Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Bastidores

ACESSIBILIDADE: A A A A
Bastidores 02/10/2013
Bastidores
Bastidores
Sina

Enquanto decidia se ficava ou se largava de mão desta história de se filiar ao Partido dos Trabalhadores – PT, o ex-prefeito Anderson Adauto já foi logo causando outra encrenca, neste caso, no Partido Republicano Brasileiro – PRB. 

Alternativa A
Não é segredo para os leitores de Bastidores que sua filiação no PT provocou raios e trovoadas, incluindo um recurso interno, protocolado por petistas descontentes, e ainda, declarações críticas do deputado estadual Adelmo Leão, que não gostou, nadinha de nada, de ter o ex-aliado agora de concorrente numa disputa de deputado federal em 2014, e num mesmo partido.

Alternativa B
A novidade é que Anderson Adauto, também descontente com as reações petistas, resolveu avaliar uma segunda alternativa de filiação, neste caso, no PRB... Pra quê?! Amigos desde criancinhas, pela primeira vez, os líderes do PRB/Uberaba e os líderes do PRB/Minas Gerais se desentenderam. 

Mundo pequeno
Segundo as más línguas, se o ex-prefeito entrar por uma porta do PRB/Uberaba – ainda que respaldado pelo PRB/MG, o atual presidente do PRB/Uberaba sai pela outra porta.  Trata-se, neste caso, do advogado Rodrigo Mateus, que acaba de assumir o cargo,  confirmando, inclusive, que a legenda se mantém na base aliada do governo Paulo Piau.

Chamas em dose dupla
Rodrigo foi secretário de Governo na gestão de AA, e depois seu candidato a candidato a prefeito pelo PMDB – o que não deu certo, apesar da guerra de guerrilha que, durante meses, movimentou a Justiça e a vida interna do partido. Venceu o outro candidato a candidato: Paulo Piau, que também foi vitorioso nas urnas. Enfim, até o fechamento desta edição de Bastidores, a fogueira ainda estava acesa no PT e no PRB. 

Enquanto isso...
Se de um lado ele tenta ajeitar a vida partidária para concorrer a deputado federal em 2014, de outro, Anderson Adauto recebe nova bordoada na área jurídica. Com base no resultado de inquérito civil instaurado através da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público de Uberaba, o promotor de Justiça José Carlos Fernandes Junior ingressou na Justiça com Ação Civil Pública de Responsabilidade por Ato de Improbidade Administrativa e Danos Patrimoniais. Ação foi, ontem mesmo, distribuída para a 1ª Vara Cívil da comarca.

Ação
O representante do Ministério Público coloca em dúvida a necessidade e a legalidade da contratação do então Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Organizacional e Social – ITE,  atualmente denominado Instituto Técnico e Social Brasília -  ITSB, uma organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. Objeto do contrato – assinado em 2006, era que o instituto fizesse o levantamento de créditos da Prefeitura Uberaba, por recolhimentos ditos indevidos de contribuições ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – Pasep.

Os inimigos
Justificativa do governo Anderson Adauto para contratar o ITSB – inclusive sem processo licitação, era de que, com o resultado do levantamento, a prefeitura iria ingressar na Receita Federal e na Justiça Federal para recuperar “créditos provenientes de valores recolhidos indevidamente, ou a maior, do Pasep, no período de março de 1996 a fevereiro de 1999”. Vale lembrar que, nestes períodos, os prefeitos eram os adversários históricos de Adauto: Luiz Neto (1993/1996) e Marcos Montes (1997/2000).

Rotatória
De acordo com os autos da ação de improbidade, o governo Anderson Adauto fechou o pagamento de R$ 840 mil para o ITSB realizar o levantamento. O promotor José Carlos Fernandes lembra, na justificativa da ação, que a Prefeitura de Uberaba tem, em sua estrutura, uma Secretaria da Fazenda, cujas finalidades incluem este tipo de serviço. Mais do que isso: o promotor afirma que o ITSB fez o levantamento justamente com informações colhidas na Secretaria da Fazenda.

Fora de cena
O representante do Ministério Público anexou aos autos, cópia de ofício assinado por Anderson Adauto, em que a prefeitura pediu, na Receita Federal, a restituição de cerca de R$ 7 milhões. “Ora! O requerimento não tem a participação do ITE” – alerta José Carlos Fernandes. Além disso, ele repudia a contratação do instituto sem processo licitatório.

Os pedidos
Ao final, o promotor pede a condenação do ex-prefeito e de vários de seus assessores que deram pareceres favoráveis à contratação. No caso de Anderson, ele pede a suspensão dos direitos políticos por um período de cinco a oito anos; a perda da função pública (caso esteja ocupando algum cargo); e a devolução do dinheiro – em solidariedade com os ex-secretários e com o ITSB. 


A UM ANO DAS ELEIÇÕES – Movimentação entre partidos e pré-candidatos está fervendo nos bastidores. Os candidatos precisam abrigar-se, enquanto os partidos buscam concorrentes com potencial de voto. Prazo final é 5 de outubro, sábado