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Bastidores

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Bastidores 01/10/2016
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Sobra para o juiz

Neste período, o assunto que impera em qualquer local é sobre política. Quem ganha, quem perde, enfim cada qual defendendo o candidato de sua predileção. Em tempos passados, as disputas talvez até tivessem mais sabor, pois, em muitas ocasiões o número de pretendentes era maior, corria muito mais dinheiro e consequentemente era uma verdadeira festa de democracia. Com o passar dos anos as leis eleitorais foram se modernizando. A medida em que surgiam casos entre candidatos que exigiam a queima de fosfato dos juízes, onde até mesmo injustiças aconteciam. Depois vieram as urnas eletrônicas, questionadas por muitos quanto à confiabilidade. Hoje, os candidatos usam muito a baixaria com acusações mútuas, chegando até mesmo a cenas de violência, como tem acontecido por aí afora. O alarme já disparou há tempos.

 

Alarme disparado

Por falar em alarmes, existe coisa mais chata que você estar em casa em um fim de semana, com um friozinho bem agradável, tranquilo, e de repente um alarme desses bem barulhentos disparar próximo a você? Seja numa residência ou em um comércio qualquer, às vezes fica por horas emitindo aquele barulho que perturba de forma absurda. Normalmente são em pequenos comércios onde instalam estes aparatos comprados no Paraguai e que uma borboleta ou uma pequena oscilação na corrente elétrica são suficientes para detonar o festival de perturbação. Haja paciência.

 

Sem estrutura

Mas paciência mesmo você deverá ter se também num final de semana precisar comprar algo no Mercado Municipal. Barbaridade. Parece que as vagas livres são ocupadas desde madrugada pelo pessoal que trabalha no próprio mercado. Ou você paga (e caro) por, as vezes, 10 minutinhos, e compra o que precisa mais caro ainda pelo estacionamento ou então desiste. Mas o pior ainda é a outra parada que enfrenta quando se defronta com o cartel de preços dos produtos ali comercializados. De todos os box existentes, muitos pertencem a um só proprietário, ou seja, o nível de concorrência é zero. Não deveria haver uma lei que proibisse a formação de cartéis nestes locais concessionados? 

 

Dois preços

Outro cartel também que incomoda, para o qual deveriam haver leis para punir de verdade, acontece nos supermercados. Recentemente o assunto foi matéria de telejornais por todo o país. E não é exclusividade de um ou outro, são todos. Você escolhe um produto, verifica o valor, e chega ao caixa, e é registrado um preço totalmente diferente. Muitas vezes você paga a conta e depois verifica a discrepância. Se pagou com cartão, aí a coisa se complica mais ainda. Tem de aguardar o atendente, fornecer nome, endereço, CPF, e aguardar outros procedimentos protocolares da empresa. Daí recebe a diferença do que tenha pago a mais e os outros produtos com o mesmo valor incorreto continuam nas prateleiras. E tudo fica do mesmo jeito.

 

Novo aeroporto

E questão meio sem jeito é a do transporte aéreo em Uberaba. Reclamaram muito do fim dos grandes jatos na cidade. Sem razão. Os mesmos jatos, até maiores e mais modernos continuam em nossos céus. Em dias claros, é só levantar-se bem cedo e olhar pra cima. Estarão cruzando voos domésticos e internacionais pra todos os gostos e destinos. Na verdade, depois da falência da Varig, outras empresas como Total, Trip, Passaredo, Ocean Air, e agora Azul e FlyWays tentaram e as duas últimas ainda operam aqui, porém com índices de aproveitamento mínimos. Na década de 80, tínhamos voos sem conexão para mais de 20 cidades. Hoje são três. Solução? Lotear as áreas dos aeroportos de Araxá, Uberaba e Uberlândia e construir um único aeroporto, grande, moderno, próprio para grandes aeronaves, em uma região equidistante das três cidades, sem que seja dentro do munícipio de qualquer das três: Almeida Campos seria o ideal.

