Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Bastidores

ACESSIBILIDADE: A A A A
Bastidores 05/01/2017
Bastidores
Bastidores
Bastidores

Paulo Nogueira

 

 Alô Vigilância Sanitária

Alguns supermercados da cidade, principalmente nos bairros, promovem suas ofertas de frutas, verduras e legumes todas as semanas, e nesta semana, por exemplo, quase todos estes produtos estavam bem maduros, ou bem verdes, como o mamão. Pimentões já estragados, cenouras também, e daí por diante. Um desrespeito aos clientes que vão ali para aproveitar as “ofertas”, muitas vezes acabam não comprando nada, e eles que reclamam e pedem providências à Vigilância Sanitária. Nos anúncios na TV aparecem os produtos bem diferentes do que estão nas bancas.

Homem mata três filhos, uma enteada e um neto ainda bebê

Um homem é suspeito de atear fogo na própria casa, matar cinco pessoas e deixar duas feridas, na madrugada de ontem (4/1), no bairro de Mangabeira, em Feira de Santana, cerca de 110 km de distância de Salvador. Para a polícia, um homem identificado como Gilson de Jesus Moura, de 49 anos, é o principal suspeito de ter provocado o incêndio, que matou três filhos do suspeito, uma enteada, todos menores de idade, e o neto, um bebê. Segundo testemunhas, depois de jogar gasolina e colocar fogo na casa, ele trancou a família no imóvel e fugiu em um carro. Moradores da região ainda arrombaram a porta e tentaram salvar as vítimas, mas conseguiram retirar apenas a mulher de Gilson e uma menina de três anos.

EUA provoca efeito dominó contra a Odebrecht

Construtora teria repassado US$ 788 milhões em propinas a governos em troca de contratos. A divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) que detalham o pagamento de propinas pela Odebrecht em 11 países, além do Brasil, provocou uma espécie de "efeito dominó" de sanções contra a empreiteira. Para as autoridades americanas, a construtora brasileira pagou US$ 788 milhões em propinas para representantes de governos em troca de contratos que lhe renderam lucro estimado em US$ 2,6 bilhões. Segundo pessoas próximas à empresa, as obras no exterior são consideradas um trunfo de curto prazo, uma vez que os contratos estão assinados e a maioria dos financiamentos, liberada. Garantem geração de caixa, enquanto o grupo ganha tempo para se organizar no Brasil, onde a situação é mais frágil.

Quatro neonazistas foram presos em estação do metrô em SP

Quatro neonazistas foram detidos por equipes da Guarda Civil, na noite do dia (3/1), na estação do Metrô Anhangabaú, no centro de São Paulo. De acordo com o guarda responsável pela prisão, equipes faziam patrulhamento na região, quando pessoas pararam os guardas municipais informando que tinham duas gangues de prováveis skinheads na estação. Os guardas foram até o local e encontraram as gangues de neonazistas e deram voz de prisão. Três homens foram detidos e um menor apreendido. Os outros membros conseguiram fugir. O grupo estaria se reunindo para rivalizar com gangues rivais, segundo a Guarda Municipal. Com os neonazistas foram apreendidas quatro facas, munições calibre 38, cartazes com conteúdo de ódio, tinta spray, cola, e uma machadinha. O caso foi encaminhado à Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano).

Anvisa proíbe a venda do arroz marca Favorito

Lote da marca Favorito não pode ser comercializado. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu oficialmente ontem, (4/1), a venda do lote 00204, com validade até 25/02/2017, do arroz longo fino tipo 1 da marca Favorito. A decisão está no Diário Oficial da União de hoje. O motivo para a suspensão da comercialização é um teste que mostrou a presença de “excrementos de roedor, pelos de roedor inteiros e fragmentados, fragmentos de insetos e larvas de insetos inteiras”. O exame foi feito pelo Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, de Campinas (SP). De acordo com a Anvisa, a contaminação detectada põe em “risco a saúde humana” e indica “falhas das boas práticas não permitidas pela legislação vigente”. O arroz é empacotado e distribuído pela empresa Total Cesta Básica de Alimentos Ltda - ME, localizada na cidade de Contagem (MG). A Anvisa determinou que a empresa recolha o estoque existente no mercado do lote do produto imediatamente.

Ministro afirma que governo do Amazonas sabia do risco de fuga em presídio

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse ontem (4/1), que autoridades do Amazonas sabiam da possibilidade de fugas entre o Natal e Ano Novo, antes da rebelião que levou a morte de 56 pessoas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, entre domingo (1º) e segunda (2). Ao menos duas centenas de prisioneiros fugiram, também segundo o ministro. O risco de fuga foi detectado, segundo Moraes, pelo próprio serviço de inteligência da Secretaria de Segurança do Amazonas, mas não foi comunicado ao governo federal. Com a informação, disse o ministro, o próprio governo amazonense teria reforçado a segurança nos presídios, o que não foi suficiente para evitar a tragédia. “O governo federal em momento algum foi informado, nem solicitado nenhum auxílio, seja da Força Nacional, seja de qualquer outro mecanismo que o governo federal poderia ter auxiliado”, relatou o ministro após reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Ele acrescentou que o governo do Amazonas não tinha obrigação de informar o governo federal. Segundo Moraes, é necessário agora investigar se a rebelião foi uma estratégia dos presos para facilitar a fuga de líderes de facções do presídio.

Belo Horizonte: falta de projeto e fiscalização pode ter provocado queda de viaduto

A Polícia Federal (PF) informou ontem (4/1), que indiciou 18 pessoas por suspeita de crime financeiro, superfaturamento e peculato em contratos firmados pela Prefeitura de Belo Horizonte, referentes ao corredor BRT das avenidas Antônio Carlos e Dom Pedro I. De acordo com a corporação, a falta de projetos básicos ou executivos adequados e de fiscalização nas obras é uma das possíveis causas para o desabamento do Viaduto dos Guararapes, em 2014. A constatação é resultado de um inquérito concluído no dia 30 de dezembro. As obras foram feitas com recursos da Caixa Econômica Federal. Entre os suspeitos estão servidores da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), dois ex-secretários municipais, de Políticas Urbanas e de Obras e Infraestrutura, um funcionário da Caixa Econômica Federal, engenheiros da Consol e da Construtora Cowan, empresas responsáveis pelo projeto e pela execução da obra, respectivamente, além de empregados da Consominas e da CGP, empresas de consultoria. Não houve pedido de prisão.