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Bastidores

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Bastidores 11/01/2017
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Paulo Nogueira

Apenas um senador compareceu a todas as sessões do Senado

Em seu primeiro mandato, o senador Reguffe (sem partido-DF) foi o único a comparecer a todas as sessões reservadas a votação em 2016. Outros quatro registraram uma única ausência em todo o ano. O candidato à Presidência do Senado e líder do PMDB, Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Pimentel (PT-CE), Pedro Chaves (PSC-MS) e Waldemir Moka (PMDB-MS). Os dados são de levantamento da Revista Congresso em Foco, que também apontou o senador Fernando Collor (PTC-AL) como o mais ausente do ano, excluído os casos motivados por problemas de saúde. Collor faltou uma a cada três sessões. Os dois senadores que mais se ausentaram das sessões de 2016 enfrentaram problemas de saúde ao longo do ano: Jader Barbalho (PMDB-PA), que somou 62 faltas, e Rose de Freitas (PMDB-ES), que faltou 30 vezes. Ambos se valeram de licenças de saúde. Ainda assim, Jader foi o campeão em ausências não justificadas. O senador deixou 18 faltas acumuladas sem justificativa.

Reforma da Previdência: 4 milhões de pensionistas poderão ganhar menos que um salário mínimo

A desvinculação das pensões por morte do salário mínimo, prevista na reforma da Previdência que o Congresso Nacional discutirá este ano, deve atingir cerca de 4 milhões de pessoas, segundo o jornal Valor Econômico. Com a mudança nas regras, elas devem receber menos do que o equivalente ao piso nacional do país. Ao desvincular o benefício do salário mínimo, o governo pretende corrigir o valor a ser pago com base na inflação. Essa correção, no entanto, não deverá ser mais anual, como ocorre atualmente, mas conforme a margem fiscal do governo, a exemplo do que é feito com o Bolsa Família. De acordo com a reportagem, 55% dos 7,41 milhões de pensionistas ganham hoje um salário mínimo por mês. Esse percentual é que deve ser o mais prejudicado. Somente após a aprovação da reforma, o governo vai elaborar um projeto de lei para definir como será o reajuste desses benefícios, que deixarão de acompanhar o piso salarial. Uma das mudanças mais polêmicas propostas pelo Executivo, a desvinculação das pensões do piso salarial já prevê que os novos pensionistas receberão menos do que um salário mínimo. Pela proposta, haverá uma cota familiar de 50% do mínimo. O restante será adicionado entre os dependentes na proporção de 10% para cada um até o limite de 100%.

Mais um funcionário da CEF se mata

 No último dia 05 de janeiro um funcionário da GIFUG jogou-se do 10º andar do prédio central de Curitiba. No dia 22 de dezembro, um bancário de Salvador, da mesma área do colega de Curitiba, disparou contra colegas, tentando acertar o chefe e, depois, suicidou-se. Duas colegas foram feridas pelos tiros, sendo que uma delas acabou não resistindo e faleceu. Não achamos que esses tristes episódios são fatos isolados. O aumento da pressão cotidiana dos bancos sobre os funcionários aumenta o adoecimento mental dos bancários. Por isso, nossa categoria é campeã nos afastamentos por doenças psíquicas e os bancos têm sofrido várias condenações por assédio moral coletivo. Durante o PDV da década de 90, no Banco do Brasil, houve vários casos de suicídio de bancários. Dessa forma, é um dever dos sindicatos e do Ministério Público do Trabalho denunciar e investigar esses suicídios da CEF. (Por Assessoria do mandato da Juliana Donato – Caref – Banco do Brasil)

Deputado federal serviu de ponte em repasse de propina para senador de SP, segundo matéria publicada por um jornal paulista

É explosiva a matéria publicada pela Folha de São Paulo no último sábado, 07 de janeiro, a qual relata que o empresário e ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho admitiu ter sido “ponte” entre José Serra e a Odebrecht. Segundo o jornal, Ronaldo Cezar Coelho recebeu recursos da empreiteira Odebrecht no exterior relacionados à campanha de 2010 do então candidato a presidente José Serra. A Folha informa que o advogado de Ronaldo Cezar Coelho, o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira disse que tais valores – U$ 23 milhões - foram incluídos na adesão do empresário ao recente programa de regularização de ativos no exterior. O jornal enfatiza que já em outubro publicou a informação de que Coelho tinha sido apontado pela Odebrecht, em um dos anexos da delação premiada à Força Tarefa da Lava Jato, que seria o “repassador” do valor de U$ 23 milhões a José Serra. O ministro José Serra, por meio de sua assessoria, disse que suas campanhas eleitorais foram feitas de acordo com a lei e tiveram a contabilidade sob a responsabilidade do seu partido, o PSDB.

Bateu o próprio recorde: UFMG lidera os pedidos de patentes no Brasil

Nenhuma universidade brasileira tem mais solicitações do que a instituição mineira, que chegou a 91 requisições em 2016. Salto pode ser maior, caso sejam removidos entraves de legislação. O laboratório de Ensaios Analíticos Físico-Químicos da UFMG: biotecnologia, engenharia, farmácia e química, nesta ordem, foram as áreas que mais depositaram patentes no ano. Com 91 depósitos de pedidos de patentes junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) bateu, em 2016, o próprio recorde histórico em inovação – no ano anterior, já figurava como líder em depósitos entre as universidades brasileiras, com 69 pedidos depositados. Para o professor e pró-reitor de Pesquisa da instituição, Ado Jorio Vasconcelos, a estruturação do desenvolvimento científico e tecnológico se dá com a estruturação do desenvolvimento científico. “Hoje, a produção no país é razoável, é equivalente à população brasileira no mundo. Ou seja, representamos 3% da população mundial e publicamos 3% de artigos científicos no mundo. Enquanto produção científica temos um lugar condizente com nossa realidade.

Ano 2016 não foi bom para os veículos de comunicação no Brasil

O balanço da imprensa em 2016 é tão ruim quanto foi esse ano infame para a política, a economia e as relações sociais no Brasil. Onze veículos de comunicação foram fechados. Segundo o portal Comunique-se, uma TV, duas rádios, um site e sete veículos impressos. A informação da Associação Brasileira de Imprensa é ainda pior, nada menos do que 1.200 jornalistas foram demitidos.