 

Novas marcas

Nesta mesma década de 80, Uberaba possuía seis empresas locais representando montadoras de veículos que eram duas da Ford, duas da Chevrolet e duas da Volkswagen. Passaram-se os anos e o país evoluiu, principalmente nos últimos 15, quando outras marcas aqui se instalaram. Hoje a cidade conta com apenas três representações pertencentes a grupos daqui mesmo (Fiat, Jeep e Volks), e as demais marcas (Toyota, Mitsubishi, Hyunday, Citroën, Suzuki, Renault, Nissan etc.) são aqui distribuídas por filiais de empresas de outras cidades. O que pega e decepciona, é o comentário de funcionário de uma destas revendas "estrangeiras", onde diz que sua firma não compra aqui nem o café que serve aos clientes. A firma que faz a segurança é da mesma cidade e todo o material de consumo, inclusive formulários, notas fiscais. Enfim, só consomem a água daqui porque não têm como trazer de fora. A marca é uma das preferidas das classes mais privilegiadas da cidade.

 

Minha dívida        

A cidade se espalhou muito nos últimos anos. Depois de programas habitacionais como Minha Casa Minha Vida (ou minha dívida como muitos), houve um desbravamento de terras até então sagradas para a criação de gado zebu. O cidadão não ligado diretamente ao assunto, se assusta quando vai até as saídas da cidade e vislumbra a grande quantidade de moradias novas, onde até recentemente o visual era unicamente de zona rural. E mais, praticamente todas ocupadas, e as poucas vazias, com algum tipo de obra. O que não se entende é que a população da cidade seja pouco mais de 320 mil habitantes. Tendo havido um crescimento de ligações de energia em percentuais bem maiores, considerando que os conjuntos residenciais sejam casas, apartamentos ou mesmo construções particulares. Sem dúvida nenhuma a cidade cresceu bem mais que a população. Será que todo este contingente de pessoas já estava contabilizado e amontoado uns sobre os outros?

 

Sem ferrovia

Outro fato que incomoda e muito, não é um elefante, mas é quase isso. Há muitos e muitos anos Uberaba era servida por duas linhas férreas: A Mogiana e a Centro-Oeste, ou RMV- Rede Mineira de Viação. A primeira ligava Uberaba a Campinas, com baldeação (nome modernizado para conexão) para São Paulo, e a segunda para Belo Horizonte, todas com inúmeras paradas em cidades ou pequenas estações na zona rural. Depois da revolução de 64. A RMV seria encampada à Central do Brasil, que em curto prazo desativaria a linha, ficando a outra que seria renomeada como Fepasa ou Ferrovias Paulistas S.A.

 

Sem ferrovia II

Com o passar dos anos o transporte de passageiros ou de cargas fracionadas também foi desativado e esta empresa, hoje pertencente à Vale Logística, continua passando dentro de Uberaba. Só passando, porque nada embarca e nada desembarca, a não ser, talvez, a simples troca de tripulação. Daí pergunta-se: Não seria mais prático que a empresa refizesse o traçado, liberando as várias ruas e avenidas interrompidas pelos trilhos? Haveria custos, é lógico, mas teriam muitos e muitos benefícios, e eternos. Rir ainda continua sendo um ótimo remédio. Então vamos gargalhar. E pensem positivo, pois existe um Deus olhando para cada um de nós.

 

Primeiro CD

O músico uberabense Tales Bastos de Barros – Talinho vai lançar hoje seu primeiro CD Autoral, por meio de incentivo do edital do Fundo Municipal de Cultura, realizado pela Fundação Cultural. O show será no Teatro Experimental de Uberaba (TEU), a partir das 20h30, com entrada franca e a presença da roda de samba Tia Ciata.

Painéis Funarte

Uberaba recebe o projeto Painéis Funarte de Regência Coral 2016, evento que acontece de 3 a 8 de outubro, das 14h às 17h30 e 18h30 às 21h30, no Centro de Cultura José Maria Barra, na praça Frei Eugênio, 231. Além de Uberaba, neste ano o projeto vai acontecer em Belém-PA, de 24 a 29 de outubro; Campo Grande-MS, de 7 a 12 de novembro e Aracaju-SE, de 21 a 26 de novembro. Os Painéis oferecem noções de técnica de regência, dinâmica de coro e técnica vocal. Durante seis dias, os participantes receberão aulas práticas e teóricas.

Sem show na Concha

O projeto Domingo na Concha, que acontece todos os domingos, das 11h às 14h, na Concha Acústica, não será realizado neste dia 2 de outubro em função das Eleições 2016, dia em que o brasileiro exerce seu ato de cidadania. O Domingo na Concha retorna no dia 9 com programação especial. No primeiro show a Orquestra Municipal de Uberaba & Orquestra Jovem da Fundação Cultural fazem um Especial Dia das Crianças, comemorado no dia 12 de outubro.