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Bastidores

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Bastidores 28/09/2013
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Isso pega


Vocalista Toni Garrido, líder da banda Cidade Negra, mais parecia um político (ou papa) quando descia do palco no Domingo no Campus da Universidade de Uberaba. Além de posar pra fotos ao lado de alguns caciques da Uniube, o belo ainda era literalmente agarrado pelos fãs, alguns com bebê no colo – tal e qual aconteceu com o papa Francisco quando teve que abençoar um punhado de brasileirinhos. Sem contar os seguranças da instituição, que ficaram de queixo caído. Assessora de imprensa da Uniube, Rose Dutra, teve trabalho pra acompanhar e clicar os momentos do vocalista/político/papa

Pra se ter uma ideia do clima provocado por Toni Garrido no último Domingo no Campus, o sempre sério e compenetrado reitor Marcelo Palmério deixou de lado aquele jeitinho tímido, subiu no palco, e agitou o público: “A Uniube é de vocês!!!” Aliás, a ideia do Domingo no Campus é do próprio reitor, da época em que a escola bancava o projeto Triângulo das Artes. Ficou um tempo fora do ar e voltou com a corda toda. Já passaram pelo palco: Orquestra de Ribeirão Preto; Sivuca; Glória Gadelha, e Arthur Moreira Lima. Na atual fase, já foram Jair Rodrigues, Oswaldo Montenegro, Frejat e, agora, Cidade Negra. 

Agitos partidários
Apesar do discurso divulgado no Facebook – e repercutido aqui, em Bastidores, de que estava deixando a presidência do PRP/Uberaba por iniciativa própria, o empresário Celso Borges não tem o respaldo do comando estadual da legenda. De acordo com a publicação oficial no site do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, a comissão executiva presidida por ele foi toda destituída por decisão superior. Nova comissão já foi publicada e é presidida por Ronaldo Martins Rocha.

Esquisitice partidária
Por sinal, o PRP tem uma trajetória um tanto quanto estranha – segundo já antecipou Bastidores recentemente. Destituição das comissões executivas municipais provisórias de Uberaba tem acontecido há muitos anos. Em 2009, foi destituída por decisão judicial; em 2011, por decisão do comando estadual, e agora, mais uma vez, pelo comando estadual da legenda. 

Trocas partidárias
E a semana foi movimentada até por um troca-troca. Hermany Júnior agora é oficialmente presidente do PMN. Deixou a presidência do PSDC – que acaba de ser assumida por Rafael Mendes.

Êpa!
Alguém aí escreveu Rafael Mendes?! Pois é justamente o ex-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo ex-secretário de Governo, advogado Rodrigo Mateus, e que tentou disputar as eleições de 2012 pelo PMDB, através do insistente ex-prefeito Anderson Adauto. Detalhe: nenhum deles está mais no PMDB. Rodrigo se filiou e assumiu a presidência do PRB, e Adauto se filiou e tenta se firmar no PT.

Intervençãozinha
E não para por aí... Rafael Mendes, agora presidente do PSDC, comandava o PMDB Jovem de Uberaba, quando os dirigentes estaduais e nacionais do PMDB Jovem fizeram uma intervenção e destituíram o grupo de Uberaba. Ligado a Anderson Adauto, o agora presidente do PSDC conta com um nome peso pesado e ex-peemedebista histórico na composição da legenda. O secretário-geral é ninguém menos que o advogado João Adalberto de Andrade.

Moral da história
Desta forma, o PSDC, que foi aliado de Anderson Adauto quando Hermany Júnior era amigo desde criancinha, e depois virou adversário quando Hermany e ele se desentenderam, agora volta para o ex-prefeito. São as composições partidárias se ajeitando e reajeitando para 2014.

Os democratas
Líder no ranking das filiações em Uberaba, o Democratas presidido pela advogada Eclair Gonçalves, coordenadora-geral do Procon, decidiu se mexer... Em encontro realizado ontem, o diretório e os principais militantes da legenda lançaram a pré-candidatura do vereador Marcelo Machado Borges para deputado estadual. Não se falou em candidatura a deputado federal, mas se falou muito – muito mesmo, numa próxima reunião com o prefeito Paulo Piau (PMDB).

Fala, prefeito!
Os democratas sabem que o prefeito terá suas preferências em 2014, mas entendem que a candidatura do vereador pode e deve ser incluída na lista dos apoios. A resposta de Paulo Piau vai definir a posição do DEM no que se refere à participação no governo. Em outras palavras, um “não” pode provocar o afastamento dos democratas – segundo o que foi discutido ontem. 

Jogos de cintura
E o prefeito – experiente que nem ele só, em política, sabe muito bem que isso é só o começo. Como já lembrou Bastidores em outras ocasiões, sua base de apoio nas eleições de 2012 envolve mais de uma dezena de partidos. Com raríssimas exceções, as cobranças virão agora, para 2014.