rede de emalhe – uma das principais causas de morte do boto-cinza. As redes de emalhar são um instrumento de pesca passiva em que os peixes ou crustáceos ficam presos em suas malhas devido ao seu próprio movimento. 

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Flash Pet

Eles são lindos! São mais independentes que os cães, mas engana-se quem pensa que são menos inteligentes e amorosos. São apenas diferentes. Afinal, já nascem livres... “nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres...” Essa é uma homenagem aos persas.

  

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Chimpanzés infectados “colonizam”  ilhas africanas


Em 1974, o banco de sangue americano New York Blood Centre (NYBC) decidiu criar na Libéria, oeste africano, o Vilab II - um grande laboratório a céu aberto para experimentos com diversos tipos de vírus em chimpanzés silvestres. Os primatas foram infectados deliberadamente com doenças como a hepatite, para que vacinas fossem desenvolvidas.
Trinta e um anos mais tarde, quando anunciou o fim dos experimentos, o diretor do Viral II, Alfred Prince, assegurou que o NYBC iria cuidar do bem-estar dos primatas pelo resto de suas vidas.
Pelo fato de estarem infectados, os chimpanzés foram levados para seis ilhas fluviais. Lá, ao custo de US$ 20 mil mensais, os animais recebiam água e comida e cuidados para uma "aposentadoria feliz.
Porém, em março de 2015, o NYBC cancelou toda a ajuda, deixando 85 chimpanzés abandonados à própria sorte. Era impossível que escapassem, pois esses primatas não são bons nadadores.
Para resolver esse dilema, a especialista em grandes primatas Jenny Desmond e seu marido, o veterinário Jim Desmond, viajaram no final de 2015 ao país africano, financiados pela The Humane Society, para coordenar a assistência aos chimpanzés.
Eles lideraram um pequeno grupo de pessoas que agora se ocupa dos primatas. Jenny disse estimar que 30 dos adultos levados para a ilha em 2005 tinham morrido. Um grande problema é que não é possível reintroduzir esses animais à vida silvestre, pois eles poderiam infectar outros bichos.
Porém, a falta de infra- estrutura tanto nas ilhas quanto em terra firme tornaram quase impossível fazer tratamentos e monitorar os animais.
Os animais andam livremente pelas ilhas e não há estruturas para separá-los e fazer exames rotineiros.
A renomada defensora dos animais Jane Goodall diz que o NYBC deveria ser responsável por cuidar desses animais para o resto de suas vidas. "Eles sabiam muito bem que os chimpanzés têm vidas longas. Abandoná-los é imperdoável", diz ela.
“O cuidado com animais em cativeiro é frequentemente muito complexo. Mas quando eles são utilizados para experimentos, há uma obrigação implícita de receberem assistência mesmo quando já não têm um valor científico.”

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Pet Aventura

Apollo volta pra casa!

Cachhorrinho Apollo, morador do estado americano da Flórida, reencontrou sua dona após se perder e ir parar na região de Boston, Massachusetts, a mais de 1.700 km de distância.
Sua dona, Cynthia Abercrombie, disse ao jornal local "Florida Times-Union" que o cachorrinho sumiu há cerca de seis semanas e que ela achou que nunca mais o veria.
Mas cerca de 20 voluntários ajudaram a devolver Apollo à sua dona, que tem um orçamento apertado e não poderia pagar uma viagem até Massachusetts para recuperar o cãozinho.
Ninguém sabe como Apollo sumiu de seu cercadinho e foi parar em Boston.
Lisa White, da autoridade local de controle animal, encontrou Apollo e, graças ao microchip que ele tinha, conseguiram localizar sua casa.
Mary Ellen House, da entidade protetora dos animais East Coast Paws, organizou uma série de "caronas" com motoristas e conseguiu fazer Apollo chegar em segurança à casa de sua dona.