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Amigo Animal

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Marcos Moreno 14/10/2016
Marcos Moreno
kikitomoreno@terra.com.br
Amigo Animal

"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?" - Buda

 

Tatá Werneck conta como cuida dos 15 animais que adotou

Tatá revela que só há uma coisa maior que o amor dela pelos animais: "Esse amor incondicional deles. Essa troca de carinho sem julgamento. Essa alegria. Esse afeto incontestável”. E foi por conta desse amor sem limites que Tatá já se meteu em inúmeras enrascadas para salvar os animais de algum perigo. "Já salvei gatinhos jogados em valas com a pata quebrada. Já parei o carro no meio da rua e entrei em uma comunidade pra salvar um cachorro que estava muito mal. Já subi em árvore, entre outros. Não posso ver animal sofrendo que me desespero”, revela .

Aos que não conhecem, vamos aqui às apresentações: Mãezoca, Palhaço, Gentil, Mussum, Jonas Bloch, Tufo, Caramba, Chaves, Taxi, Paz Luz Vida Nova, Steve Renders, Fabicha, Loiro, Peters e Delícia. Prazer, esses são os animais da Tatá Werneck.É assim mesmo que a Fedora de Haja Coração batizou os seus animais domésticos. Das fofuras citadas acima, 13 gatos e dois cachorros têm o privilégio de conviver juntinho da tutora em sua casa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Amante dos animais, mais que declarada, Tatá conta com a ajuda de algumas pessoas na hora de se organizar para cuidar da bicharada. "Tenho um caseiro que me ajuda em tudo e minha fiel escudeira, Dona Joelma.

Mas eu quem cuido mais. Levo no veterinário etc.”, conta. Por falar nisso, ajuda é o que faz a diferença na hora de cuidar de uma grande quantidade de animais. Para vacinar os animais, por exemplo, Tatá também contou com profissionais de uma clínica veterinária para manter todo o tratamento em dia. "Eles fazem o controle de tudo e me avisam.” A castração também é um assunto que tem a atenção da atriz. Ela apoia o procedimento: "Sou totalmente a favor. Existem milhares de gatos e cachorros abandonados diariamente pelas ruas. Sem cuidados, maltratados e loucos por um lar. Assim que eles chegam na idade que já pode castrar, eu castro. Depois eles ficam isolados durante o período de recuperação”. Isso também ajuda Tatá na hora de manter um "controle populacional” em casa.

Hoje, ela se diz feliz com a quantidade de animais que possui e que não pretende adotar mais."Eu não tenho mais condições de adotar… Disse isso e, há dois meses, chegou mais um gato (risos). Mas não pretendo mais adotar porque sei que seria irresponsável. Eles são muito apaixonantes, mas temos que lembrar que vem junto a responsabilidade de saber que um animal precisa de muitos cuidados e atenção. E que serão muitos anos. Então, temos que pensar a longo prazo, encarar como mais um integrante da família”, diz Tatá.

Não posso ver animal sofrendo que me desespero”, revela .Essa vontade de acolher animais também acabou trazendo problemas: "Vários. Existem pessoas muito cruéis com animais. Já tive vizinhos que ameaçaram meus gatos e um já foi até envenenado”.Tatá dá de ombros para essas pessoas e pensa o seguinte: "Eu tenho uma péssima mania de não confiar em quem não gosta de animais porque não consigo entender alguém que não se rende a esse amor incondicional”.

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Flash Pet

Ah! esses bebês... eles crescem, alguns pouco outros muito, e ficam velhos. Mas a gente sempre os trata como bebês.

  

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Saúde Animal

Doença do Pombo

Eles parecem inofensivos, mas não são! Os pombos são os principais transmissores de uma doença grave: a criptococose. Conhecida como "doença do pombo", ela é provocada por um fungo presente nas fezes dessas aves. Quando a sujeira seca, o fungo se espalha pelo ar e pode ser aspirado pelo homem. A doença pode atacar o sistema respiratório, provocando pneumonia, e também o sistema nervoso central. Quando se instala no cérebro, é chamada neurocriptococose e causa meningite e meningoencefalite, que são inflamações nas membranas cerebrais. 

