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Bastidores 02/08/2013
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Tropa de choque

Nota oficial da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, fez voo rasante nas principais redações do país, e, além de atrair as atenções para a importância do assunto, também despertou a criatividade dos jornalistas. Imprensa de Belo Horizonte, por exemplo, chamou de “tropa de choque”, o grupo de políticos e empresários, que, sob a liderança do prefeito Paulo Piau (PMDB), está fazendo marcação cerrada a favor do gasoduto de Uberaba.

Reversão
Após um período de quedas – que aconteceram depois das eleições municipais de 2012, o eleitorado de Uberaba volta a crescer. É o que indicam os últimos números do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, relativos a junho de 2013. Nas eleições de outubro, a cidade tinha 213.388 eleitores aptos ao voto. Mas entrou janeiro de 2013 com 212.683 inscritos, e, portanto, com 705 a menos. Já as estatísticas de junho revelam um eleitorado de 213.078 pessoas. Portanto, foram “recuperados” 395 eleitores. 

Impacto
E o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM, de Uberaba, divulgado no final de julho, continua repercutindo, principalmente nas redes sociais. Apesar de uma taxa de crescimento de 11,56% ao longo dos últimos dez anos, conforme alertou esta coluna na edição de ontem, o que não falta é decepção com o fato de a cidade ter sido ultrapassada pela vizinha Uberlândia e alcançada por pequenos municípios. 

Na liderança
Independente das alterações promovidas nos cálculos do IDHM, uma situação é óbvia. Em 2000, Uberaba ocupava a 104ª colocação em nível nacional, e era a 4ª melhor em Minas Gerais. Uberlândia, por sua vez, era a 135ª colocada no país, e a 7ª classificada no Estado. 

A inversão
Os indicadores de 2010 – divulgados dias atrás, dizem que o desenvolvimento humano de Uberaba caiu para o 210º lugar em nível nacional, e para a 14ª classificação em Minas Gerais. Já Uberlândia subiu para a 71ª classificação nacional e para o 3º lugar no Estado.

O empate
E tem até quem anda dizendo que Uberaba deve esquecer Uberlândia e começar a se preocupar com municípios menores. Revolta tem a ver com Araxá – cidade localizada a cerca de 120 km de Uberaba, e que tem 95.88 habitantes. No Atlas do Desenvolvimento Humano de 2000 – divulgado em 2003, Araxá estava na 39ª colocação em Minas Gerais (Uberaba era a 4ª). Em 2010, Araxá subiu para o 14º lugar, e, portanto, empatou com Uberaba.
 
Reflexões
(Versão 1)

 “Deu uma frustração danada ver que Uberaba caiu no ranking do IDHM... Éramos o 4º melhor desenvolvimento humano em Minas Gerais, e caímos para o 14º... Precisamos refletir sobre isso”...
_ Desabafo é do engenheiro uberabense Maurício Cecílio, atual vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais – Indi/MG, que, em momentos diferentes, foi secretário de Planejamento e de Ciência e Tecnologia nos dois governos de Marcos Montes (1997/2000 e 2001 a setembro de 2004).

Reflexões
(Versão 2)

“Notícia triste para nossa Uberaba. O Índice de Desenvolvimento Humano caiu de posição de 3º para 14º lugar. Lamento muito, porque sempre me dediquei a desenvolver grandes projetos nas áreas de educação, saúde e social, que são os motivadores da sustentabilidade das cidades, no quesito qualidade.”
_Marcos Montes.

Avaliações
Atlas do Desenvolvimento Humano de 2013 traz uma série de reflexões/avaliações sobre as cidades brasileiras. A respeito de Uberaba, os organizadores do Atlas revelam que, entre 2000 e 2010, a população teve uma taxa média de crescimento anual de 1,62%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 2,13%. 

Extra
Nos dois casos, os índices foram superiores aos de Minas Gerais e do Brasil. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,01% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização de Uberaba cresceu 1,60%. Atlas é produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, e a Fundação João Pinheiro.

Renda per capita
Ainda segundo o novo Atlas, a renda per capita média de Uberaba cresceu 81,22% nas últimas duas décadas, passando de R$ 539,67 em 1991 para R$ 790,50 em 2000 e R$ 978,01 em 2010. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) caiu de 3,46% em 1991 para 2,06% em 2000 e para 0,67% em 2010.


DESABAFO – Ex-secretário Municipal de Uberaba, o atual vice-presidente do Indi/MG, Maurício Cecílio, não se conforma com o resultado do IDHM