Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Bastidores

ACESSIBILIDADE: A A A A
Bastidores 03/01/2017
Bastidores
Bastidores
Bastidores

Paulo Nogueira

 

Catador de recicláveis se elege vereador

Nilson Pavão, mais conhecido como Nilson do Cachorro, um catador de recicláveis na cidade de Assis, interior de São Paulo. Com mais de 60 anos, encarava uma rotina pesada recolhendo os materiais recicláveis pelas ruas, durante dez horas por dia. Agora, ele é o terceiro vereador mais votado da cidade, e já recebeu o diploma na Câmara Municipal.

Recurso extra: Ministério da Saúde repassa 152 milhões aos municípios para o combate ao Aedes

Os recursos serão enviados aos municípios brasileiros, em duas etapas, para qualificação das ações de combate ao Aedes. A segunda parcela será repassada após resultados dos levantamentos de infestação. Para intensificar as medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, vírus zika e febre chikungunya neste verão, o Ministério da Saúde vai repassar a todos os municípios brasileiros e ao Distrito Federal R$ 152 milhões extras. O recurso foi garantido através de portaria, e deverá ser liberado aos municípios em duas parcelas. Na primeira etapa serão repassados R$ 91,2 milhões, a partir da data da publicação da portaria. O repasse da segunda parcela está condicionado ao cumprimento de alguns critérios, cujas informações deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de Saúde e repassadas ao ministério até o dia 30 de junho de 2017. Um dos critérios para que os municípios recebam a segunda parcela, de R$ 60,8 milhões, é a realização do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), no caso de cidades com mais de dois mil imóveis. Já os municípios com menos de dois mil imóveis deverão realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA) e, as cidades sem infestação do mosquito, devem realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa.

Correios vai distribuir medicamentos para o SUS

O Ministério da Saúde fechou novo contrato para transporte de medicamentos e outros produtos do SUS. Quem assume esse serviço agora é a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que apresentou preço menor. A mudança deve reduzir o custo para entrega dos insumos de saúde em todo território nacional. A medida é mais uma estratégia da gestão do ministro Ricardo Barros para melhorar a gestão e aumentar a eficácia do serviço prestado. Os Correios passam a gerenciar o serviço no Ministério da Saúde a partir do dia 24 de fevereiro de 2017. A empresa fica responsável por realizar o transporte aéreo e terrestre para o fornecimento de insumos estratégicos de saúde, medicamentos e termolábeis, perecíveis ou não, biológicos ou não, vacinas, soros, kits calamidade, equipamentos, hospitais de campanha, geradores, alimentos, entre outros. A instituição, além de ser uma empresa pública, apresenta um comprometimento em oferecer serviços de qualidade, que atendam plenamente às necessidades dos clientes.

Deputados desafiam STF sobre o aborto

Bancada religiosa quer barrar possibilidade de interrupção da gravidez nos três primeiros meses. O entendimento do ministro Luís Roberto Barroso de que o aborto nos três primeiros meses de gravidez não é crime, vitorioso numa das turmas do Supremo Tribunal Federal (STF), está com os dias contados. Ao menos numa comissão instalada na Câmara dos Deputados. Com discursos em defesa da família, de que o aborto é crime e de que assim deseja a sociedade, parlamentares ligados a setores católicos e evangélicos prevalecem, com amplíssima maioria, na comissão especial que vai votar uma mudança constitucional no sentido contrário à decisão da primeira turma do STF, do final de novembro. Esse grupo domina todos os principais cargos desse colegiado: presidência, três vices e a relatoria. A comissão foi instalada no último dia 7, e, dos 34 integrantes, 29 já foram indicados. Destes, 25 parlamentares, pelo menos, querem derrubar o entendimento do tribunal, pois são contrários ao aborto.

Mercado estima inflação de 4,87% e o crescimento do PIB em 0,5% em 2017

Previsão faz parte de relatório do mercado divulgado pelo Banco Central, estimativa de inflação para 2016 caiu de 6,40% para 6,38%.

Economistas do mercado financeiro estimaram um cenário de menos inflação para 2016, mas elevaram a previsão para 2017, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2/1), pelo Banco Central. Para o Produto Interno Bruto (PIB) os analistas mantiveram suas previsões de queda de 3,49% na atividade econômica em 2016 e de crescimento de 0,5% para 2017. A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016 caiu de 6,40% para 6,38%. Foi a oitava queda seguida do indicador oficial da inflação. Apesar do leve aumento na estimativa de inflação para 2017, os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, de 10,50% para 10,25% no fechamento de 2017, reforçando a expectativa de que o BC continuará o processo de corte de juros no ano que vem. Atualmente a Selic está em 13,75%. A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para conter pressões inflacionárias. Taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Prefeitura de BH exonera 2.800 funcionários

O novo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), exonerou cerca de 2,8 mil funcionários municipais que ocupavam cargos comissionados. A decisão, tomada um dia após a posse, foi divulgada no Diário Oficial do Município de ontem, (2/1). A prefeitura não divulgou o impacto financeiro dos cortes, mas anunciou que a medida antecipa um projeto de lei de reforma administrativa que será enviado à Câmara Municipal. Parte desses funcionários exonerados, porém, serão recompostos com nomes da confiança da nova gestão. Além das secretarias, diversos órgãos públicos municipais também foram afetados pelas exonerações. Entre eles estão a Fundação Municipal de Cultura, a Fundação de Parques Municipais, a Superintendência de Limpeza Urbana e a Superintendência de Desenvolvimento da Capital. Houve cortes na Guarda Municipal, na Procuradoria-Geral do Município, na Ouvidoria e na Coordenadoria de Juventude. No mês passado, quando anunciou seu secretariado, Kalil indicou que faria uma reforma estrutural da máquina pública municipal. O número de secretarias foi reduzido de 22 para 13.