"Essa infecção pode atingir qualquer pessoa, mesmo quem está com a saúde perfeita. Porém, é mais comum em pacientes com outras enfermidades, como Aids, diabetes ou câncer", explica um renomado  neurologista . "Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite e uma dor de cabeça intensa", afirma o especialista. "Geralmente os sintomas se desenvolvem lentamente. Nos casos mais graves pode haver alterações na visão e comprometimento das funções mentais como confusão, delírio e rebaixamento da consciência." Ainda segundo o médico, o diagnóstico é feito por meio do exame de líquor, que é o líquido presente dentro do canal vertebral e que envolve o cérebro.

Quando há demora no diagnóstico, a vida do paciente pode correr risco. Já houve casos, como o de uma de 51 anos, soropositivo há oito anos. Ele apresentou sinais da neurocriptococose em 2010 e passou por vários médicos até que o problema fosse identificado. "Ele sentia muita dor de cabeça e começou a perder a coordenação motora".

Sair matando todos os pombos não vai solucionar o problema, claro. É preciso encontrar outra solução, mas, a princípio, a higiene das casas, das cidades, a mudança de alguns hábitos para evitar que eles se aproximem de locais habitados, seria uma atitude, senão fundamental, pelo menos de grande ajuda. Onde não há alimento em abundância, a população de pombos não cresce. Esse negócio de ficar jogando farelo de pão, deixando água em qualquer lugar para cães e gatos, só faz aumentar o perigo. Alimentação de pets deve ser em horas certas e água em lugares de mais difícil acesso de aves. Dá para notar, que não existem mais pardais na cidade. Eles foram substituídos pelos pombos, que podem fazer mal mesmo, por esses motivos. A grande questão é a mesma: de um modo geral, o povo não tem educação e joga lixo, resto de comida, etc, nas ruas, praças e qualquer lugar público. Enquanto não houver mais informação, mais riscos correremos.

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Pet Aventura

Vígilia da Lealdade

A lealdade de um cachorro emocionou policiais militares em Brasília: depois de dono passar mal e morrer enquanto eles passeavam, o animal montou uma espécie de vigília no local. Os PMs precisaram oferecer pão com carne ao bicho para que ele se afastasse um pouco e o corpo pudesse ser retirado pela equipe do Instituto Médico Legal. No dia seguinte, o cão permanecia no mesmo lugar.

O incidente aconteceu,  na quadra poliesportiva do Centro de Ensino Médio 2 de Ceilândia. De acordo com o capitão Márcio Soares Bezerra, o cão não queria sair de perto do corpo do dono de forma alguma. 

 “O cachorro ficou ao lado dele, um labrador preto. Esse cachorro não deixava ninguém chegar perto, como se protegesse ele. Deu um pouco de trabalho para a gente”, lembra.

Soares conta ainda que o bicho não se deixou ser capturado e que, como nenhum parente do dono apareceu, acabou ficando na rua. No dia seguinte, a equipe voltou ao local e encontrou o cachorro deitado onde antes estava o corpo do dono.

“A gente ficou preocupado com o cachorro e voltou. Mas era ir perto dele que ele rosnava”, afirma. "Todo mundo que aparecia ele levantava a cara, como se olhando se era o dono. Aí não era, ele deitava.”

O animal só deixou a quadra depois que uma pessoa, que se disse parente do dono, apareceu e o chamou. A PM não soube informar a identidade do homem morto, que estava sem documento quando passou mal. O capitão disse ter se sensibilizado com a postura do cachorro. "Comoveu muito. Eu tinha cachorro, e a gente sabe da fidelidade do cachorro. Ele foi muito fiel ao dono. Ficou lá protegendo ele. Para quem gosta de animal, foi comovente."